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Estudos Espiritas

Estudos Espiritas

 

MEDIUNIDADE E FENOMENOS ESPIRITAS

Victor Manuel P. Passos

Sumário: .1.Introdução .2.Citações .3.Conceitos de Fluidos .4.Historico Cronológico 4.1.Hydesville a Kardec  4.2. Mesas Girantes 4.3. O Codificador do Espiritismo  . 5. Fluidos  .6. Fluidos no magnetismo .7. Ambiente Fluidico .8.Perispirito .9.Mediunidade 9.1. Algumas definições de mediunidade 9.2. Objetivos da mediunidade 9.3. Mediunidade, passado e presente .10.Fenomenos Espiritas 10.1.Fenómenos de mediunidade e animismo .11. Tipos de Fenómenos.13. Conclusão. 14. Bibliografia Consultada.

 

  1. 1.     Introdução

 

        A Mediunidade, os fenómenos e Espiritismo são termos distintos, porém relacionados entre si.

        A sua importancia, objetivos e ligação com elo espiritual. As influências fluidicas, o seu meio e interferências no mesmo,bem como a sintonia , são fatores de relevada importância ao nivel da comunicação , entre este plano fisico e o espiritual.

        Claro falamos de espiritos encarnados e desencarnados, dos fenomenos proporcionados pelo espirito e sua contribuição para a credibilidade da vida para além da morte.

 

  1. 2.     Citações

 

  • Allan Kardec,” a Mediunidade é uma faculdade dos médiuns, e, no Livro dos Médiuns consta que a palavra “médium” vem do Latim (medium), significando “meio” ou “intermediário”, ou seja, médium é pessoa que pode servir de intermediária entre os dois planos da vida, isto é, entre os espíritos e os homens”.

 

  • G. M. Ney ,”Mediunidade é a faculdade dos médiuns ou sensitivos de serem “meio” aos fenômenos paranormais “ .

 

  • L. Palhano Júnior,”Mediunidade é a faculdade que têm as pessoas (médiuns), em maior ou menor grau, de receber comunicações ou perceber os espíritos ou o Mundo Espiritual”.

 

  • Ø Francisco .C.  Xavier ,”A mediunidade pode manifestar-se através da pessoa absolutamente inculta, mas os bons espíritos são de parecer que todos os médiuns são chamados a estudar a fim de servirem com mais segurança”.

 

  1. 3.     Conceitos

 

         Fluido,é um termo genérico empregado pata traduzir a característica "das substâncias líquidas ou gasosas ou de substância, que corre ou se expande à maneira de um liquido ou gás; fluente".      Menciona-se como sendo a fase não sólida da matéria, a qual pode se apresentar em quatro fases: pastosa, líquida, gasosa e radiante, tendo sido esta ultima exibida à Ciência pelo sábio inglês Sir William Crookes.

        No Espiritismo o termo fluido, tal como foi aceite por Allan Kardec, pelos Espíritos, não se limita a tão limitada definição. O fluido é tudo quanto influi à matéria, da mais grosseira à mais cristalina, alterando em multíplice ilimitada a fim de atender a todos os imperativos físicas, químicas e inclusive essenciais daquela, bem como de sua intermediação entre os termos material e espiritual. É o fluido não apenas algo que se move, mas a essência desses líquidos, gases e de todas as matérias, inclusive aqueles ainda inapreensíveis por nossos órgãos físicos ou mesmo psíquicos.

 


Fluido Cósmico Universal - O FCU ou Fluido Cósmico Universal foi o nome dado pelos Espíritos ao fluido elementar imponderável que serve como intermediário entre o Espírito e a matéria.O fluido universal é a matéria básica essencial de todo o Universo material e espiritual, a matéria elementar primitiva. É altamente influenciável pelo pensamento (que é uma forma de energia), podendo se modificar, assumir formas e propriedades particulares. A ação do Pensamento Divino sobre o fluido universal deu origem às nebulosas, aos sistemas estelares, aos planetas e astros. É nessa matéria fluídica que o Deus adimple o plano existencial. O fluido universal atesta todo o espaço existente entre os mundos. Por meio dele percorrem as ondas do pensamento, do mesmo modo que as ondas sonoras se projetam na camada atmosférica.  

Fluido Vital - O fluido vital, também chamado de princípio vital, é uma forma modificada do fluido cósmico universal. Ele é o elemento básico da vida.

Vida aqui considerada no sentido atribuído pela ciência, que se caracteriza pelos acontecimentos do nascimento, crescimento, reprodução e morte. Nessa divisão, evidentemente, não se incluem os Espíritos, porque não atendem, às duas últimas condições - reprodução e morte. Em Gabriel Delanne (A Evolução Anímica) vamos encontrar literalmente: “a alma não é vivente”, porque seja mais e melhor: - tem “existência integral”.

Em “A Gênese”, Kardec assevera que “pela morte, o princípio vital se extingue”. Realmente é a vivência, ou não, de fluido vital que distingue um corpo vivo de outro sem vida. A diferença entre uma árvore viva e um pedaço de madeira é justamente a presença do fluido vital na primeira e sua ausência na segunda. Quando nascesmos, trazemos uma certa quantidade de fluido vital, o nosso corpo precisa ser invariavelmente abastecido deste fluido, em razão da sua constante utilização, especialmente no metabolismo. É, contudo, característica dos seres vivos a capacidade de produzir fluido vital, ininterruptamente, a partir do fluido cósmico universal, como também a capacidade de absorvê-lo espontaneamente, a partir dos próprios alimentos. Uma outra possibilidade de absorção do fluido vital é através da transfusão fluídica. Kardec refere claramente essa possibilidade quando afirma que: “O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro”. É justamente essa propriedade, característica do fluido vital, um dos fundamentos em que se baseia o passe.

Allan Kardec diz-nos ainda que: “A quantidade de fluido vital não é a mesma em todos os seres orgânicos: varia segundo as espécies, e não é constante no mesmo indivíduo, nem nos vários indivíduos de uma mesma espécie.”

 Realmente, na infância, a capacidade de processar o fluido cósmico para a produção do fluido vital é muito acentuada. Essa capacidade se mantém mais ou menos inalterada durante a juventude, mas a partir de certa idade ela torna-se bastante reduzida, fato este que leva a uma diminuição progressiva da vitalidade do indivíduo, levando ao envelhecimento geral do organismo. A morte ocorre quanto o organismo perde a capacidade de produzir e reter a quantidade mínima de fluido vital - morte natural - ou quando uma lesão mais séria no corpo físico provoca uma taxa de escoamento desse fluido em quantidades superiores à sua capacidade de produção - morte acidental. Os seres do mundo espiritual, por não possuírem fluido vital, é que necessitam do nosso concurso, como indispensável, para muitas das tarefas assistenciais a que se propõem.

  1. 4.     Historial Cronologico

 

 

        Os fenómenos mediúnicos são tão antigos na Terra quanto a existência dos seres humanos. Os que deram início à Codificação do Espiritismo tiveram lugar no sec. XIX .

 

4.1. Hydesville a Kardec 

 

Em 1843, numa cabana de madeira, na pequena cidade de Hydesville, no Estado de Nova York, nos E.U.A., um vendedor ambulante de nome Joseph Ryan (citação de Delanne), ou Charles B. Rosma (citação de Arthur Conan Doyle), foi acolhido e assassinado pelos donos, o casal Bell, com a finalidade de o saquear.

O crime,impune mas, daí a algum tempo, começaram a ser ouvidos ruídos e pancadas nos objetos e paredes da casa, inclusive ruido de passos de alguém invisível.

Os proprietários assustados mudaram de casa, por a ver assombrada. Mais famílias residiram lá ,sem que os fenómenos cessassem e, em 11 de dezembro de 1847, John Fox, um pastor metodista, foi para lá residir, com a esposa e suas filhas Margarida, de 14 anos e Catarina, de 11.

  

Na noite de 31 de Março de 1848, os "raps" (pancadas secas) faziam-se ouvir com persistência, as meninas (que eram médiuns e o deconheciam) convidaram o manifestante a repetir as batidas que elas dariam com as mãos, sendo prontamente acatadas. Elas chamaram a Mãe, Srª Fox e esta analisou o fato e indagou se era alguém humano que dava essas pancadas e se tinha sido assassinado, confirmado de imediato,com o número de batidas acertado. Chamaram os vizinhos para observar ao estranho diálogo de batidas e um deles, Isaac Post, propôs ao espírito que leria em voz alta as letras do alfabeto para que ele abalizasse, com uma pancada, no numero que desejasse para compor palavras.

Descoberta essa forma de comunicação, o espírito informou sobre o seu assassinato naquela casa, 5 anos antes (escavações posteriores permitiram o encontro do esqueleto do vendedor).

 

 4.2. As mesas girantes

 

Esses fenomenos chamaram à atenção popular que as jovens Fox foram induzidas a fazer comprovações de mediunidade diante de examinadores especiais, formados para examinar os acontecimentos e, em 1850, já se contavam milhares de norte-americanos (alguns ilustres e renomados), que acreditavam nos fenomenos, praticando muitos deles esse intercambio.

Os fenomenos alastraam-se pela Europa, evoluindo até criação das mesas girantes. Consistia na reunião de pessoas à volta da mesa de 3 pés, questioando e os espíritos replicavam com pancadas. Essa prática virou moda e chegou aos salões de Paris, onde morava Hyppolite Léon Denizard Rivail, admirável educador francês, discípulo de Pestalozzi.

 

4.2. O Codificador do Espiritismo

 

Obsequiado a presenciar os fenomenos, de início o Sr. Rivail não se preocupou pelo que parecia ser meramente uma diversão social. Analisando-os, porém, percebeu que eram devidos a uma causa inteligente. Pesquisando mais, averiguou que os espíritos manifestantes não eram todos iguais em conhecimento e moralidade mas suas informações sempre eram valiosas, como as dos viajantes que nos relatam o que puderam ver e sentir dos países de onde vieram.

Persistindo em seus estudos, revisou cinquenta cadernos de escritos mediúnicos (que já tinham sido escritos), e estabeleceu indagações aos espíritos, chegando a conclusões e revelações fundamentais, que apresentou ao público, inicialmente em "O Livro dos Espíritos" (18 de abril de 1857), seguindo-se o "O livro dos Médiuns" (1861), "O Evangelho Segundo o Espiritismo" (1864), "O Céu e o Inferno" (1865) e a "Gênese" (1868), que constituem o Pentateuco Espírita

Esta organização dos ensinos revelados pelos Espíritos, formulou uma coleção de leis (um código), e Allan Kardec é apelidado "O Codificador do Espiritismo".

Importantes também como detalhes, argumentação e com finalidades de divulgação mais rápida e acessível ao grande público, escreveu o Codificador os livros: "O que é o Espíritismo", "Introdução ao Estudo da Doutrina Espírita", "Obras Póstumas" enfeixa os escritos e apontamentos seus que deixou inéditos. Na publicação dessas obras, objetivando distinguiu-as das que produzira pelo seu próprio saber como pedagogo e adotou o pseudônimo de Allan Kardec, nome que, conforme revelação feita, usara em encarnação anterior, ainda em solo francês, ao tempo dos druidas.

 

  1. 5.     Fluidos


O Princípio e o Fluido Vital 


São Luiz 21, respondendo a Kardec, quem nos orienta:

Item 22." Se bem compreendemos o que dissestes, o princípio vital reside no fluido universal; dele o Espírito extrai o envoltório semimaterial que constitui o seu perispírito e é por meio desse fluido que atua sobre a matéria inerte”.

É isso mesmo?

"Sim; isto é, ele anima a matéria por uma espécie de vida fictícia; a matéria se anima pela vida animal (...)".

São Luiz, nos confirma que a vida vem por ação do princípio vital, o qual, por ilação direta, é um "campo". Sendo "princípio" definido como "qualquer das causas naturais que concorrem pata que os corpos se movam, operem e vivam"Item.22, vemos que o princípio vital é o elo propiciador da vida, a "chaves" vital que faz a interligação de um "campo" específico chamado "fluido vital" com elemento(s) proveniente(s) de outro "campo" (Principio Espiritual). É importante dizer que existem, fluidos vitais dispersos, ocultos, acumulados mesmo, nos amplos campos do fluido cósmico, sem que com isso exista vida propriamente dita; é que aí ainda lhe falta o "amoldamento" ou "influência mútua" desses dois campos entre si a qual só se dá ante a proveniência ativa do "princípio vital".

Item.23 .na "A Gênese" Allan Kardec  a respeito: "(...) Há na matéria orgânica um princípio especial, inapreensível e que ainda não pode ser definido: o princípio vital. Ativo no ser vivente, esse princípio se acha extinto no ser morto (...)", mais à frente ele afirma: tal princípio é "(...) Um estado especial, uma das modificações do fluido cósmico, pela qual este se torne princípio de vida (...)".

A vida, portanto, como "efeito" decorrente de um agente (princípio vital) sobre a matéria (fluido cósmico), tem, por sustentação, a matéria e o princípio vital em estado de intercâmbio ativo, de forma continua. Reflexo da mesma fonte original - pois "habita" no "fluido magnético animal", que, não é outro senão o fluido vital - tem, no entanto, a condição característica de conduzir ao contato com o princípio espiritual.

Os Espiritos nos prestaram resposta a estas questões;

"Que é feito da matéria e do princípio vital dos seres orgânicos, quando estes morrem?"

Item.25."A matéria inerte se decompõe e vai formar novos organismos. O princípio vital volta à massa donde saiu". Interessante resposta; enquanto a matéria bruta se recomporá através de outros organismos, o princípio vital (matéria sutil) retornará à sua "massa" original (fluido cósmico). O fluido vital, quando o organismo vive, está ativado pelo princípio vital que dá àquele e a todas as suas partes " uma atividade que as põe em comunicação entre si, nos casos de certas lesões, e normaliza as funções momentaneamente perturbadas. Mas, quando os elementos essenciais ao funcionamento dos órgãos estão destruídos, ou muito profundamente alterados, o fluido vital se torna impotente pata lhes transmitir o movimento da vida, e o ser morre.

"(...)A quantidade de fluido vital não é absoluta em todos os seres organicos. (...) Alguns há, que se acham, por assim dizer, saturados desse fluido, enquanto outros o possuem em quantidade apenas suficiente.

"A quantidade de fluido vital se esgota. Pode tornar-se insuficiente para a conservação da vida, se não for renovada pela absorção e assimilação das substâncias que o contêm.

Item.26."O fluido vital se transmite de um indivíduo a outro"


Ora depois do que se disse do princípio vital, faz-se essencial abordarmos o princípio espiritual, de forma a não se fazer confusão entre ambas as coisas. Esclarecerendo com abonação, procuremos a Codificação:

"Item.5 - São a mesma coisa o principio espiritual e o principio vital?

"(...) Ora, desde que a matéria tem uma vitalidade independente do Espírito e que o Espírito tem uma vitalidade independente da matéria, (.,.) essa dupla vitalidade repousa em dois princípios diferentes.

Item.6 - Terá o princípio espiritual sua fonte de origem no elemento cósmico universal? (...)

"Se fosse assim, o principio espiritual sofreria as vicissitudes da matéria; extinguir-se-ia pela desagregação, como o princípio vital; (...)

Item.7
- Admitindo-se o ser espiritual e não podendo ele proceder da matéria, qual a sua origem? (...)

Item.27 "Aqui, falecem absolutamente os meios de investigação, como para tudo o que diz respeito à origem das coisas (...)".
Então vemos que os Espíritos nos corroboram que ainda não chegamos ao  ponto mais alto, por excelência ou à realização  final. Ainda muito, falta ser revelado, averiguado, descoberto, trabalhado. Orientam a nossa inteligência sob vários aspectos, e fornecem-nos um rastro que nos traz lucidez sobre como os materialistas se acham com razão atribuindo á vida uma função puramente maquinal, material; mas não remontam à gênese.

Ora, o princípio vital tendo um sentido ímpar perante a vida, mesmo sendo fruto do fluido cósmico e não do princípio espiritual, torna facil percebermos "a vida". Não poderíamos esperar que o Espírito agisse independente da matéria, quando ele nela se encontra encarnado.


 Item.28"O que é nascido da carne, é carne; e o que é nascido do Espírito, é espírito".

A Inteligência, o Espírito propriamente dito, se origina de outro princípio que não é o fluido universal, mas o Princípio Espiritual (ou Princípio Inteligente Universal).
Síntetizando:

Deus: Pai e criador; "inteligência suprema, causa primária de todas as coisas". Dentre essas "todas as coisas" Ele criou:

O Fluido Universal: "fonte" e princípio básico de todos os fluidos, o qual derivou (e continua a  gerar) um grande campo:

O Fluido Cósmico: primeira (e talvez única) e maior decorrência do fluido universal, o qual, além de gerar todos os universos, macros e micros, tem dentro de si mesmo um outro campo:

O Fluido Vital: o responsável, sendo "combinado" com o fluido cósmico, ou com outras de suas derivações, através do agente chamado “Principio Vital “segundo padrões muito característicos, da vida.

Tomando Deus, na outra vertente da Criação, aparece:

Principio Inteligente (Universal): "fonte" do "elemento espiritual" que virá a ser o Espírito Imortal; o "interruptor" do PrincipioVital.


       6. Fluidos no Magnetismo

Algumas observações feitas por alguns magnetizadores (Deleuze, Aubin Gauthier e Ed. Bertholet), entre outros.
"- O fluido magnético, que se nos escapa continuamente, forma em torno do nosso corpo uma atmosfera. Não sendo impulsionado pela nossa vontade, não age sensivelmente sobre os indivíduos que nos cercam (...) (Observemos como a vontade tem um valor preponderante nas chamadas fluidificações ou influências fluídicas. Por outro lado, como toda regra tem exceção - diz a regra -, casos há em que pela excessiva sensibilidade alguém pode sentir e registrar as emanações fluídicas de uma outra pessoa, sem que seja necessariamente acionado o dispositivo da vontade do emissor; são os sensitivos em ação.)

" - O fluido penetra todos os corpos animados e inanimados.Possui odor, que varia segundo o estado de saúde física do indivíduo, das suas qualidades morais e espirituais, e do seu grau de evolução e pureza. (...) O odor e a coloração do fluido estão na razão direta do estado de evolução da alma ou do Espírito (...) (Portanto, nada de se pensar que apenas as condições físicas interessam à economia fluídica do indivíduo.) è visivel pelos sonambulos como um vapor luminoso, mais ou menos brilhante (...) (Regra geral mas não única.)
O fluido magnético não é o fluido elétrico (...)

". - O fluido se propaga a grandes distâncias, o que depende, entretanto, da qualidade e da força do magnetizador, e igualmente da maior ou menor sensibilidade magnética do paciente. (Por "força do magnetizador" entenda-se "força fluídica" e não física.).E está também sujeito às leis de atração, repulsão e afinidade.Varia de indivíduo a indivíduo

"- A quantidade de fluido não é igual em todos os seres orgânicos, variando segundo as espécies, e não é constante, quer em cada indivíduo, quer nos indivíduos de uma espécie (...)

" - A ligação entre o fluido magnético e os corpos que o recebem é tão íntima que nenhuma força física ou química pode destruí-lo. Os reativos químicos e o fogo nenhum efeito têm sobre ele (...) (Mas o efeito da moralidade ou da falta dela são incontestáveis.)


       7. Ambiente  Fluidico

“Os maus pensamentos corrompem os fluidos espirituais, como os miasmas deletérios corrompem o ar respirável” - (Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, item 16).

    O pensamento como sabemos desempenha uma enorme influência nos fluidos espirituais, alterando as suas características. Os pensamentos bons impõem-lhes permitem  vibrações elevadas que originam consolo e e bem estar ao influenciado. Em contra partida pensamentos negativos  geram a vibrações do mesmo teor  da projeção do pensamento, desta forma os fluidos ficam carregados negativamente e provocam mal estar físico e psíquico.

    Toda a Pessoa, Família, Comunidade, Nação ou Planeta, encontra-se envolvido por uma atmosfera espiritual fluídica, que varia vibratoriamente, conforme a índole moral dos Espíritos abrangidos.

    Na mesma atmosfera fluídica agregam-se  espiritos desencarnados com tendências morais e vibratórias por plena afinidade.

   Os Espíritos superiores recomendam uma boa conduta, nas relações com a vida, para dessa forma estarmos ao nivel do bem. A amargura, a tristeza e a desânimo aparecem, formando um quadro físico-psíquico deprimente, que pode ser modificado sob a orientação dos ensinos morais de Jesus, mas se for recalcado, os fluidos negativos , trarão espiritos de indole igual.

  Item 16 . Allan Kardec - A Gênese, cap. XIV, “A ação dos Espíritos sobre os fluidos espirituais tem conseqüências de importância direta e capital para os encarnados. Desde o instante em que tais fluidos são o veículo do pensamento; que o pensamento lhes pode modificar as propriedades, é evidente que eles devem estar impregnados das qualidades boas ou más, dos pensamentos que os colocam em vibração, modificados pela pureza ou impureza dos sentimentos”).

   Allan Kardec - Revista Espírita, Maio, 1867 -“Melhorando-se, a humanidade verá depurar-se a atmosfera fluídica em cujo meio vive, porque não lhe enviará senão bons fluidos, e estes oporão uma barreira à invasão dos maus. Se um dia a Terra chegar a não ser povoada senão por homens que, entre si, praticam as leis divinas do amor e da caridade, ninguém duvida que não se encontrem em condições de higiene física e moral completamente outras que as hoje existentes”.

       8. O Perispirito 

  A estrutura do perispírito varia de mundo para mundo. Quanto mais evoluído é o planeta, mais sutil é o corpo fluídico dos que nele vivem. O perispírito modifica-se de acordo com a evolução do Espírito. Isso se dá por causa da influência do pensamento da entidade, na estrutura molecular do corpo espiritual.

  Item18. Allan Kardec, no L.E., - “À medida que o Espírito se purifica o corpo que o reveste aproxima-se igualmente da natureza espírita”.

   O perispírito não é uma massa homogênea. Não possui órgãos como o corpo físico e centros vitais, por onde são absorvidas as energias espirituais. O perispírito é altamente plasmável. Quando o Espírito está em liberdade, pode mudá-lo de forma pela ação da sua vontade.

  O perispírito registra as experiências vividas pela criatura e as envia ao “sensorium comune” do Espírito (que é o próprio Espírito), arquivo definitivo de todas as passagens da entidade pelo processo evolutivo. Ora, os fluidos são os condutores do pensamento do Espírito e que este pode produzir neles as características que lhe agradar, com a força de sua vontade, exercendo sobre a matéria a ação resultante desta atuação. É através do perispírito que se dá essa ação na matéria. Obra, portanto, como um mata-borrão, absorve do meio as emanações fluídicas boas ou más existentes nele. Falo no perispírito porque tem importante papel nos fenômenos psicológicos, fisiológicos e patológicos.

Item. 18- Gênese, cap. XIV, Allan Kardec -  “O perispírito dos encarnados é de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, e por isso os assimila com facilidade, como a esponja se embebe de líquido. Esses fluidos têm sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e por sua irradiação, se confunde com eles”

9. Mediunidade

 

O que é a mediunidade ?

 

Mediunidade é a faculdade humana pela qual se estabelecem as relações entre homens e espíritos. É uma faculdade natural, inerente a todo ser humano, por isso, não é privilégio de ninguém. Em diferentes graus e tipos, todos a possuimos. O que ocorre é que, em certos indivíduos mais sensíveis à influência espiritual, a mediunidade se apresenta de forma mais ostensiva, enquanto que, em outros, ela se manifesta em níveis mais sutis.

A mediunidade é, pois, a faculdade natural que permite sentir e comunicar sobre a influência dos espíritos, tentando o intercâmbio e a comunicação entre o mundo físico e o espiritual. No fundo a afinidade entre os encarnados e os desencarnados, permitindo uma percepção de pensamentos, vontades e sentimentos. O Espiritismo vê a mediunidade como uma oportunidade de servir, de praticar a caridade, sendo uma benção de Deus .

A mediunidade dá ao homem a previsão de seu futuro espiritual e, o descrição daqueles que o precederam na passagem à erraticidade, trazendo informações, orientações de equilíbrio e o ensejo de restaurar o caminho pelas lições que absorve do contato mantido com os desencarnados. Assim, possui uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza de suas responsabilidades de espírito imortal.

 

 9.1 Algumas definições de mediunidade

Digamos, antes de tudo, que a mediunidade é inerente a uma disposição orgânica, de que qualquer homem pode ser dotado, como da de ver, de ouvir, de falar. ( ... )


A mediunidade é conferida sem distinção, a fim de que os Espíritos possam trazer a luz as todas as camadas, a todas as classes da sociedade, ao pobre como ao rico; aos retos, para os fortificar no bem, aos viciosos para os corrigir. ( ... )


A mediunidade não implica necessariamente relações habituais com os Espiritos superiores. É apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos, em geral. ( ... ) (Allan Kardec em o Evangelho Segundo o Espiritismo)

A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente. ( ... ) (Allan Kardec em E.S.E.)  

A faculdade mediúnica é uma propriedade do organismo e não depende das qualidades morais do médium; ela se nos mostra desenvolvida, tanto nos mais dignos, como nos mais indignos. Não se dá, porém, o mesmo com a preferência que os Espíritos bons dão ao médium. (Allan Kardec em O que é o Espiritismo)

( ... ) é um dom de Deus, que se pode empregar tanto para o bem quanto para o mal, e da qual se pode abusar. Seu fim é por-nos em relação direta com as almas daqueles que viveram, a fim de recebermos enslnamentos e iniciações da vida futura. ( ... ) Aquele que dela se utiliza para o seu adiantamento e o de seus irmãos, desempenha uma verdadeira missão e será recompensado. O que abusa e a emprega em coisas fúteis ou para satisfazer interesses materiais, desvia-a do seu fim providencial, e, tarde ou cedo, será punido, como todo homem que faça mau uso de uma faculdade qualquer. (Allan Kardec em O que é o Espiritismo)  

A mediunidade ( ... ) é a fonte primordial dos ensinamentos da Doutrina, e suas tarefas constituem, hoje, sem dúvida, importante contribuição, dos espíritas que a ela se dedicam, à consolidação da fé raciocinada e ao retorno, a normalidade, das condlções psíquicas alteradas daqueles que, enleados nas tramas da obsessão disfarçada e tenaz, procuram, agoniados, os centros espíritas, ou são a eles encaminhados. .
A comunicação entre os dois mundos, o corporal, material ou visível e o incorpóreo, imaterial ou invisível, é uma premissa básica do Espiritismo, que seria apenas um espiritualismo irreal e duvidoso, se a negasse ou a repudiasse. ( ... )


( ... ) mediunidade, faculdade orgânica de que são dotadas todas as criaturas, em maior ou menor grau de desenvolvimento. (Allan Kardec em A Gênese)
 

A mediunidade é uma delicada flor que, para desabrochar, necessita de acuradas precauções e assíduos cuidados. Exige o método, a paciência, as altas aspirações, os sentimentos nobres, e, sobretudo, a tema solicitude do bom Espírito que a envolve em seu amor, em seus fluidos vivificantes. ( ... )


( ... ) a mediunidade é um dos meios de ação por que se executa o plano divino ( ... ). (Léon Denis em No Invisível)
 

Mercadejar com a mediunidade é dispor de uma coisa de que se não é dono; é abusar da boa-vontade dos mortos, pô-los ao serviço de uma obra indigna deles e desviar o Espiritismo do seu fim providencial. ( ... ) (Léon Denis em No Invisível)  

Faculdade orgânica, a mediunidade se encontra, em quase todos os indivíduos, não constituindo patrimônio especial de grupos nem privilégio de castas; é inerente ao espírito que dela se utiliza, encarnado ou desencarnado, para o ministério do intercâmbio entre diferentes esferas de evolução.

A mediunidade tem características próprias por meio das quais quando acentuadas, facultam vigoroso comércio entre homens e Espíritos, entre as criaturas reciprocamente, bem como entre os próprios Espíritos. ( ... )


( ... ) tal faculdade se faz a porta por meio da qual se abrem os horizontes da imortalidade, propiciando amplas possibilidades para positivar a indestrutibilidade da vida, não obstante o desgaste da transitória indumentária fisiológica.


( ... ) sendo um inato recurso do espírito, reponta em qualquer meio e em todo indivíduo, aprimorando-se ou se convertendo em motivo de perturbação ou enfermidade de acordo com a direção que se lhe dê. (Joanna de Ângelis em Estudos Espiritas) ,
 

9.2.Objetivos da Mediunidade

Existem vários objetivos para a mediunidade. Os quais se adaptam à realidade de cada um, de acordo com as nossas necessidades e vivências. Estou a falar do aprendizado com a mediunidade. Mas entre os principais objetivos, podemos destacar a possibilidade de sermos mensageiros dos bons espíritos, consolando encarnados e desencarnados na grande prática da caridade, embora o maior trabalho fique sempre por conta dos bons espíritos que são enviados de Deus e Jesus. Podemos destacar também a importância da mediunidade nos mostrando, na prática, a nossa realidade de espíritos. Na prática da mediunidade com Jesus, vamos descortinando a nossa realidade espiritual. Vamos convivendo com os Espíritos, de forma tão natural e segura, que com o desenvolvimento da fé raciocinada que a Doutrina Espírita nos ensina fortificamos em nós a idéia da verdadeira vida.

Claro que também dentro dos mesmos objetivos temos o resgate do espólio  das consequências boas ou más de suas encarnações, na grande maioria dos médiuns.

No seu mediunato o médium tem oportunidade de praticar os valores cristalizados de forma a dar seguimento às suas escolhas espirituais, assim vai retificando os erros do passado contemporâneo ou distante.

9.3. A Mediunidade, passado e presente

Allan Kardec no cap. XIV do L.M., fala que todo aquele que sente em qualquer grau a presença dos espíritos é por isso mesmo médium. A  mediunidade, é uma faculdade natural, inerente ao ser humano, que independe da crença religiosa, existente desde de épocas remotas, foi muitas vezes severamente enleada e corrompida pelos homens.

Nas ancestrais culturas do oriente no Egito Pérsia, Síria e no ocidente na Grécia e Roma, referida nos Vedas e noutros livros sagrados, era dada à mediunidade muito credito e aos que a possuiam, (médiuns) eram considerados Seres privilegiados pelos deuses.

Cognominados como pítons, pitonisas, oráculos, magos, sacerdotes, druidas, etc., eram avidamente sondados em busca da adivinhação dos  maiores interesses dos que os procuravam, questões sobre guerras, amor, e futurologia.

A Bíblia, refere-se em varios itens na aparição de anjos, demónios e possessões diversas que marcaram a fenomenologia dessa ocasião, fixando conceitos atávicos e rituais, que ainda hoje vemos. Na Grécia antiga e em outros povos os médiuns atuavam como aconselhadores do reis.

Cristo, detentor de mediunidade e o melhor exemplo da demonstração com quem ela  adquire uma maior essência moral e orientação disciplinada que a sua condição de médium de Deus proporciona, promovendo uma inovação na postura moral, nas atitudes e no comportamento do homem, em função da aplicação da Lei do Amor.

A ignorância, no que se refere a mediunidade e os interesses ilegítimos que o fanatismo religioso produzia, deflagraram em perseguições inexoráveis aos médiuns, tanto ao tempo de Jesus quanto na Idade Média, quando ela é achacada de ingerência demoníaca e os médiuns levados ao martírio da fogueira como ocorreu com Joana D’arc.

10. Fenómenos Espiritas

Os fenómenos mediúnicos são universais e sempre existiram, no entanto os espíritas e muitos defensores da explicação mediúnica dos "fenómenos sobrenaturais" ou "paranormais" adotam a data de 31 de Março de 1848 como o ponto inicial das manifestações mediúnicas contemporâneas, alegadamente mais ostensivas e frequentes do que jamais ocorrera, levando muitos pesquisadores a estudarem os fenómenos. No entanto sabemos que as ocorrências envolvendo espíritos existem desde os primórdios da humanidade como veroficamos no item atrás.

O mais antigo código religioso conhecido, os Vedas, afirma a existência dos Espíritos. O legislador Manu se manifesta dizendo: “Os Espíritos dos antepassados, no estado invisível, acompanham certos brâmanes, convidados para as cerimônias em comemoração dos mortos, sob uma forma aérea; seguem - nos e tomam lugar ao seu lado quando eles se assentam”.

Outro articulista hindu declara: Muito tempo antes de se despojarem do envoltório mortal, as almas que só praticaram o bem como as que habitam o corpo dos sannyassis e dos vayzaprastha (anacoretas e cenobitas) adquirem a faculdade de conversar com as almas que as precederam no Swarga (céu, plano celeste); é sinal que, para essas almas, a série de suas transmigrações sobre a Terra terminou.

Desde tempos remotos, os padres iniciados nos mistérios preparam indivíduos chamados faquires para a evocação dos Espíritos e para a obtenção dos mais notáveis fenómenos do magnetismo. A teoria dos hindus sobre os Pitris, (Espíritos que vivem no Espaço depois da morte do corpo).

Os brâmanes tinham as funções consoante o seu grau evolutivo;

Além de comentar os livros dos Vedas,  orientavam as consagrações e cumpriam os sacrifícios; no primeiro estato os brâmanes comunicavam com o povo: eram seus dirigentes adjacentes. No grau seguinte era o estagio dos exorcistas, adivinhos, profetas evocadores de Espíritos que, em certos momentos difíceis, eram incumbidos de atuar, de proporcionar os fenómenos, para o Povo.

O Atharva -Veda, era o repositório de conjurações mágicas, que eram lidas por eles..

No ultimo grau, os brâmanes viviam isolados dedicados ao estudo de todas as forças do Universo .

Os Chineses fazem evocação dos Espíritos dos avoengos (antepassados).

Os Egípcios a exemplo enterravam seus mortos com  Livro dos Mortos, viveres e utensilios necessarios para a nova estancia vivencial. Os magos dos faraós realizavam prodígios que são referidos na Bíblia;

Na Grécia, a crença nas evocações era geral. Todos os templos possuíam mulheres chamadas pitonisas encarregadas de proferir oráculos, evocando os deuses.

As sibilas romanas, Sacerdotisas( mulheres que possuem poderes proféticos sob inspiração de Apolo) evocavam os mortos, interrogavam os Espíritos, orientavam os Generais, e os negócios antes de serem criados passavam pela aprovação delas.

A Igreja Católica, combateu essas práticas, para si abomináveis, e, portanto, durante a Idade Média, milhares de vitimas foram queimadas sem piedade.

10.1  O que é o fenómeno?

O fenómeno mediúnico tem como característica impactar, chamar a atenção, promover discussão e pesquisa. Uma coisa é o fenómeno mediúnico em si, outra coisa é a visão espírita do fenómeno mediúnico. O simples fato de uma ocorrência mediúnica não quer dizer que seja um fenómeno, ou comportamento, abalizado pela Doutrina Espírita. Assim, temos médiuns em diferentes credos, com opiniões e comportamentos inteiramente desvinculados da orientação espírita que é a mediunidade com Jesus. E o papel da Doutrina Espírita não seria o de criticar esses médiuns, mas de oferecer a conceituação teórica do fenómeno e o procedimento comportamental espírita diante do mesmo.

10.2. A diferença entre fenomeno mediunico e animismo 

Fenómeno mediúnico é comunicação entre espíritos e com a presença de entidades desencarnadas no processo. No animismo o fenómeno é provocado pelo espírito encarnado do próprio médium que se manifesta por ele.   

Hermínio C. Miranda nos explica;

  “Na verdade a questão do animismo foi de tal maneira inflada, além de suas proporções, que acabou transformando-se em verdadeiro fantasma, uma assombração para espíritas desprevenidos ou desatentos. Muitos são os dirigentes que condenam sumariamente o médium, pregando-lhe o rótulo de fraude, ante a mais leve suspeita de estar produzindo fenômeno anímico e não espírita. Não há fenômeno espírita puro, de vez que a manifestação de seres desencontrados, em nosso contexto terreno, precisa do médium encamado, ou seja, precisa do veículo das faculdades da alma (espírito encarnado) e, portanto, anímicas. 

        Quando Kardec pergunta como é que um espírito manifestante fala uma língua que não conheceu quando encamado, Erasto e Timóteo declaram que o próprio Kardec respondeu à sua dúvida, ao afirmar, no início de sua pergunta, que "os espíritos só têm a linguagem do pensamento; não dispõem da linguagem articulada". Exatamente por isso, ou seja, por não se comunicarem por meio de palavras, eles transmitem aos médiuns seus pensamentos e deixam a cargo do instrumento vesti-los, obviamente, na língua própria do sensitivo. 

        Reiteramos, portanto, que não há fenômeno mediúnico sem participação anímica. O cuidado que se toma necessário ter na dinâmica do fenômeno não é colocar o médium sob suspeita de animismo, como se o animismo fosse um estigma, e sim ajudá-lo a ser um instrumento fiel, traduzindo em palavras adequadas o pensamento que lhe está sendo transmitido sem palavras pelos espíritos comunicantes. 

        Certamente ocorrem manifestações de animismo puro, ou seja, comunicações e fenómenos produzidos pelo espírito do médium (Alma) sem nenhum componente espiritual estranho, sem a participação de outro espírito, encamado ou desencontrado. Nem isso, porém, constitui motivo para condenação sumária ao médium e, sim, objeto de exame e análise competente e serena, com a finalidade de apurar o sentido do fenômeno, seu porquê, suas causas e consequências. 

        Suponhamos, por exemplo, que ante determinada manifestação espiritual um certo médium de um grupo, outro médium do mesmo grupo mergulhe, de repente, em um processo espontâneo de regressão_de_memória.  Pode ocorrer que ele passe a 'viver', em toda a sua intensidade e realismo, sua própria personalidade de anterior existência. Apresentará, sob tais circunstâncias, todas as características de uma manifestação mediúnica espírita, como se ali estivesse um espírito desencontrado. 

        Vamos lembrar, novamente, o ensinamento de Erasto e Timóteo: "A alma do médium pode comunicar-se como a de qualquer outro". E isto é válido para a psicografia e para a psicofonia ou até mesmo para fenómenos_de_efeitos_físicos. Não nos cansamos de repetir que tais fenómenos não invalidam a realidade da comunicação espírita e, sim, a complementam e ajudam a entendê-la melhor. 

        A fim de que possamos estudar o mundo espiritual, adverte Delanne, precisamos de um instrumento, um intermediário entre as duas faces da vida - o médium. 

        Como o médium possui uma alma e um corpo, ele tem acesso, por uma, à vida do espaço e, pelo outro, se prende à Terra, podendo servir de intérprete entre os dois mundos. Não deixa, portanto, de ser um espírito somente porque está encarnado”.

 

Item.200  no "O Livro dos Médiuns", kardec diz; “o desenvolvimento da mediunidade guarda relação direta com o desenvolvimento do indivíduo”. Lembro, o bom médium é aquele que busca a exaltação da sua reforma intima e se fixa no bem, e isso o faz  moralmente evoluido! A mediunidade sendo comunicação, teremos que aprender a conviver com a heterogeneidade humana e isto nos dará uma base melhor para o intercâmbio mediúnico. A mediunidade não é apenas para o bom espírito. Ela é neutra em si mesma. Para haver qualquer comunicação mediúnica é necessário aquiescência, ou seja,temos que, em algum momento, permitir que ela ocorra. Esta concessão se dá pelo pensamento, um sentimento, palavra, ideal, que são adequados indutores evocadores.



 

11. Tipos de Fenómenos

  • Ø Aparição

( ... ) como é formado de substância etérea, o Espírito, em certos casos, pode, por ato da sua vontade, fazê-lo passar por uma modificação molecular que o torna momentaneamente visível. É assim que se produzem as aparições ( ... ). (A Gênese, cap.14, it.35, p.296-297)

As aparições propriamente ditas se dão quando o vidente se acha em estado de vigília e no gozo da plena e inteira liberdade das suas faculdades. Apresentam-se, em geral, sob uma forma vaporosa e diáfana, às vezes vaga e imprecisa. A princípio é, quase sempre, uma claridade esbranquiçada, cujos contornos pouco a pouco se vão desenhando. Doutras vezes, as formas se mostram nitidamente acentuadas, distinguindo-se os menores traços da fisionomia, a ponto de se tornar possível fazer-se da aparição uma descrição completa. Os ademanes, o aspecto, são semelhantes aos que tinha o Espírito quando vivo. (O Livro dos Médiuns, cap.6, it.102, p.139-140)

O Espírito que quer ou pode realizar uma aparição toma por vezes uma forma ainnda mais precisa, de semelhança perfeita com um sólido corpo humano, de sorte a causar ilusão completa e dar a crer que está ali um ser corpóreo. (Obras Póstumas, P.1, Manifestações dos Espíritos, pg 9)

Ainda que invisível para nós no estado normal, o perispírito é matéria etérea. Em certos casos, o Espírito pode fazê-lo sofrer uma espécie de modificação molecular que o torna visível e mesmo tangível; é como se produzem as aparições - fenômeno que não é mais extraordinário que o do vapor que, invisível quando muito rarefeito, se torna visível por condensação. (O que é Espiritismo, cap.2, it 28, p.159)

Aparição Corporal  

Se a aparição corporal é limitada para alguns Espíritos, podemos dizer que, em princípio, ela é variável e pode persistir por tempo mais ou menos longo; que ela pode produzir-se sempre e a qualquer hora. ( ... )" (Elos Doutrinários, cap.A, p.3-44)

Aparição de Defuntos no Leito de Morte  

( ... ) Geralmente é o moribundo que vê, em tomo de si, pessoas já falecidas. O fenômeno também pode ser visto por pessoas presentes ou, concomitantemente, pelos vivos e pelos moribundos. É ele uma das provas patentes da sobrevivência. (O Espiritismo à luz dos fatos, Dos fenômenos subjetivos, p.281)

Aparição Tangível  

( ... ) Em alguns casos, finalmente, e sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade pode se tornar real, isto é, possível se torna ao observador tocar, palpar, sentir, na aparição, a mesma resistência, o mesmo calor que num corpo vivo, o que não impede que a tangibilidade se desvaneça com a rapidez do relâmpago. Nesses casos, já não é somente com o olhar que se nota a presença do Espírito, mas também pelo sentido tátil. (O Livro dos Médiuns, P2, cap.6, it.104, p.141-142)

  • Ø Bicorporiedade

( ... ) Isolado do corpo, o Espírito de um vivo pode, como o de um morto, mostrar-se com todas as aparências da realidade. ( ... ) pode adquirir momentânea tangibilidade. Este fenómeno, conhecido pelo nome de bicorporeidade, foi que deu azo às histórias de homens duplos, isto é, de indivíduos cuja presença simultânea em dois lugares diferentes se chegou a comprovar. ( ... )

Tem pois, dois corpos o indivíduo que se mostra simultaneamente em dois lugares diferentes. Mas, desses dois corpos, um somente é real, o outro é simples aparência. Pode-se dizer que o primeiro tem a vida orgânica e que o segundo tem a vida da alma. Ao despertar o indivíduo, os dois corpos se reúnem e a vida da alma volta ao corpo material. Não parece possível, pelo menos não conhecemos disso exemplo algum, e a razão, ao nosso ver, o demonstra, que, no estado de separação, possam os dois corpos gozar, simultaneamente e no mesmo grau, da vida ativa e inteligente. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap., it.119 e 121, p.1 56 e 159)

A faculdade, que a alma possui, de emancipar-se e de desprender-se do corpo duurante a vida pode dar lugar a fenômenos análogos aos que os Espíritos desencarnados produzem. Enquanto o corpo se acha mergulhado em sono, o Espírito, transportando-se a diversos lugares, pode tomar-se visível e aparecer sob forma vaporosa, quer em sonho, quer em estado de vigília. Pode igualmente apresentar-se sob forma tangível, ou, pelo menos, com uma aparência tão idêntica à realidade, que possível se toma a muitas pessoas estar com a verdade, ao afirmarem tê-lo visto ao mesmo tempo em dois pontos diversos. Ele, com efeito, estava em ambos, mas apenas num se achava o corpo verdadeiro, achando-se no outro o Espírito. Foi este fenômeno, aliás muito raro, que deu origem à crença nos homens duplos e que se denomina de bicorporeidade. (Obras Póstumas, P.1, Manifestações dos Espíritos, p.56-57)

( ... ) fenômenos de desdobramento do ser humano ( ... ). A alma é imortal, Introd., p.15)

A bicorporeidade é a faculdade, ou dom, que têm certos indivíduos de se apresentarem ao mesmo tempo em dois lugares distintos. (A loucura sob um novo prisma, cap.2, p.111)  

  • Ø Bilocação

Pela denominação genérica de "fenómenos de bilocação· se designam as múltiplas modalidades sob que se opera o misterioso fato do "desdobramento fluídico" do organismo corpóreo. Daí vem que os fenômenos de "bilocação" revestem fundamental importância para as disciplinas metapsíquicas, porquanto servem a revelar que as manifestações "anímicas", conquanto inerentes às funções do organismo físicoquico de um vivo, têm como sede um certo quê qualitativamente diverso do mesmo organismo. Assumem por isso um valor teórico resolutivo, para a demonstração exxperimental da existência e sobrevivência do espírito humano.

Por outras palavras: os fenômenos de bilocação demonstram que no "corpo somático" existe imanente um "corpo etéreo" que, em circunstâncias raras de diminuição vital nos indivíduos (sono fisiológico, sono hipnótico, sono mediúnico, êxtase, deliquio, narcose, coma), é suscetível de afastar-se temporariamente do "corpo somático", durante a existência encarnada. ( ... ) o "corpo etéreo" é suscetível de separar-se temporariamente do "corpo somático", conservando íntegra a consciência de si ( ... ). (Animismo ou espiritismo, cap., p.118)

Bilocação no Leito de Morte  

( ... ) A exteriorização, proveniente do corpo do moribundo, de um substância semelhante ao vapor que se condensa e paira sobre o mesmo, tomando-lhe a forma e o aspecto; a vitalização e a animação desta forma, logo que a vida se apaga no organismo corporal; a intervenção de entidades, geralmente familiares e amigos do moribundo, que vêm assistir o Espírito na crise suprema. (Metapsíquica humana, cap.10, p.137)

  • Ø Clariaudiência

Clariaudiência é a faculdade pela quai a pessoa ouve os Espiritos com nitidez. (Estudando a mediunidade, cap.16, p.92)

Clariaudiência e Clarividência  

( ... ) Os termos clariaudiência e clarividência traduzem a facuidade, que algumas pessoas têm, de ouvir o que para os outros é inaudível, e de ver o que normalmente ninguém vê. ( ... ) (No limiar do etéreo, cap., p.69)

  • Ø Clarividência

( ... ) É um atributo da alma, uma faculdade inerente a todas as partes do ser incorpóreo que existe em nós e cujos limites não são outros senão os assinados à própria alma. O sonâmbulo vê em todos os lugares aonde sua alma possa transportar-se, qualquer que seja a longitude. (O livro dos espíritos, P.2, cap.8, q, 455, p.240)

( ... ) anles de classificar entre os fenômenos teleslésicos um caso de clarividência, é preciso indagar se ele se pode esclarecer por meio de modalidades outras, mediante as quais se verificam os fenômenos telepáticos e também, às vezes, os de "criptomnesia", como, por exemplo, nos de encontro de objetos perdidos, graças a um sonho revelador.

Segue-se dai que, aplicando esia regra às manifeslações da clarividêncla em geral, verificamos poderem ser os fenômenos presumidos de "visão ou percepção supra-normal" reduzidos à transmissão ou leitura de pensamento, e, em parte, a fenômenos de "criptomnesia". (Os enigmas da psicometria)

Sob o nome de clarividência ou lucidez, designa-se a faculdade de adquirir conhecimentos precisos sem o socorro dos sentidos normais e sem leitura de pensamentos. (O ser subconsciente)

Clarividência é a faculdade pela qual a pessoa vê os Espíritos com grande clareza. (Estudando a mediunidade)

  • Ø Desdobramento

( ... ) é ao mesmo tempo fluídico, sensorial e psíquico (bilocação), deslocando a personalidade consciente do sensitivo para o "corpo fluídico", que então percebe, a distância, o seu próprio corpo somático inanimado e sem vida. ( ... ) (Metapsíquica humana, cap.14, p.230-231)

A lei fundamental do desdobramento é assim enunciada por Mr. Muldoon: "Quando o subconsciente se torna possuído pela idéia de movimentar o corpo físico que se acha impossibilitado de fazê-lo, o corpo astral se deslocará para fora do físico." ( ... ) (Sobrevivência e comunicabilidade dos espíritos, cap.3, p.49)

( ... ) O mecanismo de desdobramento [durante o sono] é simples: o perispírito eleva-se horizontalmente sobre o corpo físico, flutua mansamente na direção da cabeça para os pés e se coloca gradativamente de pé. Um fio prateado continua ligando o perispírito ao corpo físico, qualquer que seja a distância percorrida por aquele. ( ... ) (Sobrevivência e comunicabilidade dos espíritos, p.161)

O desdobramento é uma ação natural do Espírito encarnado que, no repouso do corpo físico, recupera parcialmente a sua liberdade. (Testemunhos de Chico Xavier, Um sonho que se realizou, p.248)

  • Ø Dupla vista (segunda vista)

"( ... ) O que se chama dupla vista é ainda resultado da libertação do Espírito, sem que o corpo seja adormecido. A dupla vista ou segunda vista é a vista da alma." (O livro dos Espíritos, P .2, cap.8, q.447. p.237)

( ... ) o fenômeno conhecido pelo nome de segunda vista ou dupla vista ( ... ) é a faculdade graças à qual quem a possui vê, ouve e sente além dos limites dos sentidos humanos. Percebe o que exista até onde estende a alma a sua ação. Vê, por assim dizer, através da vista ordinária e como por uma espécie de miragem.

No momento em que o fenômeno da segunda vista se produz, o estado físico do indivíduo se acha sensivelmente modificado. O olhar apresenta alguma coisa de vago. Ele olha sem ver. Toda a sua fisionomia reflete uma como exaltação. Nota-se que os órgãos visuais se conservam alheios ao fenômeno, pelo fato de a visão persistir, mau grado à oclusão dos olhos.

O poder da dupla vista varia, indo desde a sensação confusa até a percepção clara e nítida das coisas presentes ou ausentes. Quando rudimentar, confere a certas pessoas o tato, a perspicácia, uma certa segurança nos atos, a que se pode dar o qualificativo de precisão de golpe de vista moral. Um pouco desenvolvida, desperta os pressentimentos. Mais desenvolvida mostra os acontecimentos que deram ou estão para dar-se. (O livro dos Espíritos, P.2, cap.8, q.455, p.244)

( ... ) é uma faculdade inerente à espécie humana, por meio da qual Deus nos revela a existência da nossa essência espiritual. ( ... ) (Obras póstumas, P.1, A segunda vista,)

O certo é que o fenômeno da dupla vista revela apenas uma faculdade do indivíduo. E, como resultante do estado de libertação da alma, o exercício dessa faculdade tanto pode ser espontâneo como provocado pela ação magnética, pois, ( ... ) o sonambulismo é um desses estados de libertação. (Magnetismo espiritual, cap.27, p.259)

( ... ) a faculdade de [certos indivíduos] verem as coisas distantes, por onde quer que a alma estenda sua ação; vêem, se podemos servir-nos desta expressão, através da vista ordinária; e os quadros que descrevem e os fatos que narram se lhes apresentam como efeitos de uma miragem. ( ... ) (Magnetismo espiritual, cap.27, p.260)

( ... ) é quase sempre natural e espontânea; parece, entretanto, que se produz com mais freqüência sob o império de determinadas circunstâncias: os tempos de crise de calamidades, de grandes emoções, de tudo, enfim, que sobreexcita o moral, que provoca o desenvolvimento. ( ... ) (Magnetismo espiritual, cap.27, p.261)

  • Ø Ectoplasmia (Ideoplastia)

(...) formação de objetos diversos, os quais, as mais das vezes, parecem sair do corpo humano e tomam aparência de uma realidade material (vestuário, véus, corpos vivos) (Além do Inconsciente)

  • Ø Escrita automatica

Quando um médium apóia um lápis sobre o papel e sente sua mão escrever sem que ele exerça qualquer ação muscular, dá-se o que os psiquistas chamam escrita automática ou passiva: ela difere quase sempre da escrita habitual do médium. (O psiquismo experimental, P.l, cap3, p.42)

Escrita direta

É esta a expressão empregada para designar a escrita que não é produzida por nenhuma das pessoas presentes. (Fatos Espíritas, Escrita direta, p.43)

Há ainda os médiuns que obtêm a escrita direta; estes, porém, são poderosamente dotados. A escrita direta consegue-se de diversas maneiras: ou em papel colocado sob as vistas do observador, ou oculto; este papel cobre-se instantaneamente pela escrita. (...)

Outra espécie de escrita direta obtém-se com o auxílio de um lápis escrevendo sozinho em papel ou em ardósia. ( ... ) (O Espiritismo, cap.7, p.116)

(...) escrita feita diretamente e pelos Espíritos, sem ação notória de mão, ora porém com utensílios gráficos visíveis (lápis, grafite), ou sem eles. (Hipnotismo e mediunidade, P.2, cap.2, p.l48)

 ( ... ) [Escrita] em sentido inverso do normal, ( ... ) escrita "especular", que, para ser lida, precisa refletir-se num espelho. ( ... ) (Xenoglossia, Automatismo escrevente, p.9l)

Escrita mediunica 

(...) O sensitivo, sob um impulso oculto, traça no papel comunicações, mensagens em cuja redação o seu pensamento e vontade apenas tiveram parte mínima. ( ... ) (Cristianismo e Espiritismo, cap.9, p.179)

Escrita semi-mecanica 

(...) neste caso, o braço e o cérebro são igualmente influenciados; as palavras surgem ao pensamento do médium no próprio momento em que as traça o lápis. ( ... ) (Cristianismo e Espiritismo, cap.9, p.179)

  • Ø Êxtase  

"O êxtase é um sonambulismo mais apurado. A alma do extático ainda é mais independente." (O Livro dos Espíritos, P.2, cap.8, q.439, p.235)

O êxtase é o estado em que a independência da alma, com relação ao corpo, se manifesta de modo mais sensível e se torna, de certa forma, palpável.

( ... ) no estado de êxtase, o aniquilamento do corpo é quase completo. Fica-lhe somente, pode-se dizer, a vida orgânica. Sente-se que a alma se lhe acha presa unicamente por um fio, que mais um pequenino esforço quebraria sem remissão. (O Livro dos Espíritos, P.2, cap.8, q.455, p.242 e 243)

O êxtase é a emancipação da alma no grau máximo. ( ... ) (Obras Póstumas, P.1, Manifestações dos Espíritos, p.55)

( ... ) um dos mais belos apanágios da alma afetuosa e crente, que, na exaltação de sua fé, reúne todas as suas energias, se desembaraça momentaneamente dos empecilhos carnais e se transporta às regiões em que o Belo se ostenta em suas infinitas manifestações.

No êxtase, o corpo se torna insensível; a alma, libertada de sua prisão, tem concentradas toda a sua energia vital e toda a sua faculdade de visão em um ponto único. Ela não é mais deste mundo, mas participa já da vida celeste. (No Invisível, P.2, cap.13, p.161)

Êxtase Sexual  

Acreditamos que o êxtase sexual, esta grande reação da vida, além de atender a necessidade procriativa, seria um mecanismo de profundas trocas energéticas entre dois seres. ( ... ) (Forças sexuais da alma, cap.5, p.142)

Êxtase da Dupla Vista  

( ... ) nos êxtases da dupla vista, a alma se desprende e adquire, em grau mais ou menos alto, as faculdades do Espírito livre. ( ... ) (A Gênese, cap.16, it.5, p.360)

  • Ø Ideoplastia

Nesse estudo [da telecinesia} os espíritas põem em ação os métodos de análise comparada, aproximando e ligando os ditos fenômenos aos da ideoplastia propriamente dita, a matéria somática do organismo do médium, exteriorizada sob forma fluídica ou semifluídica, se concretiza em um membro, em uma cabeça, em uma forma organizada, com o auxílio da vontade subconsciente do médium, compreendendo nesta série todas as manifestações anímicas de uma mesma ordem, que não diferem uma da outra senão pela gradação evolutiva ( ... ). (Metapsíquica humana, cap.14, p.229)

( ... ) a matéria viva exteriorizada é plasmada pela idéia. (Pensamento e vontade, Ideoplastia, p.93)

Faculdade que tem o pensamento de exercer uma ação direta sobre a matéria. (O Cristo de Deus, Glos.)

  • Ø Inspiração

( ... ) essa luz sobrenatural cujo foco em vão se procura na Terra; essa luz que nos abrasa sem consumir, que nos eleva acima da nossa miséria, para ensinar a humildade. (Entre dois mundos, cap.6, p.28)

( ... ) de todas as formas de mediunidade, a inspiração é a que mais profundamente se ressente da influência pessoal do médium. ( ... ) (A personalidade de Jesus, Elementos de autenticidade, p.35)

Segundo Pitágoras ( ... ) "a inspiração é uma sugestão dos Espíritos que nos revelam o futuro e as coisas ocultas." (No invisível, P3, cap.26, p.398)

No que concerne à inspiração (nos homens de talento ou de gênio), é claro que ela é pura e simplesmente o resultado da sugestão do ser subconsciente. ( ... ) (O ser subconsciente, P.1, capA, p.154)

A inspiração é a equipe dos pensamentos alheios que aceitamos ou procuramos. (Rumo certo, Faixas, p.125)

  • Ø Licantropia

( ... ) é o fenómeno pelo qual Espíritos "pervertidos no crime" atuam sobre antigos comparsas, encarnados ou desencarnados, fazendo-os assumir atitudes idênticas às de certos animais. (Estudando a mediunidade, cap.35, p.182)

Licantropia Agressiva  

( ... ) se expressa através da violência, da alucinação e, até, do crime. (Estudando a mediunidade, cap.35, p.184)

Licantropia Deformante  

( ... ) a pessoa imita "costumes, posições e atitudes de animais diversos ( ... )." (Estudando a mediunidade, cap.3S, p.184)

  • Ø Materialização

( ... ) O fenómeno de materialização se produz a expensas do corpo do médium, que fornece os elementos necessários, isto é, que um certo grau de desmaterialização do médium corresponde ao começo inevitável do fenômeno de materialização do Espírito. ( ... ) (Um caso de desmaterialização do corpo de um médium, cap.1, p.23)

( ... ) experiências que estabelecem positivamente a existência real e objetiva dos Espíritos, demonstrando que, em certas circunstâncias, pode-se constatar a sua presença com tanto rigor e pelos mesmos processos que vulgarmente são empregados quando se trata de uma pessoa viva. Podemos vê-los, tocá-los, fotografá-los, ouvi-los falar; em uma palavra, nos certificarmos por todos os meios possíveis de que, temporariamente, eles são tão vivos como os observadores. Esses fenômenos são chamados materializações. (O fenômeno Espírita, cap. p. 128)

Chamamos materialização ao fenômeno pelo qual um Espírito se mostra com um corpo físico, tendo todas as aparências da vida normal. ( ... ) (O fenómeno Espírita, cap., p.139)

A materialização é, por assim dizer, uma espécie de reencarnação momentânea; a inteligência, alma ou Espírito do morto entra durante algum tempo em uma forma quase material, criada com o corpo psíquico do médium de um lado e elementos materiais tomados aos assistentes. ( ... )

É um processo de formação fluídica extremamente delicado ( ... ). (O psiquismo experimental, P.2, capA, p.106-107)

( ... ) é um simili do ser humano que anda, fala, sorri, e mesmo escreve, deixando asssim provas tangíveis da sua realidade. (O psiquismo experimental, P.2, capA, p.108)

Nos casos espontâneos, aliás raros [de materialização], nota-se a formação de um organismo - a distância e, às vezes, bem afastado do "sujet" - parecendo sua cópia minuciosa, o seu duplo. (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.105)

Trata-se da criação ex-novo de formas mais ou menos organizadas que têm os característicos físicos assinalados da matéria, isto é, de serem resistentes ao tato e ao senso muscular (tangíveis), e, algumas vezes, dotadas de luz própria (luminosas), e mais geralmente capazes de deter os raios exteriores de luz (fazendo-se visíveis). (Hipnotismo e Mediunidade, P.2, cap.2. p. 149)

(...) é o fenômeno pelo qual os Espíritos se corporificam, tornando-se visíveis a quantos estiverem no local das sessões. (Estudando a mediunidade, capA2, p.216)

A materialização é uma operação delicadíssima, que consiste na combinação de fluidos vitais e materiais do médium e dos próprios assistentes com os do Espírito manifestante, até adquirir a aparência de uma pessoa física. (Sessões práticas e Doutrinárias do Espiritismo, cap.6, p.128)

Materialização Completa  

( ... ) forma humana completamente visível e tangível que, para a vista comum, não difere em nada dum corpo humano vivo. Este fenômeno é o desenvolvimennto mais elevado, o non plus ultra da materialização, durante a qual o médium acha-se isolado na obscuridade e geralmente em transe (sono magnético). (Um caso de desmaterialização do corpo de um médium, cap.1, p.25 e 26)

As materializações completas, obtidas experimentalmente nas sessões mediúnicas, apresentam importantes característicos a considerar: a forma materializada ( ... ) é, as vezes, completa, ossos, músculos, vísceras, em nada diferindo de um vivente, pelo funcionamento orgânico. Assemelha-se, mais ou menos, com o médium. As vezes a parecença é suficientemente forte para dar a impressão de um verdadeiro desdobramento dele.

De outras, a forma difere do "sujet" por importantes peculiaridades como, por exemplo, cor dos olhos e dos cabelos, pro porção, sexo, etc. (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.1 05-1 06)

Materialização Incompleta  

( ... ) Aparições de formas escuras, de caráter indeterminado ou pouco evidente. São as materializações incompletas. ( ... ) (Hipnotismo e mediunidade, P2, cap.2, p.151)

Materialização Invisível Primordial  

A materialização invisível primordial corresponde a uma desmaterialização mínima e invisível do médium, que se conserva visível. (Um caso de desmaterialização do corpo de um médium, cap.1, p27)

Materialização Visível  

A materialização visível, mas parcial, incompleta quanto à forma ou à essência, corrresponde a uma desmateríalização máxima ou completa do médium até ao tempo em que, por sua vez, ele se torna invisível. (Um caso de desmaterialização do corpo de um médium, cap.1, p.27)

  • Ø Pneumatofonia  ou voz direta

É a produção, pelos espíritos, de sons vocais semelhantes à voz humana.

Esses sons exprimem pensamentos e mostram claramente uma manifestação inteligente.Trata-se de fenómeno espontâneo, podendo raramente se provocado.

 ( ... ) os Espíritos podem ( ... ) fazer se ouçam gritos de toda espécie e sons vocais que imitam a voz humana, assim ao nosso lado, como nos ares. A este fenômeno que damos o nome de pneumatofonia.

( ... ) os sons pneumatofônicos exprimem pensamentos e nisso está o que nos faz conhecer que são devidos a uma causa inteligente e não acidental. ( ... )

Os sons espíritas, os pneumatofônicos se produzem de duas maneiras distintas vezes, é uma voz interior que repercute no nosso foro íntimo, nada tendo, porém de material as palavras, conquanto sejam claramente perceptíveis; outras vezes exteriores e nitidamente articuladas, como se proviessem de uma pessoa que estivesse ao lado.

De um modo, ou de outro, o fenómeno da pneumatofonia é quase sempre espontâneo e só muito raramente pode ser provocado. (O Livro dos Médiuns, P.2, p.195-197) ~

(do Grego- pneuma - e - phoné, som ou voz.) - Voz dos Espíritos; comunicação oral dos Espíritos, sem o concurso da voz humana. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.32, p.487)

  • Ø Pneumatografia ou escrita direta

Escrita produzida diretamente pelo espírito, sem intermediário.

É um tipo de manifestação rara e não espontânea, conseguida por meio da concentração, da prece e da evocação.

O espírito pode fabricar a matéria e os instrumento de que necessita, transformando por ação de sua vontade o elemento primitivo universal.

Pneumatografia  

A escrita direta, ou pneumatografia, é a que se produz espontaneamente, sem o concurso, nem da mão do médium, nem do lápis. Basta tomar-se de uma folha de papel branco, o que se pode fazer com todas as precauções necessárias, para se ter a certeza da ausência de qualquer fraude, dobrá-la e depositá-la em qualquer parte, numa gaaveta, ou simplesmente sobre um móvel. Feito isso, se a pessoa estiver nas devidas condições, ao cabo de mais ou menos longo tempo encontrar-se-ão, traçados no papel, letras, sinais diversos, palavras, frases e até dissertações, as mais das vezes com uma substância acinzentada, análoga à plumbagina, doutras vezes com lápis vermelho, tinta comum e, mesmo, tinta de imprimir. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.8. il.127, p.166)

( ... ) A pneumatografia é a escrita produzida diretamente pelo Espírito, sem intermediário algum ( ... ). (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.12, it.146, p.192)

(Do grego - pneuma - ar, sopro, vento, espírito, e graphó, escrevo.) - Escrita direta dos Espíritos, sem o auxílio da mão de um médium. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.32, p.487)

Quando se obtém uma comunicação sem o auxílio da mão de psiquista, quer sobre papel branco, quer entre duas ardósias atadas e lacradas, tem-se o que se denomina psicografia (ou escrita direta). (O psiquismo experimental, P.1, cap.3, p.42)

Kardec emprega essa palavra para exprimir a escrita direta espiritual, deixando a psicografia, para exprimir a escrita que é feita pela mão do médium. (Bases científicas do Espiritismo, cap.1, p.40)

Pneumatografia Imediata  

Pneumatografia imediata, escrita direta, aparentemente "sine matéria", relacionada sem dúvida com os efeitos de transporte. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.171)

Pneumatografia mediata, efeito mecânico, tal a escrita entre duas lousas onde se coloca previamente um fragmento de lápis ( ... ). (Além do inconsciente, cap.3, p.170)

  • Ø Pressentimento

"É O conselho íntimo e oculto de um E,spírito que vos quer bem. Também está na inntuição da escolha que se haja feito. E a voz do instinto. Antes de encarnar, tem o Espírito conhecimento das fases principais de sua existência, isto é, do gênero das provas a que se submete. Tendo estas caráter assinalado, ele conserva, no seu foro íntimo, uma espécie de impressão de tais provas e esta impressão, que é a voz do instinto, fazendo-se ouvir quando lhe chega o momento de sofrê-las, se torna pressentimento." (O Livro dos Espíritos, P .2, cap.9, q.522, p.266-267)

O pressentimento é uma intuição vaga das coisas futuras. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.15, it.184, p.226)

[Pressentimentos] são recordações vagas e intuitivas do que o Espírito aprendeu em seus momentos de liberdade e algumas vezes avisos ocultos dados por Espíritos benévolos. (O que é Espiritismo, cap.3, it.138, p.204)

O pressentimento é a vaga e confusa intuição do que vai acontecer. (No invisível, P.2, cap.13, p.163)

( ... ) é um radiograma transmitido, ao Presente, das regiões misteriosas do Porvir .. (Do calvário ao infinito, L.4, cap.1, p.213)

  • Psicocinesia ou telecinesia  

Ação direta da mente sobre os objetos físicos. (Espiritismo Básico, Psicologia, para psicologia e Espiritismo, p.28)

( ... ) ação direta da mente sobre a matéria - psicocinesia ou PK ou fenômeno psikappa ( ... ). (Além do inconsciente, cap.1, p.12)

Psicocinesia Ectoplásmica

( ... ) Ação psicocinética mais intensa que mobilizaria a própria substância protoplásmica para além da periferia do corpo (ectoplasma - matéria) ( ... ). (Além do inconsciente, cap.3, p.123)  Energética

( ... ) Ação psicocinética da mente sobre o próprio organismo, determinando a exteriorização de um fator dinâmico de natureza física (ectoplasma - força): psicocinesia energética. (Além do inconsciente, cap.3, p.123)

Psicocinesia imediata

 ( ... ) ação da mente sobre a matéria sem intermediário físico ou, se preferirmos, através de uma força de natureza psíquica, a força psicocinética. (Além do inconsciente, cap.3, p.123)

  • Ø Psicofonia

É a expressão do pensamento de um espírito comunicante utilizando-se dos recursos vocais de um médium.

Estando controlado o médium, se queremos falar pelos seus órgãos vocais, pomo-lo numa condição de inteira passividade. E' a condição em que ele vem a estar no transe. Seu Espírito deixa o corpo por algum tempo e se coloca ao lado. Uma vez nessa condição, podemos atuar-lhe sobre a laringe, as cordas vocais, a língua e os músculos da garganta. Não operamos no seu interior, mas de pé atrás dele. Podemos colocar-nos na condição do médium, ou afinados com ele, mediante uma extensão que, quando movemos os nossos órgãos vocais, faz que os do médium semelhantemente se movam. Há um elo de conexão, etéreo ou físico, pedeis chamar-lhe de um modo ou doutro, que tem a mesma ação sobre os músculos do médium, que um diapasão sobre outro, desde que ambos estejam afinados no mesmo tom. Trabalham assim harmônicas as duas sedes de órgãos vocais. Não há aqui o caso das mensagens serem influenciadas pela mente do médium, porque esta de nenhum modo intervém na operação. Não trabalhamos através da sua mente, mas, diretamente, sobre seus órgãos vocais. Tudo o que vem a exteriorizar-se é tal qual saiu da mente do Espírito que o controla. A mente e o cérebro do médium são postos fora de ação, temporariamente, e o Espírito que opera lhe controla os músculos dos órgãos vocais. (Espiritismo básico, cap.11, p.1S7)

( ... ) Por esse fenômeno o Espírito se incorpora ao médium, por cujos sentidos se manifesta. A perfeição da comunicação depende de várias circunstâncias; tanto melhor será ela quanto maior for o desprendimento do Espírito do vivo. (Espiritismo à luz dos fatos, Dos fenôômenos subjetivos, p.280)

( ... ) a mediunidade psicofônica (palavra espírita que a ciência moderna está aceitando) estaria classificada como efeito intelectual ( ... ) do grupo parapsicológico psigama, ou ESP, que, por sua vez, se enquadra como mediunidade de expressão cortical, ou de efeitos psíquicos. ( ... ) (Reencarnação e mediunidade, cap.5, p.67)

É a faculdade que permite aos Espíritos, utilizando os órgãos vocais do encarnado, transmitirem a palavra audível a todos que presentes se encontrem. (Estudando a mediunidade, cap.9, p.51)

Psicofonia Consciente

Na psicofonia consciente pode o medium fiscalizara comunicação, controlando os gestos e as palavras do espirito, uma vez que o pensamento deste atravessa, antes, a mente do medium, para chegar, afinal,ao campo cerebral. (Estudando a mediunidade, cap.9, p.55)

  • Ø Psicografia

Registo do pensamento do espírito pela escrita, feita através das mãos do médium. É o meio de comunicação mais simples, fácil, completo, cômodo e duradouro. Presta-se à transmissão de uma simples frase, como até de livros completos.

Todos os esforços devem ser envidados para o seu desenvolvimento, pois permite o estabelecimento de comunicações escritas por parte dos espíritos, tão continuadas, regulares e perfeitas como as existentes entre os encarnados. Pela psicografia, torna-se mais fácil conhecer, apreciar e julgar as virtudes e o grau de evoluução do espírito comunicante, além de seus pensamentos mais íntimos.

A identidade do espírito fica mais caracterizada e as idéias, fatos ou ensinamentos que pretende transmitir bem mais analisáveis e assimiláveis. Nesse tipo de manifestação ou comunicação, pode o espírito agir diretamente sobre a mão do médium, dando-lhe um impulso mecânico que o faz escrever involuntária, independennte e inconscientemente.

O espírito pode também atuar soobre a mente do médium, transmitindo-lhe seu pensamento. Nesse caso, o médium escreve involuntária ou intuitivamente, mas pode ter alguma consciência do que está psicografando. Foi principalmente por meio da psicografia que Allan Kardec obteve grande parte das informações espirituais, através de diferentes médiuns, em diversas partes do mundo, analisando-as e pesquisando-as, à luz da razão, para erigir o bloco monolítico da codificação espírita..

 ( ... ) a transmissão do pensamento do Espírito, mediante a escrita feita com a mão do médium. (Ref.110, P.2, cap.12, it.146, p.192)

( ... ) É a escrita psíquica. O Espírito se manifesta escrevendo a sua mensagem, e a manifestação é tanto mais perfeita quando menos consciente é o médium. (Ref.089, Dos fenômenos subjetivos, p.280)

Psicografia Indireta  

Chamamos psicografia indireta à escrita assim obtida [com o auxílio de cesta-pião, cesta de bico, mesa pequenina, prancheta, etc.]. em contraposição à psicografia direta ou manual, obtida pelo próprio médium. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.13, it.157, p.201)

( ... ) a escrita obtida com um lápis adaptado a um objeto qualquer que lhe serve de suporte. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.171)

Psicografia automatica 

( ... ) Diz-se automático o psicógrafo que ignora totalmente o que a própria mão escreve ( ... ). (Além do inconsciente, cap.3, p.130)

Psicografia semi-automatica

 ( ... ) aquele que tem consciência da mensagem, apesar da assinalada autonomia do membro superior. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.130)

  • Ø Psicometria

 ( ... ) mediunidade segundo a qual o sensitivo, posto em contato com objetos, pessoas ou lugares relacionados com acontecimentos passados, sintoniza-se de tal maneira com o clima psicológico em que esses acontecimentos ocorreram que se torna capaz de descrevê-los com assombrosa precisão.

( ... ) (Crônicas de um e de outro, cap.64, p.219)

( ... ) os fenômenos de "psicometria"( ... ) consistem em que, se se puser um objeto nas mãos de "sensitivos especiais", eles lhe revelarão a história, ou descreverão a da pessoa que longamente o usou. ( ... ) (Animismo ou Espiritismo, cap.5, p.234)

( ... ) possibilidade de estabelecer-se a "relação psíquica" com pessoas distantes, desconhecidas de todos os presentes, mas só sob a condição de apresentar-se ao "sensitivo' um objeto que haja trazido consigo longo tempo o indivíduo distante com quem se deseje entrar em comunicação ( ... ). (Animismo ou Espiritismo, Conclusões, p.290)

( ... ) uma das modalidades da clarividência ( ... ).

As modalidades segundo as quais se estabelece a conexão entre o sensitivo e a pessoa ou meio concernente ao objeto "psicometrado", distinguem, efetivamente, a psicometria das outras formas de clarividência. ( ... )

Na psicometria, ( ... ) os objetos apresentados ao sensitivo ( ... ) constituem verdadeiros intermediários adequados, que, à falta de condições experimentais favoráveis, servem para estabelecer a relação entre a pessoa ou meio distantes, mercê de uma "influência" real, impregnada no objeto, pelo seu possuidor.

Esta "influência", de conformidade com a hipótese psicométrica, consistiria em tal ou qual propriedade da matéria inanimada para receber e reter, potencialmente, toda espécie de vibrações e emanações físicas, psíquicas e vitais, assim como se dá com a substância cerebral, que tem a propriedade de receber e conservar em latência as vibrações do pensamento. (Os enigmas da psicometria, p.9 e 10)

( ... ) Ordinariamente, a faculdade psicométrica é uma função do EU integral subconsciente, posto que se verifique, muitas vezes, com a intervenção de entidades desencarnadas. (Os enigmas da psicometria, p.117)

( ... ) um pedaço de arma, uma medalha, um fragmento de sarcófago e uma pedra de ruínas evocarão na alma do vidente uma série completa das imagens referentes aos tempos e aos lugares a que pertenceram esses objetos. E o que se chama psicometria. (O problema do ser do destino e da dor, P.3, cap.21 , p.333)

( ... ) a clarividência é facilitada pelo contato do "sujet" com um objeto qualquer proveniente do ambiente visto, bem como de pessoas com as quais a afinidade deva estabelecer-se (é a psicometria). (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.95)

( ... ) faculdade que têm algumas pessoas de lerem "impressões e recordações ao contato de objetos comuns". .

Psicometria é, também, faculdade mediúnica. Faculdade pela qual o sensitivo, tocando em determinados objetos, entra em relação com pessoas e fatos aos messmos ligados. ( ... )

Pela psicometria o médium revela o passado, conhece o presente, desvenda o futuro. (Estudando a mediunidade, cap.39, p.199 e 201)

Lindo e curioso fenômeno mediúnico, que permite ao indivíduo dotado da dita faculdade - ver e ouvir o que foi acontecido ou realizado no local que visita, depois de muitos anos decorridos sobre os mesmos acontecimentos. (A tragédia de Santa Maria, P.1, cap.3, p.37)

( ... ) Em boa expressão sinonímica, como o é usada na Psicologia experimental, significa "registro, apreciação da atividade intelectual", entretanto, nos trabalhos mediúnicos, esta palavra [psicometria] designa a faculdade de ler impressões e recordações ao contacto de objetos comuns. (Nos domínios da mediunidade, cap.26, p.242)

( ... ) considerada nos círculos medianímicos por faculdade de perceber o lado oculto do ambiente e de ler impressões e lembranças, ao contacto de objetos e documentos, nos domínios da sensação a distância ( ... ). (Mecanismos da mediunidade, cap.20, p.143)

  • Sonambulismo 

É um estado de independência do Espírito, mais completo do que no sonho, estado em que maior amplitude adquirem suas faculdades.

A alma tem então percepções de que não dispõe no sonho, que é um estado de sonambulismo imperfeito.

No sonambulismo, o Espírito está na posse plena de si mesmo. Os órgãos materiais, achando-se de certa forma em estado de catalepsia, deixam de recebam as impressões exteriores.

Esse estado se apresenta principalmente durante o sono, ocasião em que o Espírito pode abandonar provisoriamente o corpo, por se encontrar este gozando do repouso indispensável à matéria. (O Livro dos Espíritos)

Para o Espiritismo, o sonambulismo é mais do que um fenômeno psicológico, é uma luz projetada sobre a psicologia. É aí que se pode estudar a alma, proque é onde ela se mostra a descoberto. (...) (O Livro dos Espíritos)

( ... ) o sonambulisamo é um estado transitório entre a encarnação e a desencarnação, um estado de desprendimento parcial, um pé antecipadamente posto no mundo espiritual. (Obras Póstumas, P.1, Controvérsias ... , p.92)

"O sonambulismo não é nem um estado de vigília, nem um estado de sono rigorosamente falando; é uma combinação desses dois estados. É um modo particular de existir. ( ... )" (Magnetismo Espiritual, cap.11, p.102)

Aubin Gauthier, sobre a significação da palavra sonambulismo, diz que ela e francesa, constituída de dois vocábulos latinos: somnus e ambulatio. Significa pois a ação de andar dormindo, e foi criada para indicar o fenômeno do sonambulismo natural. A palavra somente é encontrada nos dicionários franceses a partir de " sonambulismo magnético surgiu em 1784; e, na falta de outra expressão, foi usado o mesmo vocábulo sonambulismo para indicar o novo fenômeno. Depois dessa época, diversas outras palavras foram propostas, tendo, porém, prevalecido as expressões sonambulismo natural e sonambulismo magnético. (Magnetismo Espiritual)

Sonambulismo Artificial  

( ... ) é [aquele] provocado pelo magnetismo. ( ... )

O sonambulismo magnético [ou artificial] é comumente caracterizado por sensibilidade da pele; pode-se impunemente picar o adormecido, beliscá-lhe, provocar queimaduras: ele não desperta nem dá qualquer sinal de sofrimento (O fenômeno Espírita, p.1 03)

  • Ø Telecinesia

( ... ) ação mecânica diferente das forças mecânicas conhecidas, a qual, em determinadas condições, tem, a distância, atuação sem contacto sobre objetos ou pessoas. (Além do inconsciente, cap.1, p.1 O)

( ... ) é palavra usada para significar o movimento de objetos sem o emprego de quallquer força conhecida. ( ... ) (No limiar do etéreo, capA, p.69)

Os fenômenos psíquicos, denominados de efeitos físicos, são conhecidos de todos os tempos, notadamente os de levitação e transporte. Na Metapsíquica são eles chamados fenômenos telecinéticos, de tele (distância) e cine (movimento) isto é, movimento a distância. (Espiritismo à luz dos fatos, Dos fenômenos objetivos, p.266)

  • Ø Telegrafia espiritual

 ( ... ) nomear em voz alta as letras do alfabeto, pedindo ao Espírito para dar pancada quando a letra entrasse na composição das palavras que quisesse compreender. ( ... ) este processo é o que vemos aplicado nas mesas girantes (O fenômeno Espírita, P.1, cap.2, p.24)

  • Ø Telegrafia Humana

 ( ) É uma comunicação direta de espírito a espírito encarnado não adormecidos. ( ) (Filosofia espírita da educação, v.2, p.66}

  • Ø Telepatia

( ... ) É uma troca de impressões, conscientes ou inconscientes, entre dois centros de atividade psíquica. ( ... ) (Animismo e espiritismo, v.2, cap.3, p.200}

Telepatia é a comunicação direta, sem quaisquer intermediários, de uma para outra mente. Segundo alguns autores, admitem-se várias formas de telepatia: adivinhação do pensamento de alguém, que não participa da experiência; transmissão do pensamento, quando duas pessoas participam, transmitindo e captando; quando se influi a mente alheia (ST - sugestão telepática) e quando se exerce domínio sobre a mesma (HT - hipnose telepática). (Espiritismo básico, Psicologia, Para psicologia e Espiritismo, p.28}

( ) é a forma da linguagem espiritual ( ... ). (A crise da morte, Conclusões, p.166}

( ) "transmissão do pensamento a distância entre dois cérebros"( ... ). (A crise da morte, Os fenômenos de telestesia, p.130}

( ... ) é uma coisa espiritual e que, por consequência, se manifesta em uma ambiência espiritual ( ... ). (Fenômenos psíquicos no momento da morte, Conclusões, p.128}

( ... ) transmissão do pensamento (compreendida na significação clássica de um sistema de vibrações psíquicas que se espalham por ondas concêntricas de um cérebro a outro). ( ... ) (Fenómenos psíquicos no momento da morte, Dos fenômenos de telecinesia ... , p.132}

( ... ) processo de comunicação entre todos os seres pensantes na Vida Superior e a oração é uma das suas formas mais poderosas, uma das suas aplicações mais elevadas e mais puras. A telepatia é a manifestação de uma lei universal e eterna. (O problema do ser, do destino e da dor, P.1, cap.6, p.97}

( ... ) meio de que se servem as humanidades do Espaço para comunicarem entre si através das imensidades siderais. Em qualquer campo das atividades sociais, em todos os domínios do mundo visível ou invisível, a ação do pensamento é soberana; não é menor sua ação ( ... ) em nós mesmos, modificando constantemente nossa naatureza íntima. (O problema do ser, do destino e da dor, P.3, cap,24, p.355-356}

( ... ) Telepatia significa ( ... ) "ser advertido, por uma sensação qualquer de uma coisa que se passa ao longe".

( ) a raiz de telepatia significa sensibilidade. (O desconhecido e os problemas psíquicos. v.1, cap.3, p.66)

( ) uma comunicação harmoniosa entre os cérebros e entre as almas. (O desconhecido e os problemas psíquicos, v.2, cap.6, p.67)

A telepatia consiste essencialmente no fato de uma impressão física intensa, manifestando-se em geral imprevistamente numa pessoa normal (isto é, não sujeita a perturbações funcionais ou a alucinações), seja durante o estado de vigília, seja durante o sono, impressão que se encontra em concordância com um acontecimento ocorrido a distância.

Observamos que, na telepatia espontânea, aquele que recebe a impressão está geralmente em seu estado normal, ao passo que quem a envia atravessa um estado de crise anormal: acidente, angústia, desfalecimento, letargia, morte, etc.. (A morte e seu mistério)

  • Ø Telepatia e Telestesia

( ... ) Compreende a recepção e transmissão dos pensamentos, das sensações, dos impulsos motrizes. Com esses fatos re!acionam-se os casos de desdobramentos e aparições designados pelos nomes de fantasmas dos vivos. ( ... ) (O problema do ser, do destino e da dor, P.1, cap.5, p.B6)

Teleplastia  

( ... ) A teleplastia {consiste em] aparições de formas materializadas e tangíveis ( ... ). (O psiquismo experimental, P.1 , cap.1 , p.15)

O "sujet" pode ou desorganizar certos objetos a distância, ou organizar em formas mais ou menos complexas uma trama material emanada ou exteriorizada de seu próprio organismo. ( ... ) (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.103)

( ... ) materializações visíveis que aparecem formadas com uma substância ou matéria sutilíssima, emanante da pessoa do médium e composta de partículas ou moléculas que interceptam a luz ordinária (teleplastia). (Hipnotismo e mediunidade, P.2, cap.2, p.150)

Telestesia  

( ... ) o professor Charles Richet deu uma definição ( ... ) nos seguintes termos: "Conhecimento que tem o indivíduo de qualquer fenômeno não perceptível nem cognoscível pelos sentidos normais, e estranhos a toda e qualquer transmissão mental consciente ou inconsciente." ( ... ) (Os enigmas da psicometria, Os fenómenos de leleslesia, p.119)

No Glossário que precede a obra principal de Frederic Myers, a significação do vocábulo Telestesia vem assim definida: "Percepção a distância, implicando uma sensação ou visualização direta de coisas ou condições, independentemente de qualquer veículo sensorial conhecido, e em circunstâncias que excluem a presunção de serem as noções adquiridas originárias de mentalidade estranha à do percipiente". (Os enigmas da psicometria, Os fenómenos telestesia, p.119)

( ... ) fenómeno de "relação" qualquer a distância, entre um cérebro pensante e objeto inanimado ( ... ). (Os enigmas da psicometria, Os fenómenos de telestesia, p.130-131)

( ) "leitura a distância em livros fechados." ( ... ) (, p.186)

( ) projeção e ação da sensibilidade a distância ( ... ). (O ser subconsciente, P.1, cap.2, p.96)

  • Ø Tiptologia 

As primeiras comunicações inteligentes foram obtidas por meio de pancadas, ou da tiptologia. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.11, it.139, p.177)

(Tiptologia - do grego - tipto, eu bato, e - lagos, discurso). - Linguagem por pancadas, ou batimentos: modo de comunicação dos Espíritos. Tiptologia alfabétiica. (O Livro dos Médiuns, P .2, cap.32, p.488)

( ... ) em sentido amplo, [corresponde aos sinais] convencionais.

Na tiptologia ( ... ) há sempre uma convenção. Uma série de raps não chega a ser tiptologia. embora pelo seu caráter, oportunidade e localização possa ter um signifiicado sematológico. ( ... ) (Além do inconsciente, cap.3, p.166)

Linguagem por pancadas, ou batimentos, de que se valem os Espíritos para se comunicarem com os homens. (O cristo de Deus, Glos.)

Tiptologia Alfabética  

( ... ) consiste em serem as letras do alfabeto indicadas por pancadas. Podem obter-se então palavras, frases e até discursos inteiros. De acordo com o método adotado, a mesa dará tantas pancadas quantas forem necessárias para indicar cada letra, isto é, uma pancada para o a, duas para o b, e assim por diante. Enquanto isto, uma pessoa irá escrevendo as letras, à medida que forem sendo designadas. O Espírito faz sentir que terminou, usando de um sinal que se haja convencionado. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.11, it. 141, p.187)

Tiptologia Interior  

(...) pancadas produzidas na própria madeira da mesa, sem nenhuma espécie de movimento. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.11, it.142, p.188)

A "tiptologia interior" - efeito acústico - verifica-se "por meio de pancadas produzidas na própria madeira da mesa" (...)' (Além do inconsciente, cap.3, p.166)

Tiptologia Óptica  

(...) em que os movimentos ou os raps são substituídos por sinais luminosos. (Além do inconsciente, cap.3, p.167)

Tiptologia por Meio de Básculo  

( ... ) consiste no movimento da mesa, que se levanta de um só lado e cai batendo com um dos pés. Basta para isso que o médium lhe ponha a mão na borda. Se se quiser confabular com determinado Espírito, será necessário evocá-lo. No caso contrário, manifesta-se o primeiro que chegue, ou o que tenha o costume de apresentar-se. Tendo convencionado, por exemplo - que uma pancada significará - sim e duas pancadas - não, ou vice-versa, indiferentemente, o experimentador dirigirá ao Espírito as perguntas que quiser. (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.11, it.139, p.185 e 186)

Efeito mecânico - "consiste no movimento da mesa, que se levanta de um só lado e cai batendo com um dos pés." (Além do inconsciente, cap.3, p.166)

  • Ø Transporte

( ... ) Consiste no trazimento espontâneo de objetos inexistentes no lugar onde estão os observadores. São quase sempre flores, não raro frutos, confeitas, jóias, etc.

( ... ) os fatos de transporte são múltiplos, complexos, exigem um concurso de circunstâncias especiais, não se podem operar senão por um único Espírito e um único médium e necessitam, além do que a tangibilidade reclama, uma combinação muito especial, para isolar e tornar invisíveis o objeto, ou os objetos destinados ao transporte. (O Livro dos Médiuns, P .2, cap.5, it.96 e 98, p.119 e 122)

( ... ) como o seu fluido pessoal [do Espírito] é dilatável, combina uma parte desse fluido com o fluido animalizado do médium e é nesta combinação que oculta e transporta o objeto que escolheu para transportar. ( ... ) (O Livro dos Médiuns, P.2, cap.5, it.99, p.127)

Chama-se transporte (apport), um objeto qualquer que os Espíritos conduzem de um lugar para outro. ( ... ).

O Dr. Guillon Ribeiro, que já traduziu várias obras em diversos idiomas, e é abalizado cultor do vernáculo, emprega, no caso, a palavra "trazimento", que serve tanto parao objeto trazido como para a ação de trazer, e, assim, costuma esse provecto escritor dizer "trazimento" em vez de transporte. ( ... ) (O espiritismo perante a ciência, P.5, cap.3, p.397)

( ... ) Aparição imprevista, sobre mesinha ou na sala, de objetos vindos de longe, e entradas através de portas e paredes, tais flores, raminhos, folhagens, pregos, moedas, pedras, etc. (Hipnotismo e mediunidade, P.2, cap.2, p.148-149)

O termo transporte não deve ser aplicado ao fenómeno de deslocamento do Espírito do médium. Talvez seja melhor dizer-se, no caso de Luiz Mirabelli e congêneres, de translação. Justamente para evitar confusões, Guillon Ribeiro, ao referir-se ao feenómeno de transporte (usado especificamente para os deslocamentos de objetos por Espíritos, propôs a tradução do vocábulo francês apport (trazer) por trazimento (ação de trazer). De qualquer forma, o emprego da palavra transporte é desaconselhável para designar qualquer desses dois fenómenos. (O Cristo de Deus, Glos.)

  • Ø Xenoglossia

( ... ) os Espíritos comunicantes falam e escrevem em língua desconhecida de todos os assistentes. ( ... ) (Metapsíquica humana, cap.9, p.117)

O termo "xenoglossia" foi o professor Richet quem o propôs, com o intuito de distinguir, de modo preciso, a mediunidade poliglota propriamente dita, pela qual os médiuns falam ou escrevem em línguas que eles ignoram totalmente e, às vezes, ignoradas de todos os presentes, dos casos afins, mas radicalmente diversos, de "glossolalia" ( ... ). (Xenoglossia, Introd., p.7)

Por fenómenos de "xenoglossia" entendem-se os casos em que o médium, não só fala ou escreve em línguas que ignora, mas fala ou escreve nessas línguas, formulando observações originais, ou conversando com os presentes, provando, desse modo, que as frases formuladas foram criadas pela circunstância ocorrente, o que exclui a possibilidade de entrarem em ação outras faculdades supranormais que transformem o suposto caso de xenoglossia num fenômeno de clarividência, com percepção a distância, das frases mediunicamente empregadas. (Ref.021, Casos de Xeenoglossia ... , p.60)

Xenoglossia - Significa o termo - língua estranha. Os médiuns que possuem esse dom especial, quando em transe, falam idiomas que lhes são inteiramente dessconhecidos e, muitas vezes, desconhecidos dos presentes. (Espiritismo à luz dos fatos, Dos fenômenos subbjetivos, p.282)

Xenoglossia - ou mediunidade poliglota - é a faculdade pela qual o médium se expressa, oral ou graficamente, por meio de idioma que não conhece na atual encarnação. (Estudando a mediunidade, cap.38, p.196)

  • Ø Vidência

Allan Kardec recomenda provas positivas aos médiuns videntes.

Segundo Allan Kardec, os médiuns videntes são dotados da faculdade de ver os Espíritos. Há os que gozam dessa faculdade em estado normal, perfeitamente acordados, guardando lembrança precisa do que viram. Outros só a possuem em estado sonambúlico ou aproximado ao sonambulismo. Incluem-se na categoria de médiuns videntes todas as pessoas dotadas de dupla vista. A possibilidade de ver os Espíritos em sonho é também uma espécie de mediunidade, mas não constitui propriamente a mediunidade de vidência.

O médium vidente acredita ver pelos olhos, como os que têm dupla vista, mas na realidade é a alma que vê, e por essa razão eles tanto vêem com os olhos abertos ou fechados.

Devemos distinguir as aparições acidentais e espontâneas da faculdade propriamente dita de ver Espíritos. As primeiras ocorrem com mais freqüência no momento da morte de pessoas amadas ou conhecidas que vêm advertir-nos de sua passagem para o outro mundo. Há numerosos exemplos de casos dessa espécie, sem falar das ocorrências de visões durante o sono. De outras vezes são parentes ou amigos que, embora mortos há muito tempo, aparecem para nos avisar de um perigo, dar um conselho ou pedir ajuda - é sempre a execução de um serviço que ele não pôde fazer em vida ou o socorro das preces.

12. Conclusão

Espiritismo e Mediunidade

No intercambio entre Mundos, é imperativo estabelecer a importãncia da mediunidade, não só pela comunicação entre espiritos, mas também pelo desenvolvimento moral e espiritual de encarnados e desencarnados.

Não detendo dogmas o Espiritismo, não salva , mas oferece as ferramentas para a reforma individual. O homem terá que derrotar seus instintos inferiores e dominá-los e a mediundade é força expressiva de apoio , quando utilizada em Cristo.

Os médiuns precisam dar muita atenção a essa faculdade, que permite o contacto com o Além, porque não podemos fazer do fenomeno , campo de satisfação egoista, mas orbe de amor reciproco, onde todos quando disciplinados e com seriedade, se dão oportunidade de crescimento e de  restabelecimento dos valores da vida , “dando de graça o que de graça se recebe”

As ferramentas do médium capacitado de sua responsabilidade são a Doutrina Espírita e o Evangelho segundo o Espiritismo. Instruir-se, todos os dias, exercitando-se sempre no exemplo de seus princípios, será o mais agradavel de oferecer à seriedade da mediunidade. "O Livro dos Médiuns" exibe o roteiro completo, que permite avançar com segurança através da mediunidade. A preocupação deve ser sempre, servir e nunca pretender deslumbrar. Nenhum trabalho mediunico pode ser incutido sem que haja consentimento do medium e preparação do mesmo. Nada pode ser feito a sem verificar a gravidade do ato, por isso todo processo deve corresponder a uma planificação ordenada das tarefas, sob a administração de experiente orientador de serviços mediúnicos, quando na sua pratica. A aplicação da Doutrina e alicerçado no Evangelho, com a viabilidade dos Espiritos Orientadores Espirituais da tarefa.

Na segurança dos médiuns sem preparação doutrinária e evangélica, sem essa preleção da Orientação, podem ter situações desagradáveis reservadas.

Muitas vezes o médium sem orientação e apoio doutrinário e evangélico cede a determinações inferiores podendo entrar num abismo do qual dificilmente.

Em tão grande obra de expansão do Espiritismo, a tarefa dos médiuns sobreleva de importância, e eles, como vanguardeiros do trabalho de ligação entre o mundo visível e o mundo invisível, estãosempre convocados para as experiências mais sérias e de maiores consequências.

O medium em desenvolvimento deve ter conhecimentos gerais de doutrina e conhecimentos especializados sobre mediunidade, reforma íntima com base no Evangelho e exercitamento prático.

Quem ironiza da mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens. 

Reforçando, lembrem-se sempre da gravidade do ato, em todos estratos do amor, disciplina, vigilância e oração.

13.  Bibliografía consultada

Evolução em Dois Mundos, André Luiz, cap. XIII, item Fluidos em geral

O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, parte l~, cap. II,questão 22  Idem, idem, questão 27

No Invisível, Léon Denis, 2ª parte, cap. XV

A Gênese, Allan Kardec, cap. XIV

Sementeira da Fraternidade, Manoel P de Miranda/Divaldo P. Franco,cap. 15, Alienações por Obsessões
Terapia pelos Passes – Projeto Manoel P. Miranda – ed. Leal

Xavier, Francisco Cândido. Dever espírita. In "Seara dos M&1iuns", p. 123.

Kardec, Allan. A criação primária. 1. "A Gênese", cap. 6, item 15.

Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda "Novo Dicionário da Língua Portuguesa", p. 791.

Denis, Léon. A força psíquica. Os fluidos. O magnetismo. In "No Invisível", cap. 15, pp. 175 e 176.

Xavier, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Alma e fluidos. In "Evolução em Dois Mundos", item Fluidos em geral, cap. 13, p. 95.

Xavier, Francisco Cândido e VIEIRA, Waldo. Alma e fluidos. In "Evolução em Dois Mundos", item Fluido vivo, pp., 95 e 96.

Revista de Espiritismo nr. 28, 3º. trimestre de 1995

Xavier, Francisco Cândido. Psicofonia sonanbúlica. IR "Nos Domínios da Mediunidade", cap. 8, p. 49.

Kardec Allan. Os fluidos. In "A Gênese", cap. 14, item 4.

Michaelus. 1. "Magnetismo Espiritual", cap. 10, p. 80.

Michaelus. Ir "Magnetismo Espiritual", cap. 6, pp. 46 a 50.

O Passe. Seu estudo, suas técnicas, sua prática. – FEB

Teoria das Manifestações Físicas - II. Revista Espírita", jun. 1858, p. 155.

Aulete, Caldas. "Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa", vol. 4, p. 4.078.

Kardec, Allan. Gênese orgânica In "A Gênese", cap., 10, itens 16 e 17.

Xavier, Francisco Cândido. O corpo espiritual. In "Emmanuel", cap. 24, item "Através dos escaninhos do universo orgânico", p. 132.

Kardec, Allan. A vida e a morte. XAVIER, Francisco Cândido. In "O Livro dos Espíritos", Parte 1:, cap. 4. questão 70.

Kardec, Allan. Gênese espiritual. In "A Gênese", cap. 11, item Princípio espiritual.

O Livro dos médiuns Allan Kardec (2ª parte, c. I, Ações dos Espíritos sobre a matéria)

Obras póstumas Allan Kardec (o perispírito, princípio das manifestações)

Le Spiritisme, qu’en savons-nous ? de l’USFF (ch. IX, Comment les Êtres…)

Le Spiritisme n° 2 du Centre Spirite Lyonnais (le magnétisme, questions 3 à 5, p. 7)

Revista Espírita Allan Kardec, ano IV, no.15

Victor Passos

 




 

INFERTILIDADE NUMA VISÃO ESPIRITUAL

 

SUMARIO:_________________________           1.Introdução.2.Conceitos.3.Citações.4.Historico.5.EnergiaSexual.6.Reencarnação.7.Programação Reencarnatória.8.Meios de vencer a infertilidade. 9.Conclusão.10.Bibliografia. 

 

        1.Introdução

 

A lei de Reprodução, para o estagio vivencial neste plano terreno, proporciona a vinda de outros espíritos para a evolução. O objeto deste trabalho é perceber porquê da infertilidade? Qual a sua proveniência e causas que fazem com que haja a perda da sensibilidade e das capacidades inerentes à procriação. A apologia da problemática bifocal de ambos sexos, custos no contexto interpessoal e familiar. Relação consequencial que geram o vinculo da problemática e sua associação psíquica, espiritual e moral. A vida e razões de suas realizações provatórias proveniência dos seus custos emocionais e sensibilizadores, no padrão normal da complexidade Familiar. Espaço colateral da infertilidade como dano ou reabilitação moralizadora.

 

Palavras-chave:Infertilidade s. f. Qualidade do que é infértil.Esterilidade s. f.

Qualidade de estéril. Infecundidade (animal). Fig. Escassez, Paralização.

 

2.Conceitos

 

A infertilidade - É o resultado de uma falência orgânica devida à disfunção dos orgãos reprodutores, dos gâmetas ou do concepto. Um casal é infértil quando não alcança a gravidez desejada ao fim de um ano de vida sexual contínua sem métodos contraceptivos. Esta definição é válida para o casal com vida sexual plena de amor e prazer em que a mulher tem menos 35 anos de idade (6 meses se mais ou menos 35 anos de idade), e em que ambos não conhecem qualquer tipo de causa de infertilidade que os atinja. Também se considera infértil o casal que apresenta abortamentos de repetição (mais ou menos três consecutivos).

 

Infertilidade é a incapacidade de conceber. Esterelidade é a incapacidade de conceber uma gravidez após um ano de relações sexuais desprotegidas.

 

oligospermias (pouca quantidade de espermatozóides na contagem do ejaculado). 

azoospermias (ausência completa de espermatozóides no ejaculado).

 

Ovocito - Um ovócito é uma célula feminina que contém metade dos cromossomas existentes nas células do organismo humano e que ao ser fecundada por um espermatozóide irá dar origem a um embrião. A mulher já nasce com todos os seus ovócitos, que por altura da puberdade são mais de 400.000. 

 

Espermatozoide - Écélula reprodutiva masculina de todos os animais.

 

Tecnicas de Reprodução - Doação de espermatozoides,Doação de Ovocitos,

 

 Criopreservação de Sémen e Tecido Testicular,Ovócitos imaturos em Profase I (GV)

Criopreservação de Tecido Ovárico, Diagnóstico Genético Pré-Implatação (DGPI ,Microinjecção (ICSI),Fecundação In Vitro (FIV), Inseminação Intra-Uterina (IIU,Indução da Ovulação.

 

Adoção - É o vínculo que, à semelhança da filiação natural, mas independentemente dos laços de sangue, se estabelece legalmente entre duas pessoas. Este vínculo constitui-se por sentença judicial proferida em processo que decorre no Tribunal de Família e Menores. Existem dois tipos de adopção que se distinguem, fundamentalmente. Adopção plena e Adopção restritiva. 

 

Sexualidade – “ A sexualidade é uma energia que nos motiva para encontrar amor,contacto, ternura e intimidade;Integra-se no modo como sentimos , movemos, tocamos e somos tocados. A sexualidade influência pensamentos, sentimentos, ações e interaçõese, por isso, influência a nossa saúde fisica e mental.”O.M.S.

 

3. Citações

 

“Biologicamente e por temperamento... as mulheres foram feitas para se preocuparem primeiro e principalmente com os cuidados com os filhos, cuidados com o marido e cuidados com o lar” (Benjamim Spock, 1969)

 

“Se olharmos a história, observaremos que o lugar e a valorização da maternidade no âmbito sociocultural se modificam e variam em função das diferentes épocas e contextos respondendo a interesses económicos, demográficos, políticos, etc. Sem dúvida, parece evidente que em toda sociedade patriarcal a mulher entra na ordem simbólica apenas como mãe”. Tubert (1991, p. 78),

 

         “Em decorrência desta “naturalização” das funções femininas, passou a ser demarcada uma série de características femininas(como, por exemplo, dedicação, abnegação, docilidade), quase todas elas vinculadas àquelas características necessárias a uma “boa mãe”, levando-se muitas vezes a se identificar feminilidade e maternidade”. Rocha-Coutinho (1994, p. 41)

 

            A infertilidade como “... um problema geralmente insolúvel que ameaça importantes objetivos de vida, onera recursos pessoais, e traz à tona importantes problemas do passado não resolvidos” (Stanton e Dunkel-Schetter, 1991 

 

4.Historico

 

    Esta temática ainda encontra nos habitats mentais das personalidades, tabus, preconceitos e arrimos de vergonha. esta indução foi criada por uma repressão mental exercida pelos meios eclesiásticos dominantes, que outrora retrógados e preconceituosos do sec.XIX, como a “Psicopathia sexuallis” de Kraft Ebing, que diluiriam qualquer estereotipo de persona, pela culpa, por muito escrupuloso que se fosse.

   Os espíritos, se aproximaram mais da sexualidade, como característica constituída do desenvolvimento psíquico do Ser do que de sexo, e sua postura é por demais lucida, por ser evidente.

   A sexualidade é transversal à vida, no seu sentido pleno, não faz apenas jus ao corpo, ao sexo, mas ao espirito; A ação sexual e suas praticas traduzem-se no que o empola, no uso do corpo no que concerne à reprodução e sensualidade.

  A sexualidade é colateral na vida porque seu sentido abraça as expressões criativas, artísticas, afetivas, cognitivas, intelectuais e espirituais.

  O polo divergente está nessa confusão sexo conotado apenas ao gozo efêmero e lascivioso, com a realidade energética, nos valores da vida e sua profundidade educativa.

  Não nos podemos reter na obtusidade, precisamos ver mais além e enterrar os confessionários e a visão prostituida da sexualidade.

   A sexualidade é importante no processo do progresso da consciência e no bem-estar do Ser humano.

  Hoje, já se tornou numa ciência multidisciplinar; a Estética, Ética, Biologia, Genética, Filosofia, Psicologia, Antropologia e Medicina, são áreas que atuam transversalmente para dar crescimento ao conhecimento.

  Se dogmatizarmos a forma natural de tratar a sexualidade humana, estaremos a cair na escala dum primitivismo medonho e da ignorância.

   Ensinar e educar é postura decisiva para no sentido espirita acabar com a exclusão e o preconceito e exaltar a responsabilidade e estimular o estudo de forma a tornar mais claro todo este processo de crescimento moral, espiritual e intelectual.

 

5. Energia sexual

   Hoje neste período regulamentar da vida, já sabemos que a embriologia, através do seu estudo, encontrou no gene feminino a matriz, para todo desenvolvimento universal, daí a devermos tributo às orientações cristicas de respeito pelos valores da mulher.

   Apesar de ainda existir uma expressão patriarcal, ela tende a dilui-se e a equilibrar as sociedades, onde haja maior tolerância e amor de uns pelos outros.

     Ora o Ser humano na ótica espirita é visto de forma integral, existencial e ativa

( Reencarnação, Leis Morais, Influências cambiais entre as energias que nos envolvem , deste e doutro mundo )

   Emmanuel nos diz; “ Não proibição, mas educação, não abstinência imposta, mas emprego digno, com o devido respeito aos outros e a si mesmo ,não indisciplina, mas controle, não impulso livre, mas responsabilidade.”

    Na organização do sexo é dessa forma que devemos caminhar, sentindo que estamos a falar pelos mecanismos da reencarnação, vigente como sexo à luz do amor e da vida, serão sempre pontos a contar na consciência de cada Ser.

     E então falando de infertilidade e esterilidade Emmanuel deixa-nos esta nota;

    “No quadro de interpretações da Terra, a esterilidade e a fecundidade podem indicar situações de prova para as almas que se encontram em experiências edificadoras; todavia, se considerarmos a questão no seu aspecto espiritual, somos obrigados a reconhecer que a esterilidade não existe para o espírito que, na Terra, ou fora dela, pode ser fecundo em obras de beleza, de aperfeiçoamento e de redenção.”

      A provação e expiação estão sempre interligadas a esta situações de esterilidade e infertilidade, porque as recônditas pretéritas ,pelo obsceno e abuso das energias para campos que não os do amor, mas da sensualidade, daí  essa visão. No entanto quando se diz que a esterilidade não existe para o espirito, cá e lá do nos hemisférios espirituais, quer com isto dizer, que pela s obras  nos podemos tornar fecundos, pois o limiar do aperfeiçoamento passa pela valorização do corpo e de suas energias , cambiando as mesmas para a virtude, sendo por isso quando provação , campo de crescimento do espirito.(Grifos Meus)

     A infertilidade passa pelos dois sexos, ela com isso demonstra que a sua presença é reflexo do planeamento exercido com as energias no intercambio do amor.

     Mas o que é a energia sexual?! Tomemos uma fonte, na sua nascente fresca e generosa. Contudo, durante no seu curso aspira as impurezas dos homens e dos animais, poluído. Logo quem polui é o homem, pois na sua raiz de essência ela mantem-se límpida. Os espíritos instrutores, nos alertam que a energia sexual é responsável pela união de dois seres e, consequentemente, pela formação da Família, possibilitando a encarnação dos espíritos, tão necessária e importantíssima para a sua evolução.

    Nós obstinamos seguir nas diversas reencarnações uma definida polaridade sexual.

   A evolução se processa pelo exercício do espírito nas duas faixas sexuais.

   A esterilidade é de igual situação para ambos sexos, tudo porque a sementeira é livre, porém a colheita é obrigatória.

    A Doutrina Espírita nos ensina através do axioma causa e efeito que tudo o que fazemos de bom ou maldoso reflete-se em nós mesmos. A esterilidade é consequência do mau uso das funções energéticas sexuais, a exemplo, aborto, promiscuidade, mau trato de filhos, de Pais, enfim terá sempre como peso a conduta de cada Ser no uso da sexualidade. O estéril de hoje , fomentou desordem sexual , ontem.

As principais causas de infertilidade feminina e masculina variam de caso para caso, mas dentro das mais presentes estão ;.

Útero, por malformações adenomiosis , infecções e tumores; Cérvix (pescoço) por malformações, endometriosis, cirurgia, infecções e tumores; Trombas, por obstrução originada principalmente por endometriosis, infecções, malformações e tumores; Doença Inflamatoria Pélvica, por infecções; Ovários, por tumores quistos e endometriosis; Vagina, por alterações do monco cervical, alergia, infecção, traumatismo, lubrificantes, etc.; Doença crônica como colagenosis; Antecedentes de exposição materna a dietylstilbestrol (DÊS); Doenças da Tiroides; Hiperprolactinemia, causada por tumores hipotalámicos, medicamentos e fatores metabólicos; Obesidade; Perda de gordura corporal, especialmente por exercício intenso; Stress, tanto físico como psicológico, que frequentemente está associado a alterações físicas; Anorexia ou Bulimia; Drogas; Doenças hepáticas que afetam o metabolismo dos estrógenos; Doença supra-renal ;Diabetes

Muito frequentemente coexistem várias das causas anteriores e deve recordar-se que encontrar uma causa não rejeita a presença simultânea de outras.

Emmanuel, na lição 27, do livro "Dos Hippies aos Problemas do Mundo" 1, nos diz: (...) "o amor como fonte divina de manifestação de Deus é o oceano de forças em que nós todos vi­vemos, porque nós todos vivemos num oceano de amor, mas que o sexo é res­ponsável quando instrumento do amor. Portanto, as nossas ligações de natureza sexual devem obedecer ao critério da lei, da palavra empenhada, do compromisso, da monogamia enfim, embora nos amemos infinitamente uns aos outros, mas no terreno do sexo o amor precisa represas para que ele não faça uma inundação des­trutiva, criando calamidades sentimentais suscetíveis de arrasar a família, com a nossa organização social. O amor vindo de Deus é livre, mas no sexo, ele, o amor, é responsável" .

A energia sexual, como saída da lei de afinidade, na consumação das espécies, é essencial e adequada vida, produzindo aditivos magnéticos nos seres, em expressão das capacidades criadoras de que se envolve. No entanto a nível dos Seres primitivos, posicionados no inicio dos valores da emoção e do entendimento, no estagio bruto surge como que voluntariamente, essa mesma energia, atua no organismo irrefletido. Claro que isso vai trazer dissabores através da expiação, e ao aprisionamento em experiências infelizes, nas quais, aos poucos a vida se encarrega de lhes mostrar que todo excesso que fira alguém lhe será cobrado, apenas a ele.

A personalidade vai evoluindo, passa a entender  que o sexo solicita o imperativo de discrição e responsabilidade no seu uso, daí a ter que ser disciplinado por valores morais garantindo o emprego digno, seja na procriação ou nas expressões, artística, intelectual , comportamental, permitindo a evolução espiritual do ser humano .
       O sexo, é Mundo de fluidos que devem ser ativos, mas dentro dos valores do amor e da essência da razão e bom senso. Logo a felicidade dependerá sempre da forma que o usares.

 

6. Reencarnação

 

    A reencarnação, é um novo estagio no seguimento do processo de evolução ou de retificação. Sabemos que os organismos mais perfeitos da Terra resultam inicialmente da ameba. No desenvolvimento embrionário, o corpo fisico do Ser humano em nada difere na formação de outra classe animal. A distinção da configuração está no desenvolvimento evolutivo, demonstrado pela densidade perispiritual do Ser. Daí que na volta o espirito tem que recapitular as experiências vividas no percurso do seu aperfeiçoamento,

    A volta dos espiritos ao Plano Terrestre processa-se em moldes uniformizados para todos, no ciclo das revelações simplesmente evolutivas. A alma elevando-se moralmente, espiritualmente e inteletualmente, retem maior responsabilidade e isso faz com que o processo de rencarne seja mais complexo.

  Ora se pela reprodução se faz viavel a reencarnação, é também natural que a influência arbitral da infertilidade, esteja dentro dos parametros provatórios e expiatórios, pela Lei de Afinidade e estagio de desenvolvimento do espirito, na ação sexual e consequente postura nas vivências anteriores. Logo no processo da infertilidade temos também o merecimento e a sua programação atende ao uso do livre-arbitrio..

 

7. Programação reencarnatória

 

Ninguém nasce por acaso, bem como o que nos acontece também não. Não é questão de sorte ou azar, mas de merecimento, de escolhas, de carências a diluir e a remir.

O livre-arbítrio quando nos encontramos desencarnados, consiste na escolha do gênero de existência e da natureza das provas, mas também a estancia consciência evolutiva moral e inteletual que detemos, elos estes, básicos da chamada programação reencarnatória que a Doutrina Espírita demonstra nas questões 258, 262 e 872 d’ O Livro dos Espíritos.

Importante no entanto dizer que existem meras exceções na generalidade da escolha que são mencionadas pelos Espíritos Superiores. Uma, quando o Espírito em sua origem não tem experiência suficiente pelo seu primitivismo. A segunda, quando, por sua inferioridade ou renitência, não está capaz de abranger o que lhe é mais proveitoso. Aqui pode entrar a imposição compulsiva por inerência da insensatez.

     O planeamento da reencarnação na generalidade assegura Manoel P. de Miranda no livro “Temas da Vida e da Morte”(1), “existem estabelecidos automatismos que funcionam sem maiores preocupações por parte dos técnicos em renascimento, e pelos quais a grande maioria dos Espíritos retorna à carne, assinalados pelas próprias injunções evolutivas.

     A conduta do Ser humano interfere na programação de sua vida. (grifos meus)

No mesmo livro citado em (1), o autor nos adverte;

    As causas que influem na existência humana: “as próximas, ocasionadas na encarnação presente em que a pessoa se movimenta, e as remotas, que procedem das ações pretéritas.

 

    Então pelo livre-arbítrio através do axioma causa e efeito, cada um receberá segundo as suas obras seja, o campo é livre, mas a ceifa é obrigatória.

    A relação maior de causa na infertilidade deve-se a compromissos contraproducentes no mau uso do livre-arbítrio, como vícios e excessos com a toxicidade (álcool, estupefacientes, tabagismo), promiscuidade sexual, aborto e postura relacional não condizente com os valores de Cristo, isto a nível da escola familiar.

    A grandeza Divina não equacionou nada ao acaso, em tudo demonstra amor, justiça e caridade e onde se possa insurgir provação e expiação, sempre existe uma forma consequente pelo amor e vontade de reajustar a carência e abrir caminho a novas oportunidades. 

 

       8. Meios de vencer a infertilidade

 

A evolução da cientifica, apesar de nem sempre resolver, está bastante avançada, e os casais privados  de serem Pais, podem por vários meios sê-lo. Sabemos que as alterações genéticas graves num casal, como falta do útero podem ser causas que impeçam essa ambição e não podemos deixar de lembrar que o merecimento tem sempre reflexo em todos os processos e a Lei causa e efeito se faz sempre presente, mas as possibilidades estão sempre em aberto. Temos então os meios de romper esse véu;

 

Ø  Inseminação intra-uterina 

Ø  Tratamento Hormonal 

Ø  Microcirurgia

Ø  Injecção intracitoplasmática 

Ø  Adoção

 

Inseminação intra-uterina - É a técnica menos invasiva e é geralmente confundida com a Fecundação in vitro. Recorre-se a esta técnica quando existe uma obstrução de trompas ou condutos, um problema nos ovários ou ainda se o esperma é de baixa qualidade.

 

Tratamento Hormonal - O homem ou para a mulher, activa a produção e melhora a qualidade dos óvulos ou dos espermatozóides. O seu êxito depende da técnica de reprodução assistida que se utilize a seguir (Inseminação intra-uterina ou FIV- Fecundação in vitro).

 

Microcirurgia - Uma intervenção que consiste em eliminar mediante um cateter a obstrução da trompa (na mulher) ou o conduto do sémen (no homem). Esta intervenção é realizada com anestesia geral.

 

Injecção intracitoplasmática – É a técnica mais actual e utiliza-se quando o sémen não é rico em espermatozóides, ou ainda, quando estes são de baixa qualidade. É uma técnica muito semelhante à da Fecundação in vitro. Enquanto que com a Fecundação in vitro, se juntam os óvulos aos espermatozóides numa proveta, com esta técnica, introduz-se directamente no interior do óvulo um só espermatozóide. Esta técnica é realizada com uma micro agulha e um microscópio de alta precisão.

 

   Adoção - Os casais que, após várias tentativas não conseguem ter filhos, podem optar pela adoção.   Os Pais terão é de ser pacientes pela morosidade da legalização do ato. As crianças devem ser adotadas o mais cedo possível, o ideal seria até aos 2 anos, contudo existem adoções com bastante sucesso após esta idade. O amor ajudará a superar as carências que possam existir na criança ,seja pelo abandono dos Pais, maus tratos e todo genero de frustações que possam ter passado.

  Ora é um ato de enorme responsabilidade e autruismo que se faz louvavel.

 

9. Conclusão

 

   Quando falamos em infertilidade verificamos que não podemos separar as emoções, sentimentos e frustação de quem não consegue conceber.

   É uma luta de coração e psiquismo, que transporta os alvejados para um teste pela necessidade de valorizar a vida e de tudo que ela envolve.

  O amor necessário para albergar a grandeza da maternidade é muito importante e o culminar da beleza da gestação dando prioridade à reencarnação de um espirito..      Se não existisse esta possibilidade a evolução se deteria sem finalidade, sem sentido ou direção.

   Deus nada criou ao acaso, mesmo perante as fraquezas das almas, não lhes destitui a oportunidade de poderem dar cumprimento à sua vontade, apesar de carregados de angústia e a falta de maternidade direta, existem sempre outras formas pelo merecimento de conquistar a mesma. Claro que o vazio reprodutor, deixa marcas, mas essas são as opçoes para crescimento, pela renúncia e amor.

    A reencarnação vai dar fundamento a todo o nosso desenvolvimento moral e intelectual. Sem ela, a existência física perderia a perspectiva de uma vida futura, o que nos levaria ao materialismo severamente cego, com ela, todo a dor  descobre a sua elucidação lógica, reacendendo, assim, a esperança no porvir.

  A vida em Familia e o relacionamento entre espiritos e afins , é por demais importante no cambio de valores de crescimento. É na Familia que o reajuste do reencontro se consuma e reativa a busca educativa da personalidade.

    A impossibilidade de gerar um filho agita profundamente homens e mulheres, ainda que não na mesma proporção. Uma das prioridades é retirar o sentido culpório da mulher. assim como a responsabilidade, até porque ela pode partior de qulaquer lado..
    Sabemos que existem as opções cientificas para poder reproduzir, mas até esta situação é uma amargo para os Seres., porque além de ser um processo moroso a taxa de possibilidade é mediana e 25% dos casais, vive com ansiedade, os enumeros minutos de espera são de receio de falhar, de angústia, na esperança de vingar a concepção.

   Aos Pais pede-se amor, compreensão e fé, pois se houver  merecimento a vida vencerá.

   “ A vida restabelece a ligação de elos vinculativos de amor ou dor, mas tem na razão e bom senso uma unica verdade, sem amor ninguém será feliz”. Cravo

   Amai-vos, perdoai, sensibilizai-vos que esta passagem é um momento, onde o próximo se regista na nossa vida para comungar de valores de crescimento pela renuncia e tolerância.

   Conhece-te a ti mesmo, restabelece a vontade de mudança, deixa que os fluidos do amor prosperem e terás sempre o amparo , porque o “Pai não fecha uma porta com que não abra uma janela”.

  A vida terá sempre a sua oportunidade, no reparo do ontem, na vivência do hoje , para no amanhã estar à altura.

 

   10. Bibliografia

 

 http://omeubebe.web.simplesnet.pt/index.htm

http://www.apfertilidade.org

http://www.centrodefertilidade.com.br/

http://www.slideshare.net/drsujnanendra/why-sex-education-presentation

http://www.sitemedico.com.br

http://www.portaldafamilia.org/index.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/Infertilidade

http://www.fertilityportugal.com

http://www.ceti.pt/

http://www.nervespiritismo.com/

www.espirito.org.br

http://www.panoramaespirita.com.br  

http://www.forumespirita.net

http://www.movimentoespirita.org/meo/blog/

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=06661

http://pt.wikipedia.org/wiki/Categoria:Sexualidade

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/informacoes+uteis/gravidez+e+sexualidade/default.htm

http://www.juventude.gov.pt/SAUDESEXUALIDADEJUVENIL/Paginas/default.aspx

http://www.portaldareencarnacao.com/

http://www.ceismael.com.br/artigo/reencarnacao.htm

Acervos de Livros revisados

Louis Neilmoris.

Livro “Sexualidade Sob um Olhar Espirita",

Francisco Candido Xavier 

Livro “Sexo e Vida”  ditado pelo espírito Emmanuel, Cap. IX e X. (como ocorrem as reencarnações coletivas, como as famílias são agregadas e preparadas para suas reencarnações).

“Missionários da Luz”. Rio de Janeiro : FEB. (todo o processo reencarnatório é apresentado aqui em detalhes surpreendentes. Valioso trabalho).

“Evolução em dois mundos”. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XIX. (e vários outros).

 

Américo Nunes Filho

Livro “Sexualidade à Luz da Doutrina Espírita

Allan Kardec

Livro Dos Espíritos

Livro da Gênese

Manoel P. de Miranda

Livro “Temas da Vida e da Morte”

Deolindo Amorim

 “O Espiritismo e os problemas humanos”. São Paulo : USE, cap. V – Reencarnação e desigualdades.

 Jorge Andrea  

“Forças sexuais da alma”.  Ed. Fon-Fon. Cap. II (vórtices espirituais).;

“Paligênese: a grande Lei.   Cap. Caminho da Libertação.;

“Psicologia espírita”.  5.ed. Petrópolis : LORENZ, 1991. vol 1. cap. transplantes.

Leon Denis.  

“Depois da Morte”. Rio de Janeiro : FEB. Cap. XLI.

“O problema do ser, do destino e da dor”. Rio de Janeiro : FEB. 1993. Caps. XIII a XIX.

Alfredo Miguel.  

“A tese das vidas múltiplas”. São Paulo : LAKE. (todo um estudo sobre esta tese)..

Adenáuer Marcos Novaes

 “Reencarnação: processo educativo”. Salvador : Fundação Lar Harmonia, 1955. (esta obra apresenta um verdadeiro resumo das mais importantes pesquisas e pesquisadores deste tema).

Martins Peralva.

 “O pensamento de Emmanuel”. . Rio de Janeiro : FEB. Caps. Paligenesia; Fases da Reencarnação.

Agelisau N. P. Ramos 

“A reencarnação na Bíblia”.  Recife : Companhia Editora de Pernambuco, 1985.

  Carlos Alberto Tinoco

“ O modelo organizador biológico.  Curitiba : Veja, 1982. (esta obra apresenta um estudo profundo sobre a formação genética do ser humano, com variadas imagens comparativas e cálculos matemáticos)

  Divaldo Franco

     “Antologia Espiritual” – Diversos espíritos – Salvador : Leal, 1994. cap.  III – Reencarnação e progresso / Morte e ressurreição.

“Dias Gloriosos” – Joanna de Angelis – Salvador : Leal, 2000. (Clonagem, transplantes, Criogenia, renascimento).

“Enfoques Espíritas” – Vianna de Carvalho – Salvador : Leal, 1995. (Reencarnação: ato de justiça)

“Leis Morais da Vida” – Joanna de Angelis – Salvador : Leal, 1992. cap. IV. – afinidade e sintonia.

Momentos de Consciência – Joanna de Angelis. Salvador : Leal. Cap. X.

“O homem integral”. – Joanna de Angelis. Salvador : Leal.  cap. VIII.

“Reflexões Espíritas” – Vianna de Carvalho – Salvador : Leal, cap.  XII.

 SOS Família – Joanna de Ângelis – Salvador : Leal, 1994. diversas mensagens.

 Stanislav.  Grof,

“A mente holotrópica. Novos conceitos sobre Psicologia e pesquisa da consciência”.  Rio de Janeiro : Rocco, 1994.  cap 5 – Experiência de morte e renascimento.

 Helen. Wambach,

 “Recordando vidas passadas”.  São Paulo : Pensamento, 1978.

Brian Weiss. 

 “A divina sabedoria dos mestres”.  Rio de Janeiro : Sextante, 1999. cap. 2.

 

Victor Manuel P. Passos

 





 

MEIO AMBIENTE ELO DE ALERTA ESPIRITUAL

Victor Manuel Pereira de Passos

 

“A Natureza nunca se ausenta, nós é que nos afastamos dela” Cravo
SUMARIO: Introdução. 1. Conceitos. 2. Protocolos. 3. Citações. 4. Histórico. 5. Desenvolvimento. 7. Conclusão. 8. Bibliografia Consultada.
 
1. INTRODUÇÃO
 
O que é o meio ambiente? O que é a Ecologia? O que são Ecossistemas? Nichos ecológicos? Redundâncias funcionais? O que é Ecótono, Biótopo, Bioma e Biosfera? O Que é Sustentabilidade ambiental? Protocolos, Causas e Consequências, Educação ecológica, Qual o Efeito dos atos hominais? Visão da problemática ambiental, com os subsídios oferecidos pelo Espiritismo, para uma melhor interpretação da temática que permeada nas Leis da destruição, Conservação e Gênese da evolução moral e sustentável.
2. CONCEITOS
 
O meio ambiente, comumente chamado apenas de ambiente, envolve todas as coisas vivas e não - vivas ocorrendo naTerra, ou em alguma região dela, que afetam os ecossistemas e a vida dos humanos.
Segundo a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente celebrada em Estocolmo, em 1972 definiu-se (1) "O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas."
          
Ecologia dedica-se ao estudo científico das inter-relações entre os seres vivos e o ambiente; dessa forma, encarrega-se tanto da análise dos organismos em si (sua fisiologia alimentar, reprodutiva etc.) como dos fatores físicos que influem sobre essas relações (a temperatura, a pressão atmosférica, a umidade e a natureza do solo, as condições do meio aquático etc.).
A ecologia é uma ciência multidisciplinar. Um verdadeiro compêndio sobre o meio ambiente.
Ecologia é muito mais antiga que o meio ambiente, e até por isso a confusão de significados reais. Surgiu em 1867, pelo zoólogo Ernest Haeckel (1834-1919), e foi quem utilizou pela primeira vez o termo "ecologia" para definir as relações entre os seres vivos e os habitats, embora esse conceito já existisse de maneira dispersa anteriormente, naquilo que na época se conhecia como "História Natural". O início da Ecologia como uma nova ciência, porém, se deu a partir de pesquisas interdisciplinares, como a expedição oceanográfica do navio britânico Challenger (1872-1876), que contou com uma notável equipe de cientistas de várias especialidades. ( 2)
     
Ecossistemas é o conjunto formado por todas as comunidades que vivem e interagem em determinada região e pelos fatores abióticos que atuam sobre essas comunidades.
     
Nichos ecológicos é o modo de vida de cada espécie no seu habitat. Concebe o conjunto de atividades que a espécie realiza, incluindo relações alimentares, obtenção de abrigos e locais de reprodução, ou seja, como, onde e à custa de quem a espécie se alimenta, para quem serve de alimento, quando, como e onde busca abrigo, como e onde se reproduz. Numa comparação clássica, o habitat representa o "endereço" da espécie, e o nicho ecológico equivale à "participação, ativa ou passiva, no ambiente".
     
Redundância funcional - Em ecologia, redundância funcional é uma característica das comunidades biológicas que descrevem quanto interagem as espécies no ecossistema.
Numa comunidade biológica, formada pelas espécies que interagem no e com o ambiente em um dado local, o número de espécies é uma forma de descrever sua diversidade e complexidade, muitas vezes denominada de riqueza de espécies ou biodiversidade. Nesta perspectiva, algumas espécies podem desempenhar papeis equivalentes num ecossistema (funcionalmente redundantes) e podem tornar-se localmente extintas sem causar perdas substanciais no funcionamento do ecossistema (3)
     
Ecótono é a região de transição entre duas comunidades ou entre dois ecossistemas. Na área de transição ( ecótono ) vamos encontrar grande número de espécies e, por conseguinte, grande número de nichos ecológicos.
    
Biótopo ou ecótopo (do grego βιος - bios = vida + τόπoς = lugar, ou seja, lugar onde se encontra vida) é uma região que apresenta regularidade nas condições ambientais e nas populações animais e vegetais, das quais é o habitat.
    
Biomas são ecossistemas com características próprias, normalmente ditadas pela localização geográfica (latitude ou altitude), clima e tipo de solo. São divididos em: 
  1. Terrestres ou continentais
  2. Aquáticos
Geralmente se dá um nome local a um bioma em uma área específica.
    
Biosfera é o conjunto de todos os ecossistemas da Terra. É um conceito da Ecologia, relacionado com os conceitos de litosfera, hidrosfera e atmosfera. Incluem-se na biosfera todos os organismos vivos que vivem no planeta, embora o conceito seja geralmente alargado para incluir também os seus habitats.
O termo "Biosfera" foi introduzido, em 1875, pelo geólogo austríaco Eduard Suess. Entre 1920 e 1930 começou-se a aplicar o termo biosfera para designar a parte do planeta ocupada pelos seres vivos.
   
Sustentabilidade ambiental consiste na manutenção das funções e componentes do ecossistema, de modo sustentável, podendo igualmente designar-se como a capacidade que o ambiente natural tem de manter as condições de vida para as pessoas e para outras espécies e a qualidade de vida para as pessoas, tendo em conta a habitabilidade, a beleza do ambiente e a sua função como fonte de energias renováveis.
      
As Nações Unidas, através do sétimo ponto das Metas de desenvolvimento do milênio procura garantir ou melhorar a sustentabilidade ambiental, através de quatro objectivos principais:
  1. Integrar os princípios do desenvolvimento sustentável nas políticas e programas nacionais e reverter a perda de recursos ambientais.
  2. Reduzir de forma significativa a perda da biodiversidade.
  3. Reduzir para metade a proporção de população sem acesso a água potável saneamento básico.
  4. Alcançar, até 2020 uma melhoria significativa em pelo menos cem milhões de pessoas a viver abaixo do limiar da pobreza. (4,5,6,7)
2.  PROTOCOLOS
      
O Protocolo de Quioto é consequência de uma série de eventos iniciada com a Toronto Conference on the Changing Atmosphere, no Canadá (outubro de 1988), seguida pelo IPCC's First Assessment Report em SundsvallSuécia (agosto de 1990) e que culminou com a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança Climática (CQNUMC) naECO-92 no Rio de JaneiroBrasil (junho de 1992).
 
3. CITAÇÕES
      
Vida sustentável - É Ter consciência da precariedade dos bens, poupando, conservando, enfim assumindo a abordagem de sobreviventes. Deveríamos viver como sobreviventes, poupar, não desperdiçar, limpar terreno e ar, de modo que se possa viver.”  (José Saramago)
* * *
“Espaço e Luz e Ordem. Essas são as coisas que o ser humano precisa tanto quanto pão ou um lugar para dormir”. (Le Corbusier)
* * *
   
“Forma segue função – isso tem sido mal interpretado. Forma e função deveriam ser um só, junto numa união espiritual”. (Frank Lloyd Wright)
* * *
Como o completo é sempre imperfeito, a perfeição sempre é incompleta. (Carl Gustav Jung)
* * *
O céu, a terra e a humanidade são as três forças no mundo, e o homem têm o papel de trazer harmonia para as duas outras – o céu como a força criativa dos acontecimentos no tempo, e a terra como a força receptiva da expansão no espaço. O céu mostra as imagens, e o homem com vocação as realiza. O livro das transformações (I Ching), onde encontramos esta frase, é baseado na intuição que a última verdade não consta nas situações passivas, mas na lei espiritual, que dá um significado e um impulso de efeito contínuo a todos acontecimentos. (Richard Wilhelm) 
 
4.  HISTORICO
 
Desde a criação, a Terra sempre esteve em constantes mudanças de temperatura, em ciclos de milhares de anos de aquecimento e glaciação causados por fenômenos naturais. A partir da Revolução Industrial, o Planeta passou a enfrentar uma nova realidade: a mudança de temperatura causada pelo homem através da poluição.
     
As mudanças climáticas, estão à vista de todos, só não vê quem não quer! Nem necessitamos ir muito longe, as transformações estacionais de monitorização em Portugal, onde quase nem temos Inverno ou Verão, tudo se confunde, as nebulosidades tem aumentado, as temperaturas estão desreguladas, na envolvência Mundial, furacões. Flores no Pólo Norte, Tsunamis, Terremotos. Degelo no Pólo Sul, as piores inundações em 100 anos na Inglaterra, chuvas sem precedentes no Quênia e África do Sul, neve pela primeira vez nos Emirados Árabes
   
A ONU divulgou um estudo mostrando que os desastres naturais aumentaram em 60% em relação à década passada. A partir do Tsunami, o número de Furacões na América do Norte, adicionam-se extraordinariamente, os Tufões no Japão e os Tornados nos Estados Unidos. Nem mesmo a investigação sobre os 400 mil anos da Era do Gelo revela algo paralelo.” Estamos, no meio de algo que nos leva a ter que refletir!
     
Basta ver que nos últimos trinta anos o gelo marinho no Ártico, diminuiu 40% e os mares podem crescer nos próximos 6 anos, cerca de seis metros. O aumento do nível do mar, é uma ameaça em escala global que pode causar escassez de alimentos e graves problemas sociais.
O efeito estufa por conta da poluição é um facto. Apesar do Protocolo de Quioto que para é manifestamente uma dissimulação, pois ainda existem Países, que nada estão a fazer por atenuar os malefícios da contaminação do ar. Por questões econômicas, inventam questiúnculas de que nada tem que ver com a realidade. No entanto o problema também passa pela falta de unanimidade nas conclusões científicas, pois existem vertentes que defendem que se trata apenas da mudança para uma nova Era Glaciar, pois não seria também nada de anormal, pois em milhões de anos elas têm acontecido. Existe porém uma realidade bem concreta, o aquecimento global da Terra e as transformações climáticas também, que o futuro, nos mostra em sinais ecológicos, temporais e geológicos?!
É importante esclarecer que a própria Gênese Espírita de Allan Kardec nos fala em Revoluções Gerais ou Parciais
       
Item1. Os períodos geológicos marcam as fases do aspecto geral do globo, por efeito de suas transformações; porém, exceção feita do período diluviano, que traz os sinais de uma súbita transformação, todos os outros se cumpriram lentamente e sem transição brusca. Durante todo o tempo que os elementos constitutivos do globo levaram para tomar seu lugar, as mudanças deviam ter sido gerais; uma vez consolidada a base, não havia a produzir senão modificações parciais na superfície.
      
Estas modificações estão a ter reflexo agora também, no sentido contrario e com outras causas, mas de forma idêntica, provocando a mudança das Regiões, bem como perante determinados fatores que provocam a desestruturação que tivera ligar noutro sentido nas revoluções gerais pretéritas. ”Grifos meus”.
Item2. Além das revoluções gerais, a Terra passou por um grande número de perturbações locais que mudaram o aspecto de certas regiões. Onde duas causas contribuíram para tanto: o fogo e a água.
  
O fogo, seja por erupções vulcânicas que sepultaram sob espessas camadas de cinzas e de lavas os terrenos circunvizinhos, fazendo desaparecer as cidades e seus habitantes; seja por tremores de terra, seja por levantamentos da crosta sólida, represando as águas nas regiões mais baixas; seja pela inclinação dessa mesma crosta, em certos lugares, por sobre uma extensão mais ou menos grande, onde as águas se precipitaram deixando outros terrenos a descoberto. Foi assim que surgiram as ilhas no seio do Oceano, enquanto que outras desapareceram; que porções de continentes se separaram da terra firme e formaram ilhas, que braços de mar postos a seco reuniram ilhas aos continentes.
  
A água, seja por invasão ou retorno do mar em certas costas, seja por represamentos que, ao deter os cursos de água, formaram os lagos; seja por cheias e inundações; seja enfim por aterros formados na embocadura dos rios. Esses aterros, fazendo o mar recuar, criaram numerosas regiões: tal é a origem do delta do Nilo ou Baixo-Egito, do delta do Ródano ou Camarga.
    
Realmente é verdade que as eclosões vulcânicas moldaram o aspeto do meio fisico, mas as a águas assim lhe tomaram os recortes das vertentes arenosas, pela erosão dos solos, e as variações constantesfatores dependentes da eustasia, bem como variações do degelo ou sua fusão, mas que são visíveis nessas mesmas eras glaciares, neste período devido às contrações térmicas, alterando também o clima. Estes espaços cíclicos de transformação demonstram a força da Natureza, mas também que o homem nas atitudes são forças que se lhes tem de creditar a transformação. ”grifos meus”.
   
Item 8, na mesma Gênese Espírita A. Kardec. Revoluções Periódicas, “Em consequência da precessão dos equinócios, sucede que os meses não correspondem mais às mesmas constelações. De tal movimento cônico do eixo, resulta que os pólos da Terra não olham constantemente os mesmos pontos do céu a cada renovação do período de 25.868 anos. (1)
(1) O deslocamento gradual das linhas isotérmicas, fenômeno reconhecido pela ciência de maneira tão positiva quanto o deslocamento do mar, é um fato material que confirma essa teoria.
    
 Item 9. As consequências desse movimento não puderam ainda ser determinadas com precisão, pois que não tem sido possível observar senão uma parte muito pequena de sua revolução; com relação a tal assunto, pois, não há senão presunções, das quais algumas têm certa probabilidade.
     
Essas consequências são:
     
1º _ O aquecimento e o resfriamento alternativo dos pólos e, por conseguinte, a fusão dos gelos polares durante a metade do período de 25.868 anos, e sua nova formação durante a outra metade desse período. Daí resultará que os pólos não serão votados a uma esterilidade perpétua, mas gozarão por sua vez os  benefícios da fertilidade.
     
2º _ O deslocamento gradual do mar, que pouco a pouco invade as terras, enquanto que descobre outras, para as abandonar de novo e reentrar em seu antigo leito. Este movimento periódico, renovado indefinidamente, constituiria verdadeira maré universal de 25.868 anos.
    
A lentidão com a qual se opera este movimento do mar torna-o quase imperceptível a cada geração; porém é sensível ao fim de alguns séculos. Não pode causar nenhum cataclismo súbito, pois que os homens se retiram, de geração em geração, à medida que o mar avança, e eles avançam sobre as terras de onde o mar se retira. É a esta causa, mais que provável, que alguns sábios atribuíam a retirada do mar, em certas  costas, e sua invasão em outras.
    
Nós, porém sabemos que o degelo, o efeito estufa,o branqueamento de corais,as migrações forçadas, o desregramento no contexto do desmatamento das florestas, a destruição de espécies essenciais ao equilíbrio do meio, a poluição louca provocada pelos excessos de níveis de carbono,o mercúrio a subir nos oceanos,estão a contribuir para que a doença se instale no Planeta. ”grifos meus”
    
No item 14Dos Cataclismos Futuros na A Gênese de A. Kardec; Fisicamente, a Terra já teve as convulsões de sua infância; ela entrou agora num período de estabilidade relativa: no período do progresso pacífico, que se realiza pela reprodução regular dos mesmos fenômenos físicos, e pelo concurso inteligente do homem. Porém ela ainda está em pleno trabalho de gestação do progresso moral. Aí residirá a causa de suas maiores comoções. Até que a humanidade haja crescido suficientemente em perfeição pela inteligência, e pela prática das leis divinas, as maiores perturbações serão causadas pelo homem, e não pela natureza, isto é, serão mais morais e sociais que físicas.
“As coisas aconteciam numa escala de tempo geológica agora sucedem no tempo de uma vida humana” (National Geographic)
 
CONCLUSÃO 
  
“A natureza nunca nos engana; somos sempre nós que nos enganamos.” (J. Jacques Rousseau)
Encontramos no livro Consolador, as questões de número 27 e 121, em que se lê:
      
“Como devemos compreender a Natureza?” e a resposta de Emmanuel foi a seguinte: “A Natureza é sempre o livro divino, onde a mão de Deus escreveu a história de sua sabedoria, livro da vida que constitui a escola de progresso espiritual do homem evoluindo constantemente com o esforço e a dedicação de seus discípulos”.
      
Na pergunta 121,questiona-se: “O meio Ambiente influi no Espírito?” Emmanuel responde: “O meio ambiente em que a alma renasceu, muitas vezes constitui a prova expiatória; com poderosas influências sobre a personalidade, faz-se indispensável que o coração esclarecido coopere na sua transformação para o bem, melhorando e elevando as condições materiais e morais de todos os que vivem na sua zona de influência”.
      
A Natureza Criação de Deus, não lhe é permitido dar pulos. Todo o Universo existencial, segue o seu movimento evolutivo e, esse ambiente planetário terrestre, foi destinado ao Homem para que nele crescesse , logo sendo também o seu caminho lento e progressivo na busca do equilíbrio pela razão de tudo que o envolve, tem enormes responsabilidades para mudar o rumo das coisas de forma a valorizar os processos que lhe são oferecidos para a sua expressão prossiga, dentro do parâmetros dos Ensinamentos do Mestre, colocando-os na pratica e defesa dos seus direitos, mas também cumprir  os seus deveres e entre eles está a pedra angular de todo o processo evolutivo , o amor em toda a sua sublimidade.
     
Não será fácil o homem fazer cumprir seus compromissos, pela disparidade de individualidades e diferença moral entre eles, mas a Espiritualidade generosa não vive na inércia e coordena de forma proporcional todo este desenvolvimento e a seu tempo se fará  jus pela verdade e bom senso e os homens que já começam a levantar as bandeiras da defesa ecológica, bem como os governantes físicos que começam a tomar medidas , mesmo que a conta gotas são reflexo de que a única diferença que existe entre eles é a cegueira pelo poder e o abismo da riqueza, porém a mesma se pode apagar por um simples sopro da Natureza.
    
Basta olharmos em redor e verificar o aumentos de intempéries, não só pelas forças da Natureza do vento, das águas ou das pressões atmosféricas , mas também pelo flagelo das doenças do físico , que levam o homem, a refletir-se como um espírito em necessidade de evolução espiritual , moral e intelectual e não como elo materialista , apenas pensando só nele!
    
Nós Espíritas temos obrigação de tomar também a bandeira em defesa daquilo que nos foi emprestado para o estagio evolutivo e o crescimento, a educação e evangelização são mais do que remédio urgente para mudar as mentes e aliviar o curso da gerações provenientes  da nossa escol familiar, dando-lhe o alimento da lucidez espiritual e moral, e a revitalização do amor pelo amor, em todas as vertentes da vida.
“Nós precisamos ser a mudança que nós queremos ver no mundo”. (Mahatma Gandhi)
  
“Por natureza, os homens são próximos; a educação é que os afasta.” (Confúcio)
Em todas as pesquisas, tomai exemplo sobre as leis naturais, elas são todas solidárias  entre si; e é esta solidariedade de ações que produz a imponente harmonia de seus efeitos.  Homens, sede solidários, e avançareis harmonicamente para o conhecimento da felicidade e da verdade. Revista Espírita, Paris, 18 de setembro de 1868.
    BIBLIOGRAFIA CONSULTADA 
(3) LAWTON J.H, BROWN V.K (1993) Redundancy in ecosystems. In: SCHELZE E.D, MOONEY H.A (eds) Biodiversity and ecosystem function. Springer, BerlinHeidelerg New York, pp 255-270.
(8) National Geographic
(9) Livro “O Consolador”, pelo Espírito Emmanuel, psicografado por Francisco Cândido Xavier, nas questões de nº 27, 28 e 121
Revista Espírita, Paris, 18 de setembro de 1868
 

 





 

ADOLESCÊNCIA E A FAMÍLIA
Victor Manuel Pereira de Passos 

 

A FAMÍLIA é raiz, que cresce e se ergue em caules de objetividade profunda, ramificando-se entre  processos retificadores, a fim de levar ao florescimento eterno, reproduzindo um Universo de Fraternidade plena e do Amor Universal!

Ama–te! Amando a tua Família!... cravo


Todos sabemos que a Família é Universidade da Vida emocional e educacional, transportando-nos por trajetos que nos permitem o reencontro com Espíritos afins, no sentido provacional ou expiatório, legando a todos nós a oportunidade de retificação e responsabilidade, acrescida de podermos saldar dívidas trazidas de outras vivências remotas para com esses irmãos!

 

Sendo, portanto, excelente dádiva do Pai, que, através dos Ensinamentos Evangélicos do Mestre, nós vamos exercitar a resignação, a paciência e enfim cultivar o Amor num elo caritativo sublime!...

 

Onde vamos então tomar nossas lições?

 

O estudo faz-se no interior do cônjuge, alimentando o respeito e a lealdade mútua, e na forma de educação proporcionada aos nossos filhos consangüíneos, tanto de dentro para fora como vice-versa! (e ao nosso próximo)

 

Dentro deste estudo, vamos abraçar os jovens adolescentes no seio da Família e da Sociedade: necessidades, preocupações, e procurar encontrar algumas respostas para esses problemas!

 

Os jovens nesta fase de transmutação fisiológica e emocional despertam dentro deles preocupações e receios que, se não houver um acompanhamento familiar e tiver complemento informativo e ativo a nível do Ensino Escolar, provocará distúrbios de ordem psicológica e comportamental no foro da personalidade do indivíduo, tornando-se fortemente marcante no futuro!

 

A educação no seio familiar tem grande expressão, no sentido de criar as infra-estruturas necessárias ao jovem, demonstrando–lhe pelo diálogo e pelas nossas atitudes comportamentais (Amor e Respeito pelos seus problemas) que devem ter confiança em si próprios e respeito por eles e pelos outros!

 

É de extrema importância ao jovem fazer-se respeitar e cultivar sentimentos e pensamentos moralizantes de forma a enriquecer a sua personalidade e marcar a sua posição na sociedade, mostrando que eles são parte integrante da evolução moral, espiritual e intelectual dentro da mesma.

 

Após um questionário por vários jovens, reconheço que nós Pais temos de melhorar nossas relações (Pais para Filhos e vice-versa), eles mesmos o reconhecem e são peremptórios ao afirmar que a base de seus alicerces passa por uma família equilibrada, onde as emoções, sendo de alegria ou problemáticas, pertençam a todos.

 

Os jovens devem ser incutidos que todas as transformações fisiológicas e emocionais são parte integrante do sentido de formação da sua personalidade, dando-lhe reforço, munindo-os do sentido de responsabilidade e do espaço que é ocupado por ele no meio sócio-econômico em que vai transitar, o qual não está isento de falhas, a fim de se poder achar útil a si mesmo e aos outros!

 

A educação dos jovens de hoje tem de ser totalmente diferente da de ontem! As imposições opressoras, os gritos e ameaças podem congelar por definitivo o sentido importante da vida no jovem, levando a que suas emoções fiquem cada vez mais amordaçadas pelo tédio e frustração! É importante inverter esta situação para que depois os Pais não tenham com o que se lamentar de o ter perdido e de se culparem por acorrentar a sua personalidade!

 

Não podemos deixar de demonstrar que os valores morais e espirituais dum ser fazem parte integrante dele, que precisa de cultivá-los e não deixá-los morrer à conta de uma modernidade consumista e cada vez mais cimentada com o veneno do egoísmo e do orgulho, afastando os jovens da vida real, em troca de lucros materiais fáceis.

 

É importante sermos mais coerentes e realistas, a terapia do medo está caduca, somente o amor derruba as paredes da falta de confiança e do vazio criado entre Pais e Filhos! “Eles falam, mas nós estamos distantes! Não ouvimos seu grito de apelo!...”

 

A principal situação está segundo a perspectiva dos jovens no relacionamento familiar e vem comprovar aquilo que aqui foi dito: o afastamento dos Pais e Filhos existe!

 

Na continuação deste tema, não poderia deixar de falar nos jovens com Pais divorciados ou separados!

 

É das situações mais angustiantes, causa de tremendas psicoses que se vão refletir com extrema importância na personalidade do adolescente e na sua postura futura perante o meio social e educacional.

 

É nesta altura que o jovem precisa de grande apoio e faltando-lhe o mesmo vai provocar as rupturas, que os envia para um vazio de idéias e de espaço, levando-os a obsessões de vária ordem, dilacerando-se a si mesmos! À droga e a todo tipo de fugas, acabando muitas das vezes no suicídio!...

 

Quanto ao futuro destes jovens é uma incerteza! Sentem-se ludibriados e injustiçados. A falta de fé torna-os então deslocados da sociedade, sem vontade e sem saber na realidade o caminho a seguir, criando dentro deles sentimentos negativos de tal ordem que todos nós temos culpa no seu desamparo! É necessário fazermos algo por estes colegas, a amizade achada sincera é a muleta e os professores serão o suporte que terá de ajudar estes jovens. Respondendo  às necessidades dos adolescentes, a Escola tem papel importante no equilíbrio e responsabilidade, acrescida de o orientar para o projetar na vida profissional e social! Infelizmente, a realidade escolar é outra, a inadaptação do jovem à escola e aos seus métodos de educação são fonte de profunda frustração e de enorme insucesso. Salientar que num estudo feito por um Médico e Professor da Faculdade de Medicina Psiquiatria de Lisboa demonstrou-se que o grau de inteligência destes jovens é igual, e por vezes superior, aos adolescentes com sucesso escolar. O que prova que o Ensino é que não consegue inserir o jovem e chamá-lo ao seu encontro. Nos dias de hoje, mais que nunca, tem de haver uma relação Pais, Escola, Sociedade e Meio, a fim de proporcionar uma melhor coordenação tanto na sua escolha Profissional como na continuidade das suas atividades, dando uma maior atuação e responsabilidade do jovem na vida social e econômica, seja da sua área ou não. É esta uma forma de lhe transmitir a sua importância no futuro e de ele se sentir responsável pela evolução ativa da Sociedade em que está inserido.

 

Agora gostaria de abordar um outro tema e que tem a ver com o relacionamento entre jovens e atividade religiosa:

 

Os jovens têm uma tendência natural de se agrupar por afinidades, que lhes são peculiares entre eles: pelos gostos, capacidades, pela cativação e pela forma de estar no dia-a-dia (brincalhão, extrovertido, etc...)

 

Os jovens nesta passagem têm uma tendência preponderante de se querer mostrar para chamar a atenção dos outros! A instabilidade provoca neles certas atitudes competitivas, uns porque querem mostrar-se superiores aos outros e desviam-se dos contactos com colegas! Noutras situações, eles  vêem-se em perda e demonstram apetência para algumas atitudes desordeiras, demonstração da insegurança de que são assistidos! O posicionamento em grupos é feito por afinidade e a postura  mediante o grau de instabilidade ou sentido de responsabilidade inerente a cada um.

 

No capítulo religioso existe um total afastamento dos jovens, achando que é algo de fútil e uma perda de tempo! Leva-me a pensar que infelizmente o jovem está longe das realidades espirituais, o que leva a uma fuga para tudo que seja material! Enfim, vivem esta vivência para as coisas mortas!

 

As Igrejas têm contribuído enormemente para esta separação: os dogmas, a ritualização, os discursos religiosos, virados mais para o pecado e crítica das outras influências religiosas, tornam a Igreja algo de “fútil”. (grifo)

 

Na minha opinião, o descrédito está na falta de atuação em programas que incentivem a juventude ao estudo da religiosidade, da falta de renovação das Doutrinas e de atos que demonstrem o trabalho generoso, no sentido da transformação moral. Não quero dizer com isto que os jovens não sejam religiosos, mas a maioria assim o faz sentir!

 

A fé está adormecida, mas não morta! É de extrema importância dar respostas aos jovens da necessidade do conhecimento da vida real, da continuidade da mesma e da força generosa que ela envolve em todos os seres, moral e espiritualmente! É preciso sentir a força e a esperança que Deus nos dá com sua Doutrina do Amor Universal, exemplificada pelo Mestre Jesus! Sem atropelos e com objetividade devemos essa explicação e orientação a todos esses jovens! É essencial educar desde a infância, pois nesta fase são mais impressionáveis às informações que lhe são dadas.

 

“Aproxima-te de Deus, aproximando–te a ti mesmo”.

 

Os adolescentes e toda a juventude no geral necessitam de sentir sua presença, de se achar amado, compreendido e confinado à responsabilidade de um futuro melhor!

 

Entendo que para sentir amor temos que o retribuir em primeira instância, porque senão encontramos apenas o vácuo de sentimentos e, ainda pior, o sentido de liberdade promíscua de que o amor é prazer! É completamente errado misturar as duas coisas! Amor é um complexo sublime de intercâmbio sentimental e emocional proporcionado pelo elo de fraternidade sincera, lealdade, respeito e sentido de responsabilidade. O amor requer um triângulo harmonioso: verdade, diálogo e doação mútua, não deixando de começar pelo conhecimento recíproco de forma a colmatar as fraquezas com a tolerância de um para o outro. Amar é dar e aceitar o que a Natureza nos oferece sem nunca prejudicar!

 

A juventude parece confundir o sentido de liberdade com libertinagem! A liberdade é civismo, logo requer a demonstração de respeito. A liberdade confere-se na autonomia de cada ser ter a obrigação de se auto-analisar moral, espiritual e intelectualmente sem prejudicar terceiros! Se acatares as Leis Civis e as Leis Naturais estarás a efetuar o uso da liberdade condignamente.

 

Uma jovem, no questionário que lhe dei a responder, disse isto:

 

“O amor é a melhor coisa que pode surgir na vida de um jovem. Este sentimento pode mesmo alterar e acabar com a rebeldia de um jovem e fazê-lo mais responsável!” (grifo)

 

Outra me respondeu desta forma:

 

“O amor é a mais sublime forma de felicidade.” (grifo)

 

Quem me diz que no nosso íntimo e destes jovens do Universo não existe amor? Ninguém!...

 

Tudo aquilo que nos rodeia na Terra e no espaço cósmico está confinado ao amor em toda a sua plenitude!

 

Estou a falar de juventude e algumas de suas necessidades, após ter feito um inquérito sobre as mesmas, mas não posso deixar de acrescentar que nem todos os problemas estão citados, porque as personalidades não são iguais e as condições sociais não serão as mesmas.

 

Concluindo a problemática da juventude, ela demonstra na realidade que o ponto vital das desordens se encontra na família, na escola e na sociedade.

 

A família engloba a maior cota de responsabilidades! Todos sabemos que o lar é teto sagrado e a família alicerce da vida.

 

Lembro, relacionando os índices de abortos e divórcios dos anos 50 aos anos 80: estes triplicaram! Mais de 50% dos jovens casais vivem maritalmente sem vínculo matrimonial, assim como a maioria dos jovens, principalmente na França e na Suécia, exigem como condição indispensável as relações sexuais antes da união, juntando a isto tudo a queda do índice de fecundidade. Isto nos Países mais industrializados.*

 

Acrescentando ainda a vaga de abandonos do lar, que começa a crescer de dia para dia .

 

Pais, Professores e jovens temos de entreajudar-nos e lutar para que a Humanidade reforce seu elo de Fraternidade Universal!

 

Os irmãos dizem, quando questionados sobre as uniões fortuitas: “O casamento é um dos primeiros atos de progresso nas sociedades humanas porque estabelece a solidariedade fraterna e se encontra em todos os povos, embora nas mais diversas condições. A abolição do mesmo seria o retorno à infância da Humanidade e colocaria o homem abaixo de alguns animais, que dão o exemplo das uniões constantes.”

 

* * *

 

Vocês devem estar a pensar no que tem a ver o casamento com os jovens! Pois bem, entendo que onde há filhos existe união matrimonial e ela é ponto de extrema importância para o equilíbrio de qualquer ser. Ao mesmo tempo, quero lembrar que na mudança da adolescência para adulto é que o espírito encontra a sua verdadeira natureza, portanto é necessário os Pais repensarem as atitudes e observar as reações dos filhos, vigiar o carinho e distribuição do amor (sem preferências).

 

O diálogo tem de ser sempre porta aberta, nunca deixando de dar ao jovem, de mostrar seu sentido de responsabilidade, dando-lhe a oportunidade de ser ele também chamado à sua evolução moral, espiritual e intelectual.

 

Concluindo:

 

Todos somos parte integrante do Universo Espiritual, nada está livre das responsabilidades e todos em conjunto temos que aprender a cultivar o amor de forma a podermos criar felicidade em nosso redor.

 

Solução: “Amor e mais Amor, até chegar ao Amor!”


* Dados do Dr. Louis Roussel, da Universidade de Paris (a partir de dados de Sociólogos);

** O Livro do Espíritos, de Allan Kardec.

 

Grifos: De jovens que responderam ao questionário de estudo “A Adolescência

 

* * *

 

 





 

RESPONSABILIDADE ESPIRITUAL E SOCIAL NAS EMPRESAS

Victor Manuel Pereira de Passos

 

 AJUDA-TE A TI MESMO, QUE O CÉU TE AJUDARÁ

 

1. Pedi e se vos dará; buscai e achareis; batei à porta e se vos abrirá; porquanto, quem pede recebe e quem procura acha e, àquele que bata à porta, abrir-se-á. Qual o homem, dentre vós, que dá uma pedra ao filho que lhe pede pão? - Ou, se pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente? - Ora, se, sendo maus como sois, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, não é lógico que, com mais forte razão, vosso Pai que está nos céus dê os bens verdadeiros aos que lhos pedirem? (S. MATEUS, cap. VII, vv. 7 a 11.)

 

2. Do ponto de vista terreno, a máxima: Buscai e achareis é análoga a esta outra: Ajuda-te a ti mesmo, que o céu te ajudará. É o princípio da lei do trabalho e, por conseguinte, da lei do progresso, porquanto o progresso é filho do trabalho, visto que este põe em acção as forças da inteligência.

 

Na infância da Humanidade, o homem só aplica a inteligência à procura do alimento, dos meios de se preservar das intempéries e de se defender dos seus inimigos. Deus, porém, lhe deu, a mais do que outorgou ao animal, o desejo incessante do melhor, e é esse desejo que o impele à pesquisa dos meios de melhorar a sua posição, que o leva às descobertas, às invenções, ao aperfeiçoamento da Ciência, porquanto é a Ciência que lhe proporciona o que lhe falta. Pelas suas pesquisas, a inteligência se lhe engrandece, o moral se lhe depura. As necessidades do corpo sucedem as do espírito: depois do alimento material, precisa ele do alimento espiritual. E assim que o homem passa da selvajaria à civilização. [Vede: Evangelho segundo O Espiritismo, cap. IV, nº. 17.] (ESE, cap. XXV, itens 1 e 2).

 

Meus companheiros, quando falamos em conceito de Responsabilidade Espiritual e Social nas Empresas, temos que abraçar “BUSCAI E ACHAREIS”, afim de podermos entender que o acaso não existe e toda a circunstância tem em si um aprendizado, por muito que nos custe, em todas as sinuosidades da envolvência dos valores materiais com os do Ser Integral, porque a vida activa está estigmatizada pela diferença de individualidades, de conhecimento ou seja de evolução moral, espiritual e intelectual.

 

Não podemos de maneira alguma separar o trigo do joio, as carências, e os excessos contrastam com a benquerença e maledicência, haverá sempre um caminho de encontros e desencontros, mas sempre no sentido global, de que todos somos espíritos em evolução , com maior ou menor dificuldade, e ninguém saí ilibado da falta no avolumar daquilo que chamamos um universo corrupto de valores.

 

A Globalização o demonstra, os excessos mediatizados por ambição, estão a receber a resposta secular, que por inerência trazem, muita das diferenças existentes nas valências da vida quotidiana, fazendo com que uns cresçam, porém outros matizados pela sofreguidão e falta de ética Mundial passam miséria.  Claro que me dizem logo, mas isso é parte da provação, exacto, mas nós não nos podemos afastar das realidades efémeras, de que somos parte da Humanidade e que contribuímos para que tudo se processe ao jeito do deixa andar… em todas as vertentes e terminologias cientificas, o  interesse maior recai sobre o lucro fácil, nem que com isso se amofine o próximo, se desampare o desesperado, porque na realidade na viragem secular nos vemos a rumar por mudanças cada vez mais drásticas, e elas já não advém somente das intempéries purgatórias, mas também a nível politico-social-economico, todos os dias vemos empresas fechando, o desemprego aumentando, a revolta reflectindo  corações magoados pela necessidade, daí aumentar a violência, o desvio ético-social, a retracção de honra e essa mesma está ao alcance visionária de todos, senão vejam a recessão económica que aí está presente, os abusos e desrespeito daqueles que tomaram o condão da Governação Mundial, por heresia de conceitos, os conflitos político - religiosos, ineficácia e má gestão dos valores naturais, as invasões, a deficiente planificação agrícola e o uso e abuso da “diplomacia dos alimentos”, a proliferação de gastos desmedidos com armamento, quando a prioridade seria restabelecer o equilíbrio macroeconómico, de forma a que se reposiciona-se uma distribuição mais consentânea com o bom senso e igualdade.

 

Ainda existem cerca de 196 Países que permitem abusos dos direitos humanos, ora torna-se necessário que se faça uma reflexão daquilo que moralmente e intelectualmente, vai nas mentes dos espíritos em busca de evolução!

 

Estaremos a regredir moralmente?! Qual afinal o problema que retêm os Povos e os seus governantes, todos temos que equacionar, mas penso não estar longe do afastamento real dos valores espirituais, por troca com a ambição dos materiais… O trabalho segundo o Livro dos Espíritos“constitui uma necessidade e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e gozos” (L.E. 679), toda a ocupação é útil, sem trabalho seria o caos, “ora o mesmo serve para conservação e desenvolvimento da faculdade de pensar” (L.E. 677) sem isso o homem não evoluiria, porque o esforço de redenção moral e intelectual, é atipicamente individual afim de estar em equilíbrio, ou seja o progresso anda de mão dada com o trabalho.

 

O desgaste empresarial, o fatalismo devorador das Famílias está aí presente, basta olhar para as noticias dos Midia diárias, urge fazermos algo e o Espiritismo tem uma mão importante nessa caminhada do desenvolvimento, porque não chega tomar medidas organizativas, boas orientações morais, escrever belas mensagens, fazer palestras enriquecedoras da divulgação espírita, é necessário que a mensagem saía para a acção e claro que nós sejamos o exemplo daquilo que irradiamos na envolvência diária, ora as competências são individuais e no âmbito da responsabilidade empresarial, temos que “dar a César o que é de César”, de que temos de ser avaliados pelo esforço inerente na busca pelas riquezas da alma e não dos bens materiais, no entanto faz-se dever saber, que no compilo das funções realizáveis quer como funcionários ou gestores, cada ser detêm seu livre-arbítrio e muito do sucesso passa pelo respeito e sentido de responsabilidade no uso das capacidades intelectuais que nos são adjuvantes e da forma como respeitamos os valores dos outros, a humildade e justiça são factor essencial, e quando munidos desse sentido de homem integral, poderemos restabelecer o equilíbrio, criar novas oportunidades e vivenciar a essência da solidariedade constante, em todas as vertentes sócio--económicas e mostrando que existe mais ganhos sendo um ser ativo, competitivo e moralizado do que o inverso.

 

O Espiritismo na sua expansão tem que ser mais expressivo e receptivo de todas as vertentes filosóficas, alertar para o orar e vigiar constante e assimilar a necessidade de olhar para o Universo das ingerências negativas como oportunidades de crescimento, se tudo fosse fácil, nada teria grandeza, nem aprendizado, o homem seria sempre um diamante em bruto, por isso a importância de recolher essas experiências, não podemos afastar o próximo da romagem à evolução , porque sem esse sentido como poderemos encaixar a necessidade de mudança  moral, retenham-se as distancias das barreiras etno-religiosas, mas aproximem-se os valores da vida pelo amor entre os homens, porque a filosofia do bem a isso apela em todas as suas alocuções.

 

O trabalho e a oração constituem a mais poderosa protecção contra o mal, uma vez uma vez que possibilitam ao Espírito, corrigir imperfeições e disciplinar a vontade.

 

Quando soubermos fazer a gestão de nós mesmos, a Humanidade também saberá fazer o gerencionamento condigno baseado no sentido do progresso mas contido nos valores de respeito mutuo e do bom senso, equilibrando as individualidades em crescendo, tenho fé ,logo acredito que o Pai tudo nos oferece, basta que façamos de nossa parte…

 

"Trabalhai não pela comida que perece, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará." (João: 6-27)

 

No Livro dos Espíritos, na questão 678, da Lei de Trabalho, é bem explicito o que os Espíritos Superiores nos ensinam;“A natureza do trabalho é relativa à natureza das necessidades; quanto menos necessidades materiais, menos  material é o trabalho. Mas não julgueis, por isso, que o homem permanece inativo e inútil; a ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.”

 

O trabalho é uma dádiva, que além de nos testar as capacidades organizacionais, materiais, vai muito para além do simples ganho monetário, através dele podemos equacionar até onde chegam nossas tentações, a nossa  subsistência pela humildade e respeito pelos outros.

 

Se não nos apegássemos ao trabalho seriamos consumidos pela inércia e estaríamos completamente atrofiados em todos órgãos físicos.

 

Em o Livro dos Espíritos, item 676. Por que o trabalho é imposto ao homem?

— É uma consequência da sua natureza corpórea. É uma expiação e ao mesmo tempo um meio de aperfeiçoar a sua inteligência. Sem o trabalho o homem permaneceria na infância intelectual; eis porque ele deve a sua alimentação, a sua segurança e o seu bem-estar ao seu trabalho e à sua atividade. Ao que é de físico franzino Deus concebeu a inteligência para o compensar; mas há sempre trabalho.

 

Meus irmãos é com este contexto que nós podemos ir ao encontro do sucesso, fazendo bom uso da responsabilidade, dos valores arbitrais da vida, de forma a que possamos sempre pelo equilíbrio das coisas, crescer pela humildade e amor, este o caminho do sucesso.

 

* * *

 

 

 

 





 

APOIO FRATERNO NOS MEIOS VIRTUAIS

Victor Manuel Pereira de Passos

 

O Apoio fraterno na essência da sua finalidade, é incompreendido por muitos dos companheiros de filosofia.

 

Aplicando a máxima da disciplina, eles reclamam da falta de segurança para fazê-lo e que os princípios espíritas em nada se abonam com esse trabalho!

 

Sinceramente, questiono-me, mas Jesus ajudava em qualquer lugar, na rua, em casa, à distancia e não olhando a quem o fazia, mas sempre aproveitando para educar e incentivar à mudança interior do Ser.

 

Claro que nós, não somos ponto sequer  de comparação  moral com o Mestre, mas somos, isso sim seus seguidores, com mais ou menos fragilidades.

 

Ora tomando seus ensinamentos como rumo moral, Ele nos diz “Sem caridade não haverá salvação” e reforçando também nos mostra no maior mandamento “Ama Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”

 

Então devemos negar-nos a dar apoio a quem precisa, vamos fazer como o Sacerdote e o Levita que passaram ao largo do enfermo?!

 

A parábola do Bom Samaritano traz-nos um enorme ensinamento que consiste em fazer comprovar aos nossos olhos que, o indivíduo que se titula religioso e se julga virtuoso aos olhos de Deus, nem sempre é o verdadeiro expoente do que demonstra  possuir. Ensina aos outros como fazer caridade, mas ele suprime a si mesmo na pratica.

 

No nosso dia-a-dia, cruzamos por imensos irmãos que não por acaso, mas porque por empatia sentem que somos fonte segura de amparo, vamos negar essa ajuda?! Vamos escorraçá-los?!

 

Afinal “Ele, porém, querendo justificar-se a si mesmo, disse a Jesus: E quem é o meu próximo? " (Lucas, 10:29)

 

O nosso próximo são aqueles que sempre se apresentam no caminho pelo em reajuste de causa, e claro nos procuram, para serem, amparados, não que tenhamos que ser zelosos pela carência, mas porque a verdade da Lei é indestrutível e nos ensina que “Sem caridade não haverá salvação” Jesus

 

O Apoio Fraterno também pode ser feito pela Internet  mas ter sempre em conta no aspeto essencial de orientar, à luz dos ensinamentos espíritas, os  procuram, os Grupos de Atendimento. Não abrindo porta a tendeiras de mediunismo, mas a um trabalho de consolo e amor, dando de graça o que de graça se recebe.

 

Este trabalho que se apresenta deve ter a formularização de doutrinamento abrindo  a porta da esperança para o necessitado, mas sempre manifestando meios de libertação e de paz, dos quais ele é ponto central para superar, originando, desse modo, o processo de incentivo à reforma interior.

 

Lembrando que a terapia do amor, requer disciplina afincada, porque em todo labor espiritual, devemos tomar em conta  o teor da responsabilidade dos nossos atos e que todos eles devem ser no sentido cristalizado e não da adivinhação.

 

Nós para darmos apoio fraterno, temos que ter em conta que a “catarse” tem de merecer da mesma forma que num Centro Espirita, o sigilo e a gravidade do ato que estamos a cumprir.

 

As questões devem ter da parte de quem as recebe e responde por email, de um trabalho de estudo continuo e de envolvimento com os valores cristicos e nunca de exposição do fragilizado.

 

O preparo deve começar apelando à lucidez e bom senso dentro dos parametros da razão, através da prece, porque nenhum esforço se faz, que sendo encaminhado com sentimento do bem ,não obtenha assistencia do alto e para tal devemos estar em clima de paz e tranquilidade, sem com isso, mediunizar o processo.

 

Esta condução é apenas para ter um boa percepção da catarse que o debilitado apresenta na exposição escrita ou oral do seu problema. 

 

Fundamentar sempre o apoio com base no Evangelho, dando implemento às palavras do Cristo: "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" e ao "Vinde a mim, vós que estais aflitos e sobrecarregados e eu vos aliviarei."

 

No entanto não nos façamos substitutos da medicina ou confessores da culpa, o apoio apenas se deve singir ao consolo, reforço da fé, esperança e orientação do assistido e remetendo o mesmo para o Centro Espirita  para acompanhamento espiritual e reequilibrio através da fluidoterapia.

 

Vejam o que Kardec nos diz em seu discurso de Lyon e Bordeus; "Coloco em primeira instância o consolo que é preciso oferecer aos que sofrem, erguer a coragem dos caídos, arrancar um homem de suas paixões, do desespero, do suicídio, detê-lo talvez no limiar do crime! Não vale mais do que os lambris dourados?"  ("Viagem Espírita de 1862" )

 

Joanna de Ângelis (espírito) faz este apelo;

 

“O atendimento fraterno é campo de trabalho solidário entre quem pede e aquele que doa. Graças a ele irmanam-se os indivíduos, compartem suas dores e repartem suas alegrias.É da Lei que, aquele que mais possui deve multiplicar os bens, repartindo-os com aqueloutros que sofrem carência.

 

O atendimento fraterno objetivo acender luz na treva, oferecer roteiro no labirinto, proporcionar esperança no desencanto.Felizes aqueles que se encontram a serviço da fraternidade, atendendo aos seus irmãos em sofrimento e contribuindo com segurança para sua elevação.

 

Jesus foi o exemplo superior do atendente fraterno, por excelência.

 

Não carregou o fardo das pessoas, porém ensinou-as, com seu sacrifício, a conduzirem os próprios grilhões a que se prendem voluntariamente, para que os arrebentem no calvário da imolação.

 

Abre-te, desse modo, ao atendimento fraternal, doando as tuas horas excedentes aos sofredores do caminho e auxiliando-os a entender o significado da vida e das existências corporais.

 

Não te escuses jamais, recordando-te d’Aquele que jamais se negou a ajudar fraternalmente.”

 

O Apoio Fraterno via Internet, seja por voz ou email,deve ser valorizado, tal como qualquer outro trabalho espiritual, porque se os meios nos são proporcionados pela evolução tecnológica, para visualização, audição de palestras, entrevistas, estudos e divulgação da  Doutrina Espírita, deixemos a fragrância  do melindre e da inação para quem não é capaz de levantar a mão para o caído e conciliemos o amor em caridade com  o reforço duma fé racionada e dentro dos valores Cristicos.

 

Aos Irmãos que se entregam a esta tarefa, em humildade e sensibilidade do coração, que sejam sempre espelho realizador do amor e harmonização dos órfãos debilitados pelo carência, sabendo que seremos sempre reflexo dos nossos atos.

 

* * *

 

 





 

LIBERALIZAÇÃO DAS DROGAS

NA VISÃO ESPÍRITA

Victor Manuel Pereira de Passos

 

“Os vícios entram tanto na composição das virtudes como os venenos na dos remédios .” 

 François La Rochefoucauld

 

CONCEITOS 

  • Droga - (do francês drogue, provavelmente do neerlandês droog, "seco, coisa seca"), narcótico,entorpecente ou estupefaciente são terminologias que designam substâncias químicas que causam adulterações dos sentidos.

Droga, no sentido original, envolve enorme abundância de substâncias, que vai do carvão à simples aspirina. Seja qualquer produto alucinógeno (ácido lisérgicomescalina etc.) que leve à dependência química e outra substância ou produto tóxico (fumoálcool etc.) de uso exagerado, são também sinônimo como entorpecentes. 

  • Dependência -  É a tendência de o Ser humano consumir droga de forma contínua ou cíclica (frequentemente) para obter prazer. Existem também indivíduos que usam constantemente determinada  droga para abrandar tensões, ansiedades, medos, sensações físicas, desagradáveis, etc. O dependente distingue-se porque não consegue dominar-se no consumo de drogas, opera impulsivamente e recorrente. Essa vinculação subordinada  apresenta-se de duas formas, física e psicológica.

  • dependência física – Distingue-se pelos sintomas físicos que aparecem quando a pessoa deixa de tomar a droga ou diminui bruscamente o seu uso: é a síndrome de abstinência. Os sinais e os sintomas de abstinência dependem do tipo de substância utilizada e aparecem em algumas horas ou dias após ter sido consumida pela última vez. Nos dependentes do álcool, por exemplo, a abstinência pode provocar tremores, náuseas, vômitos e até um quadro de abstinência mais grave denominada "delirium tremens", com risco de morte, em alguns casos.

  • dependência psicológica corresponde ao desconforto do dependente quando interrompe o uso de uma droga. Os sintomas são, ansiedade, sensação de vazio, dificuldade de concentração, mas que podem variar conforme o individuo. Existe medicação atualmente, que permite nos casos de dependência física poderem ser tratados.

No entanto o que geralmente faz com que uma pessoa volte a usar drogas é a dependência psicológica, de difícil tratamento e não pode ser resolvida de forma relativamente rápida e simples como a dependência física. 

  • Overdose – É o termo cientifico usado para designar o excesso no organismo de grandes doses de substâncias químicas, seja um medicamentodroga ou outra substância qualquer. É no fundo a denominação para o abuso agudo a doses excessivas de uma droga, incidindo ou não com a intoxicação, isto é, havendo ou não sinais e sintomas clínicos que debilitam o organismo, provocando a falência de órgãos vitais comocoração e pulmões.

corpo humano tem limites. Os sintomas da overdose geralmente são: problemas respiratórios e perda de consciência. A overdose é fatal em vários casos e uma das principais causas de morte dos dependentes químicos

  • Metadona - Produzida em laboratório, tem um efeito mais prolongado que a heroína, é um poderoso analgésico e é tomada apenas uma vez ao dia sem que o paciente tenha sintomas de "ressaca", sendo esta a sua grande propriedade. É administrada por via oral e permite um melhor controlo sanitário.

 Não causa danos físicos no cérebro, nos rins e nos ossos. Tem alto poder aditivo, ainda que este seja inferior ao da heroína. Por ser tóxica e poder gerar comportamentos a sua administração tem de ser cuidadosa e vigiada por técnicos. A toma de doses extra de metadona e a mistura com sedativos ou álcool aumentam o risco de overdose.

 

 As vantagens da sua prescrição é de poder ser integrada em programas de tratamento da redução do uso de droga ilícita, a diminuição do consumo de opiáceos ilegais, dos comportamentos criminosos e da mortalidade dos toxicodependentes. Além disso, os doentes organizam mais facilmente outros aspectos das suas vidas.

 

INTRODUÇÃO

 

“Aquele que dependeu apenas de si mesmo e pode, em tudo, ser tudo para si, é o que se encontra em melhor situação.”

Fonte: "Aforismos sobre a Sabedoria da Vida" , Arthur  Schopenhauer

    

A droga é um flagelo complexo e destruidor. Milhares de jovens e adultos, sentem-se atraídos pela ilusão que ela incute no seu psiquismo, impulsionados pela indução a que ela os envolve, porém muitas das vezes nem refletindo da gravosa atitude a que se submetem.

  

Uns pela desventura social, outros pela busca duma felicidade que não passa de uma mera fuga de si mesmos, mutilando suas vidas e daqueles que os amam, os seus Familiares.

 

Mas afinal que fazer perante esta fatalidade que aumenta, vejam-se as estatísticas da no mais recente relatório da Organização das Nações Unidas sobre o consumo de drogas no mundo, publicado no final de Junho, cerca de 200 milhões de pessoas, representando cerca de 5% da população mundial com idades compreendidas entre os 15 e os 64 anos, consumiram drogas ilícitas no último ano.

 

Este número representa um acréscimo de 15 milhões de consumidores relativamente às estimativas do ano anterior, mas ainda assim é muito menor do que a percentagem da população mundial que, de acordo com o mesmo documento, abusa de substâncias psicoativas lícitas, como é o caso do tabaco (30%) e do álcool (50%).

 

Então perante tal cenário questiona-se? Que se tem feito para diminuir, este problema? Quais os métodos de alerta, que prevenção de saúde, o que se pode fazer para ajudar a eliminar este suicídio lento a cada dia que passa. E os que estão enriquecendo com o narcotráfico ?

 

É realmente o tal dilema do poder materialista sobre a razão que conspira contra a justiça e aniquila as vidas daqueles que sugam o sumo proibido pela incúria da falta de educação ética, porque todo vicio tem cunho moral. Existe, no entanto a opção da liberalização das drogas! Será benéfica, vai diminuir a dependência, o narcotráfico vai desaparecer, qual a visão espírita desta situação?!

 

Liberalizar, sim ou não?

“Se nós não sabemos gostar de nós próprios, como vamos ser capazes de amar os outros?”

Victor Passos

 

 Segundo Eugène Delacroix, in 'Diário' os vícios são de corpo e alma

 

 “Se descobrires em ti um ponto fraco, em vez de o dissimulares reduz-te às tuas próprias dimensões e corrige-te. Ah! se a alma tivesse de combater só o corpo?! Porque ela também tem as suas inclinações viciosas e é necessário que uma das suas partes - a mais pequena, mas ao mesmo tempo a mais divina - combata a outra, sem cessar. Todas as paixões do corpo são vis. As da alma, que são vis, tornam-se verdadeiros cancros: a inveja, etc. A cobardia é tão vil que deve ser comum a ambos.”

 

Na realidade estamos sempre mais próximos do erro quando queremos viver pela sombra e ninguém tenha duvidas, que a busca das drogas é sempre uma opção de livre - arbítrio, podemos colocar muitas causas, tomar muitas direções, mas ela tem sempre a raiz no próprio demando de conduta, na busca de prazeres mundanos, nos medos da realidade, da nossa concha. Estamos sempre procurando refugio para acobertar a mutilação pelas drogas, mas não podemos esquecer de forma alguma que o cancro está no silencio, da acrópoles daqueles que estão envolvidos pelo lucro, por os que governam e por aqueles que se desculpam consumindo, porém os culpados estão omissos esta é a concha, constante que inibe as respostas reais a esta veia maquiavélica do mundo da droga.

     

Séneca, in ‘Cartas a Lucílio’ nos ensina que “Não há vício que se não esconda atrás de boas razões; a princípio, todos são aparentemente modestos e aceitáveis, só que a pouco e pouco vão-se expandindo. Não conseguirás pôr fim a um vício se deixares que ele se instale. Toda a paixão é ligeira de início; depois vai-se intensificando, e à medida que progride vai ganhando forças. É mais difícil libertarmo-nos de uma paixão do que impedir-lhe o acesso. Ninguém ignora que todas as paixões decorrem de uma tendência, por assim dizer, natural. A natureza confiou-nos a tarefa de cuidar de nós próprios, mas, se formos demasiado complacentes, o que era tendência torna-se vício. Aos actos necessários juntou a natureza o prazer, não para que fizéssemos deste a nossa finalidade mas apenas para nos tornar mais agradáveis aquelas coisas sem as quais é impossível a existência. Se o procuramos por si mesmo, caímos na libertinagem. Resistamos, portanto, às paixões quando elas se aproximam, já que, conforme disse, é mais fácil não as deixar entrar do que pô-las fora. “.

 

 Existe tanta desinformação, quem vê a liberalização das drogas como uma saída, apenas está a adiar um caminho que não tem volta, porque é nas pequenas coisas que tudo se aufere, senão vejam, um simples cigarro tem 7.000 produtos químicos e dentro dos quais alguns radioativos no entanto é licito fumar?! As bebidas alcoólicas de igual forma, empobrecem o organismo destruindo as células e abrindo caminho para cirroses e problemas de pâncreas, no entanto aí estão são legais!?

 

Claro que temos a vertente que alega ser um mal menor, mas isso não deixa de acarretar destruição do corpo, porém, continuamos consentindo e minimizando. Os governos mesmo proibindo em determinados locais, não podem assumir o aniquilamento pois é uma subeja forma de ir buscar os seus rendimentos pelos impostos. Esta teia, é enormíssima e isso dificulta toda e qualquer possibilidade de neutralização, quer do narcotráfico, quer do aumento de consumidores.

  

A juntar a tudo isto vejam os Países que liberalizaram as drogas, Holanda, Suíça, Alemanha, Reino Unido e Dinamarca, quais foram os ganhos?! Mais violência, maior numero de jovens a iniciar a viciação e os ganhos praticamente nenhuns, tudo porque os que eram dependentes não deixaram de o ser e aqueles que não eram passaram a ter oportunidade mais fácil de serem dependentes porque a liberalização se fez um pau de dois gumes. Mas mais ridículo é a Dinamarca dispor de clinicas de distribuição de heroína, por prescrição medica?! Aonde pára a ética medica? Em nome de evitar a promiscuidade, mata-se ou induze-se o suicídio, mesmo que indireto?!

  

Afinal as clinicas de recuperação, com o apoio da metadona e Lofexidine, bem administradas, com um programa de coerência e ajuda constante, apoio medico e Familiar não fariam um trabalho melhor?! O incentivo a tarefas espirituais e de valorização humana, não seriam bons handicapes para ajudar na recuperação?

  

Sabemos perfeitamente que um dos problemas ao nível da libertação do consumo de drogas, tem por dificuldade a vampirização que os envolve, tornando mais difícil essa libertação, daí a importância da Ciência medica se juntar ao vinculo espiritual, de forma a juntar forças para ajudar a diminuir este flagelo.

  

Liberalizar ou proibir? Todos temos livre-arbítrio, as escolhas são sempre nossas, por muito que procuremos justificativas temos de ter em conta que somos espíritos em evolução, que expiamos por conta própria dos nossos tropeços, temos que educar, moralizando aqueles que de nós precisam, afim de não asfixiarem pelo hálito do vicio.

 

O Livro Dos Espíritos de Allan Kardec, traduz bem essa necessidade vejamos;.

 

630. Como se pode distinguir o bem do mal?

— O bem é tudo o que está de acordo com a lei de Deus e o mal é tudo o que dela se afasta. Assim, fazer o bem é se conformar à lei de Deus; fazer o mal é infringir essa lei.

 

631. O homem tem meios para distinguir por si mesmo o bem e o mal?

— Sim, quando ele crê em Deus e quando o quer saber. Deus lhe deu a inteligência para discernir um e outro.

 

632. O homem, que é sujeito a errar, não pode enganar-se na apreciação do bem e do mal e crer que faz o bem quando em realidade está fazendo o mal?

— Jesus vos disse: vede o que quereríeis que vos fizessem ou não; tudo se resume nisso. Assim não vos enganareis.

 

633. A regra do bem e do mal, que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade, não pode ser aplicada à conduta pessoal do homem para consigo mesmo. Encontra ele, na lei natural, a regra desta conduta e um guia seguro?

— Quando comeis de mais, isso vos faz mal. Pois bem: é Deus que vos dá a medida do que vos falta. Quando a ultrapassais, sois punidos. O mesmo se dá com tudo o mais. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades; quando ele o ultrapassa é punido pelo sofrimento. Se o homem escutasse, em todas as coisas, essa voz que diz: chega, evitaria a maior parte dos males de que acusa a Natureza.

 

634. Por que o mal se encontra na natureza das coisas? Falo do mal moral. Deus não poderia criar a Humanidade em melhores condições?

— Já te dissemos: os Espíritos foram criados simples e ignorantes. (Ver o item 115) Deus deixa ao homem a escolha do caminho: tanto pior para ele se seguir o mal; sua peregrinação será mais longa. Se não existissem montanhas não poderia o homem compreender que se pode subir e descer, e se não existissem rochas não compreenderia que há corpos duros. É necessário que o Espírito adquira a experiência, e para isso é necessário que ele conheça o bem e o mal; eis porque existe a união do Espírito e do corpo. (Ver item 119)

 

Paixões

 

908. Como definir o limite em que as paixões deixam de ser boas ou más?

— As paixões são como um cavalo que é útil quando governado e perigoso quando governa. Reconhecei, pois, que uma paixão se torna perniciosa no momento em que a deixais de governar, e quando resulta num prejuízo qualquer para vós ou para outro.  

As paixões são alavancas que decuplicam as forças do homem e o ajudam a cumprir os desígnios da Providência. Mas, se em vez de as dirigir, o homem se deixa dirigir por elas, cai no excesso e a própria força que em suas mãos poderia fazer o bem recai sobre ele e o esmaga.

 

Todas as paixões têm seu princípio num sentimento ou numa necessidade da Natureza. O princípio das paixões não é portanto um mal, pois repousa sobre uma das condições providenciais da nossa existência. A paixão propriamente dita é o exagero de uma necessidade ou de um sentimento; está no excesso e não na causa; e esse excesso se torna mau quando tem por conseqüência algum mal.

 

Toda paixão que aproximou o homem da natureza animal distancia-o da natureza espiritual.

 

Todo sentimento que eleva o homem acima da natureza animal anuncia o predomínio do Espírito sobre a matéria e o aproxima da perfeição.

909. O homem poderia sempre vencer as suas más tendências pelos seus próprios esforços?

— Sim, e às vezes com pouco esforço; o que lhe falta é a vontade. Ah, como são poucos os que se esforçam!

 

911. Não existem paixões de tal maneira vivas e irresistíveis que a vontade seja impotente para as superar?

— Há muitas pessoas que dizem: "Eu quero!" mas a vontade está apenas nos seus lábios. Elas querem mas estão muito satisfeitas de que não pode superar suas paixões é que o seu Espírito nelas se compraz por conseqüência de sua própria inferioridade. Aquele que procura reprimi-las compreende a sua natureza espiritual; vencê-las é para ele um triunfo do Espírito sobre a matéria.

  

É bem verdade meus Irmãos, não chega dizer quero com os lábios, a vida faz-se pela conduta nas ações e pelo emprego dos ensinos do Mestre, sabendo sempre que a retidão nas escolhas vão escrever o livro da vida, e portanto “Cada um segundo suas obras”.

 

Liberalizar, no contexto espiritual será usurpar o os valores do amor e da razão, porque manda o bom senso é preciso educar e disciplinar as mentes e tornar as Leis humanas mais concernes com a solidariedade e fraternidade, mas sempre dentro dos valores da razão e justiça.

  

A melhor forma de combatermos o mal é conhecê-lo, então pela prevenção educativa podemos e devemos levar luz de entendimento às famílias, incentivando o abraço da Evangelização, porque só nos conhecendo e sabendo como distinguir o mal venceremos.

 

Liberalizar ou oprimir,  prefiro regenerar.

 

Bibliografia

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec

Wikipedia

http://www.citador.pt/

http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ciber2000/metadona/metadonaoquee.htm

Apoio de companheiros que deram sua opinião sobre a temática

 

* * *

 

 




 

 

REFERÊNCIA ESPÍRITA
NA DISTINÇÃO DAS ADVERSIDADES FUTURAS

Victor Manuel Pereira de Passos

A Doutrina Espírita, em relação às adversidades futuras, não traz uma leitura regimentada, nem proporciona nenhum sistema tentando alterar apenas por questões de diferença, nem de forma salteada, mas pelo contrario, em tudo que projeta como afirmação sustenta-se em observações dentro da razão e bom senso, daí estas haurirem de integridade e autoridade. Ninguém equacionava a preexistência das almas, nem que após o desenlace destas, estaríamos revivendo a conjuntura do preço das tomadas  conscienciais aqui neste plano e noutros. Pois bem, estas mesmas almas, viajadas da Terra, vieram dar resposta aos ditos mistérios da vida futura, enfim, delinear para nós a sua condição ditosa ou desventurada, suas impressões, e mutação após o desencarne, concluindo, no verbo, o que  o Mestre nos trouxe nos seus ensinamentos acerca desta temática.

 

Seja, vem mostrar aquilo que alguns doutos buscam querer sonegar, ao jeito dos prosélicos inquisitórios, que oferecem um Deus punitivo!?

 

No cap. VI, nº 7, do Livro dos Espíritos de Allan Kardec nos itens 443 e 444; Reforça ainda mais a idéia da valorização e lucidez das comunicações e do observatório, não se cingir a uma só voz, mas a varias e em pontos díspares do planeta.

 

Preciso é afirmar que se não trata neste caso das revelações de um só Espírito, o qual poderia ver as coisas do seu ponto de vista, sob um só aspecto, ainda dominado por terrenos prejuízos. Tampouco se trata de uma revelação feita exclusivamente a um indivíduo que pudesse deixar-se levar pelas aparências, ou de uma visão extática suscetível de ilusões, e não passando muitas vezes de reflexo de uma imaginação exaltada.

 

Importante ter em conta também que os Espíritos que nos trazem o molde das afirmativas divulgadoras são de hierarquias diferentes, dos mais elevados aos mais baixos da escala, por intercessão de outros tantos (médiuns) distribuídos pelo mundo demonstrando que a revelação não é regalia de alguém, porque todos tem a oportunidade de fazer prova, ressalvando-a, sem a coação da crença, mas pela singeleza do livre-arbítrio em toda a plenitude .

 

Tendo em conta a descrição da multiplicidade em forma e estado de sofrimento dos Espíritos imperfeitos, podemos dentro dos parâmetros do código da vida futura, tomá-la nos seguintes princípios;

 

-- O sofrimento é inerente à imperfeição.

“ O sofrimento é sinônimo de reeducação do espírito e para evolução do mesmo”  Cravo

 

O sofrimento, aparece de forma diversificadas, mais forte, tênue ou mesmo passivo, porém ele não é sentido, retido com sensibilidade igual, pois uns se dão mais a ele que outros. Claro que neste conceito devemos levar em conta o objetivo do mesmo e sua ingerência em cada individualidade.

 

Não existem dores iguais, como as individualidades não se fazem pela igualdade, porque todos temos por inerência diversidade na moral, no estado intelectual e espiritual. Assim sendo olhando o estudo de Allan Kardec acerca do Código Penal da vida futura:

 

- Toda a Imperfeição, assim como toda a falta dela  é proporcional, assim traz consigo o próprio castigo nas conseqüências naturais e inevitáveis, a moléstia pune os excessos e da ociosidade nasce o tédio, sem que haja mister de uma condenação especial para cada falta do individuo.

 

-- Todo o homem pode libertar-se das imperfeições por efeito da vontade, pode igualmente anular os males consecutivos e assegurar a futura felicidade.

 

Até que os últimos vestígios da falta desapareçam, a expiação consiste nos sofrimentos físicos e morais que lhe são consequentes, seja na vida atual, seja na vida espiritual após a morte, ou ainda em nova existência corporal.

 

“A reparação consiste em fazer o bem àqueles a quem se havia feito o mal. Quem não repara os seus erros numa existência, por fraqueza ou má-vontade, achar-se-á numa existência ulterior em contacto com as mesmas pessoas que de si tiverem queixas, e em condições voluntariamente escolhidas, de modo a demonstrar-lhes reconhecimento e fazer-lhes tanto bem quanto mal lhes tenha feito. Nem todas as faltas acarretam prejuízo direto e efetivo; em tais casos a reparação se opera, fazendo-se o que se deveria fazer e foi descurado; cumprindo os deveres desprezados, as missões não preenchidas; praticando o bem em compensação ao mal praticado, isto é, tornando-se humilde se se tem sido orgulhoso, amável se se foi austero, caridoso se se tem sido egoísta, benigno se se tem sido perverso, laborioso se se tem sido ocioso, útil se se tem sido inútil, frugal se se tem sido intemperante, trocando em suma por bons os maus exemplos perpetrados. E desse modo progride o Espírito, aproveitando-se do próprio passado.”

 

” A necessidade da reparação é um princípio de rigorosa justiça. que se pode considerar verdadeira lei de reabilitação morai dos Espíritos. Entretanto, essa doutrina religião alguma ainda a proclamou. Algumas pessoas repelem-na porque acham mais cômodo o poder quitarem-se das más ações por um simples arrependimento, que não custa mais que palavras, por meio de algumas fórmulas; contudo, crendo-se, assim, quites, verão mais tarde se isso lhes bastava. Nós poderíamos perguntar se esse principio não é consagrado pela lei humana, e se a justiça divina pode ser inferior à dos homens? E mais, se essas leis se dariam por desafrontadas desde que o indivíduo que as transgredisse, por abuso de confiança, se limitasse a dizer que as respeita infinitamente.”

 

Por que hão de hesitar tais pessoas perante uma obrigação que todo homem probo se confere como dever, segundo a capacidade de suas forças?

“Quando esta perspetiva de reparação for inculcada na crença das massas, será um outro freio aos seus desmandos, e bem mais poderoso que o inferno e respectivas penas eternas, visto como interessa a vida em sua plena atualidade, podendo o homem compreender a procedência das circunstâncias que a tornam penosa, ou a sua verdadeira situação.”

 

Não olvides que a morte do corpo denso reintegrar-te-á no patrimônio de emoções que amealhaste a benefício ou em desfavor de ti mesmo. Agora que te confias à multiplicidade de idéias e sonhos, anseios e impressões, no campo da própria alma, a dividir-se através dos sentidos que te compõem o mundo sensorial, és qual fonte de vida a espraiar-se no solo da experiência; entretanto, amanhã, serás a síntese de ti próprio, na justa aferição dos valores que a Providência te conferiu.” Emanuel

 

Em toda parte há Espíritos venturosos e desditosos. Não poderia concluir este artigo sem complementar este assunto dizendo que a localização absoluta das regiões das penas e das recompensas só na imaginação do homem existe. Provém da sua tendência a materializar e limitar-se às coisas, cuja essência infinita não lhe é possível compreender.

Caí aqui a teoria das penas eternas, reforçando a lucidez do estudo e comunicações da revelação espirita nestes trechos extraídos da Bíblia (Antigo e Novo Testamento) Salmo (22:27):

 

 "Toda a terra se converterá ao senhor e todas as nações adorarão a sua face."

 

Jeremias (31:34): "Porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior, perdoarei a maldade de todos e não me lembrarei mais dos seus pecados.";

 

Ezequiel (33:11): "Juro pela minha vida, diz o senhor, que não quero a morte do ímpio, mas que ele se converta e viva.";

 

Joel (2:32): "Porque todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo."

 

Mateus (18:24): "Não é da vontade do vosso Pai que nenhum destes pequeninos se perca.";

 

Lucas (15:7 e 10): "Digo-vos que haverá mais alegria no céu pôr um pecador que se arrepende, do que pôr noventa e nove justos que não necessitavam de arrependimento.";

 

1o Timóteo (2:4): "Deus quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade. O que Deus quer se cumpre. Sua vontade é soberana!";

 

Tito (2:11): "Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo a salvação a todos os homens.";

 

2o Pedro (3:9) : "Ele (o Senhor) é longânimo para convosco, não querendo que nenhum se perca, mas que todos cheguem ao arrependimento."

 

“Inferno. ceu ou purgatório são jazigos do espírito em dor pôr faltas esculpidas pelo erro, ou em vias de penitência regeneradora."

 

1ª' Parte, cap. V, "O purgatório", nº 3 e seguintes; e, após, 2ª Parte, cap. VIII, "Expiações terrestres". Vede, também, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, "Bem-aventurados os aflitos".

 

A cada um segundo as suas obras, no Céu como na Terra: - tal é a lei da Justiça Divina.

 

Concluindo, toda a falta, por pequena que seja devido às nossas imperfeições terá as suas consequências e as das quais temos que reparar , começando pelo arrependimento.

No entanto é necessário rebater que Deus não é vingativo, bem pelo contrario, somente nós somos legitimos donos da responsabilidade desse sofrimento. tanto no juizo das faltas como na denúncia, pois é de nossa consciência a existência das Leis Naturais.

 

Agora, é bem certo que nenhum espirito fica e«isento da reoaração dos seus erros.

 

Quando o remorso não toca o nosso coração, o toque para o reconhecimento de suas fragilidades,aparece pelo enfraquecimento das defesas do proprio espirito, daí brotarem as doenças, as dores e os conflitos, dos quais não lhes damos perceção e não entendemos  ou não queremos fazê-lo, dessa forma a lei se imporá e será bem mais clara e então dará cumprimento ao resgaste do espirito.

 

O Espirito só progride com trabalho e disciplinando seus atos, a ociosidade apenas o retarda e lhe traz mais dor.

 

A reabilitação  oferece-se pela vontade de o homem se querer libertar aos poucos das suas imperfeições e só dessa forma evoluirá e encontrará a sua felicidade, não a obtida aqui neste plano , porque ela é apenas o tramnpolin para uma pasagem menos sofredora e para reforçar a nossa fé de vencer, mas a de preparo para um futuro mais radiante pela mutação dos nossos valores morais , espirituais e inteletuais.

 

Só o amor nos salvará.

 

Estamos gratos ao Consolador que nos traz a imensidão da lucidez e retira os dogmas melindrosos, que tanta cegueira trouxeram a um  preterito, promiscuo e lastimoso.

 

Aos Espiritos generosos que nos levantam a cada instante e laboram em busca de ajudar nossas mentes, a serem mais integras e solicitas em respeito pelo próximo e por nós mesmos , tomando como baluarte, Deus acima de todas as coisas.

 

Bibliografia

Biblia Sagrada

Livro dos Espiritos de Allan Kardec, 1ª' Parte, cap. V, "O purgatório", nº 3 e seguintes; e, após, 2ª Parte, cap. VIII, "Expiações terrestres".

Vede, também, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. V, "Bem-aventurados os aflitos".

Trechos extraídos da Bíblia (Antigo e Novo Testamento) Salmo (22:27) :


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NECESSIDADE DE EVANGELIZAÇÃO

INFANTO-JUVENIL

Victor Manuel Pereira de Passos

 

 

Educar as crianças, para reabilitar o futuro, e amadurecer os adultos, para as novas etapas da vida”. Cravo

 

A evangelização infanto-juvenil deve ser incentivada, pela importância e enormidade de valores que presta à evolução dos Seres e ao equilíbrio da própria comunidade vivente.

 

Os Centros Espíritas devem ver esta situação de forma especial, porque se trata nada menos de preparar os tempos para a mudança, pela transformação dos espíritos e para isso, as crianças e jovens são foco a rever-se num futuro e que será no fundo um preparo para as gerações vindouras de espíritos para um plano de regeneração .

 

Estruturar a profitência de pedagogias de cativação das crianças e jovens, é obrigação e não simples vontade, porque serão eles a nossa retaguarda e daí a termos que refletir em meios que permitam uma sequência dos mesmos pela via da Doutrina Espírita e para isso temos que mudar a postura mental dos adultos, Pais, professores, orientadores, educadores de forma a instituir no seio Familiar essa estrutura.

 

Jesus difundiu por todo o lado sua mensagem evangelizadora, e de tal forma que ela se faz inata em nós e perante as eras cronológicas seculares, está bem vivo o mesmo reflexo dos seus ensinamentos.

 

Ora nos Centros Espíritas, Lares, no convívio com os amigos, deve existir  a incumbência de continuar a missão evangelizadora., de formalizar,  cristalizar estrelas que fortaleçam os laços de amor no hoje, pensando no amanhã e revitalizando o futuro. Essa cintilação sublime e generosa passa pela rentabilização de valores educativos e na projeção de responsabilidades de todos educadores como pedra vasilar de mudança de atitudes.

 

Não podemos hipotecar mais a educação, dos nossos filhos e jovens, temos de ser ativos, disseminando nos seus corações e pensamentos as lições que permitirão a transformação das sociedades terráqueas, para abertura de um novo Mundo.

 

 As almas estão a tomar o orgulho e egoísmo como bitola e a transformar tudo que os envolve em violência e desamor, mas nenhum de nós está ilibado dessa emergência de atitudes, porque todos mesmo com conhecimento de causa deixamos que outros decidam por nós, quando quem tem que o fazer são os próprios.

 

Existem ainda Pais, que questionam nos Centros Espíritas, se devem ou não obrigar seus filhos a seguir evangelização, pois muitos deles entendem que os filhos devem ser eles a decidir e isso é um enorme engano, porque eles também não questionam os seus pequenos se devem ir ao médico, ir à escola ou se devem tomar banho ou não!? Eles claro como indivíduos com bom senso fazem-no porque sabem que é para bem deles e que isso lhes proporciona higiene física e comportamental,  mas e a higienização espiritual e moral?!

 

Os Pais devem levar e incentivar os seus rebentos  à evangelização, ensinar-lhes a orar, a estarem presentes no Evangelho do Lar, sendo assim uma forma de os envolver em energias benéficas  e educativas, como a semente bem adubada, sempre brota bons frutos, se a tratares com amor e responsabilidade dentro dos princípios de cristalização nas horas certas, tornando-os capacitados para a Sociedade, mas também para serem um gérmen generoso e ativo no futuro, digamos que é uma profilaxia obrigatória dos seus progenitores, proporcionar todos os meios que lhes permitam a evolução, para depois não serem creditados e inclusive serem bons espelhos de reflexão para eles, porque só dessa forma crescerão bem estruturados.

 

Não podemos deixar de lembrar que nossos filhos trazem com eles os comprometimentos do preterito e que este tirocínio desde o ventre, passando pela infância, adolescencia  até ao jovem adulto, é de uma importância enorme.

 

No Livro O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap.XVII, nos textos “O Homem de bem” e “Os bons espiritas”, não estabelecem regras, mas traduzem o seguinte “A Obra educativa do homem,passa por a evangelização,se assim não fosse a missão do Consolador,seria inoperante, tal como um templo sem luz.”

 

Os programas sublimes de educação da alma,são um labor essencial, porque destilam a oportunidade de mudar mentalidades e por consequência abertura ao amor na sua essência. Jesus nunca se cansava de proliferar os ensinos morais , nunca fugiu dos desafios e nos deixou um manancial de amor infindável, e notem não tinha os meios que detemos hoje.

 

Citações de enorme importância;

 

Carlos Drumond – “A educação visa melhorar a natureza do homem o que nem sempre é aceite pelo interessado”.

  

Aristóteles - “A educação tem raízes amargas, mas os seus frutos são doces”.

 

Sêneca – “A educação exige os maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”

 

Pestalozzi- “O Amor é a base do ensino”

 

Retendo todas estas citas claras e lúcidas, verificamos da importância da ação educadora evangelizadora, por isso,ela deve começar no ventre da Mãe, porque as energias que a envolvem pelo bem , serão sempre nuances de luz e ternura para o feto.

 

O espírito nesta fase de infância até ao 8 anos de idade, está mais propenso ao aprendizado e aberto à educação, inclusive as suas capacidades não podem ser vistas pela idade, porque poderemos estar na presença de um espírito adulto, com varias experiências  vivenciais, daí aparecerem por vezes os filhos sobredotados, mas verifiquem os que os bons Espíritos nos dizem acerca disso no O Livro dos Espíritos de Allan Kardec, Cap. VII, “Retorno à Vida Corporal”;

 

“Item 379. O Espírito que anima o corpo de uma criança é tão desenvolvido quanto o de um adulto?

— Pode mesmo ser mais, se ele mais progrediu, pois são apenas os órgãos imperfeitos que o impedem de se manifestar. Age de acordo com o instrumento de que se serve.

 

Item 380. Numa criança de tenra idade, o Espírito, fora do obstáculo que a imperfeição dos órgãos opõe à sua livre manifestação, pensa como uma criança ou como um adulto?

— Enquanto criança é natural que os órgãos da inteligência, não estando desenvolvidos, não possam dar-lhe toda a intuição de um adulto; sua inteligência, com efeito, é bastante limitada, até que a idade lhe amadureça a razão. A perturbação que acompanha a encarnação não cessa de súbito com o nascimento e só se dissipa com o desenvolvimento dos órgãos.

 

Nota de Allan Kardec: Uma observação vem ao apoio desta resposta: é que os sonhos de uma criança não têm o caráter dos sonhos de um adulto; seu objeto é quase sempre pueril, o que é um indício da natureza das preocupações do Espírito.

 

Isto deixa-nos na responsabilidade de dar prioridades nos Centros Espíritas e lembro que temos de educar os adultos para que estes pelos meios que a via tecnológica nos oferecem, movimentar os valores do conhecimento para a tarefa de evangelização, como ela começa educando orientadores, servidores do terreno espírita para estas tarefas e que são de enormissima importância.

 

Relembrando Cap. VII , da Infância L.E. ;

 

Item 383 - Qual é, para o Espírito, a utilidade de passar pela infância?

— Encarnando-se com o fim de se aperfeiçoar, o Espírito é mais acessível durante esse tempo às impressões que recebe e que podem ajudar o seu adiantamento, para o qual devem contribuir os que estão encarregados da sua educação. (1)

 

Item 385. Qual o motivo da mudança que se opera no seu caráter a uma certa idade, e particularmente ao sair da adolescência? É o Espírito que se modifica?

— É o Espírito que retoma a sua natureza e se mostra tal qual era.

 

“Não conheceis o mistério que as crianças ocultam em sua inocência; não sabeis o que elas são, nem o que foram, nem o que serão; e no entanto as amais e acariciais como se fossem uma parte de vós mesmos, de tal maneira que o amor de uma mãe por seus filhos é reputado como o maior amor que um ser possa ter por outros seres. De onde vêm essa doce afeição, essa terna complacência que até mesmo os estranhos experimentam por uma criança? Vós sabeis? Não; e é isso que vou explicar.

 

As crianças são os seres que Deus envia a novas existências, e para que não possam acusá-lo de demasiada severidade, dá-lhes todas as aparências de inocência. Mesmo numa criança de natureza má, suas faltas são cobertas pela não consciência dos atos. Esta inocência não é uma superioridade real, em relação ao que elas eram antes, não, é apenas a imagem do que elas deveriam ser, e se não o são, é sobre elas somente que recai a culpa.

 

Mas não é somente por elas que Deus lhe dá esse aspecto, é também e sobretudo por seus pais, cujo amor é necessário à fragilidade infantil. E esse amor seria extraordinariamente enfraquecido pela presença de um caráter impertinente e acerbo, enquanto, supondo os filhos bons e ternos, dão-lhes toda a afeição e os envolvem nos mais delicados cuidados. Mas quando as crianças não mais necessitam dessa proteção, dessa assistência que lhes foi dispensada durante quinze a vinte anos, seu caráter real e individual reaparece em toda a sua nudez: permanecem boas, se eram fundamentalmente boas, mas se irizam sempre de matizes que estavam ocultos na primeira infância.

 

Vedes que os caminhos de Deus são sempre os melhores, e que, quando se tem o coração puro, é fácil conceber-se a explicação a respeito.

 

Com efeito, ponderai que o Espírito da criança que nasce entre vós pode vir de um mundo em que tenha adquirido hábitos inteiramente diferentes; como quereríeis que permanecesse no vosso meio esse novo ser, que traz paixões tão diversas das que possuís, inclinações e gostos inteiramente opostos aos vossos; como quereríeis que se incorporasse no vosso ambiente, senão como Deus quis, ou seja, depois de haver passado pela preparação da infância? Nesta vêm confundir-se todos os pensamentos, todos os caracteres, todas as variedades de seres engendrados por essa multidão de mundos em que se desenvolvem as criaturas. E vós mesmos, ao morrer, estareis numa espécie de infância, no meio de novos irmãos, e na vossa nova existência não terrena ignorareis os hábitos, os costumes, as formas de relação desse mundo, novo para vós, manejareis com dificuldade uma língua que não estais habituados a falar, língua mais vivaz do que o é atualmente o vosso pensamento. (Ver o item 319).

 

A infância tem ainda outra utilidade: os Espíritos não ingressam na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, para se melhorarem; a debilidade dos primeiros anos os torna flexíveis, acessíveis aos conselhos da experiência e daqueles que devem fazê-los progredir. É então que se pode reformar o seu caráter e reprimir as suas más tendências. Esse é o dever que Deus confiou aos pais, missão sagrada pela qual terão de responder.

 

É assim que a infância é não somente útil, necessária, indispensável, mas ainda a conseqüência natural das leis que Deus estabeleceu e que regem o Universo”.

 

Item 319. Desde que o Espírito já viveu a vida espírita antes da sua encarnação, de onde vem o seu espanto, ao reentrar no mundo dos Espíritos?

— Esse é apenas o efeito do primeiro momento e da perturbação que se segue ao despertar. Mais tarde ele reconhece perfeitamente o seu estado, à medida que lhe volta a lembrança do passado e que se desfaz a impressão da vida terrestre.

 

Na realidade o espirito é moldavel até determinada fase da vida no corpo fisico, geralmente no periodo da infância, porque após esse espaço de abertura, ele vai ao encontro do espirito de si mesmo, ou seja passa a ser ele pela adolescência, e a exemplo disso temos as mudanças que se começam a sentir nas suas decisões, como começar a a ter suas opções, daí a ser oportuno dedicar-lhes um maior tempo no periodo de sensibilidade à educação e isso passa pela infãncia.

 

A evangelização infanto-juvenil, é de extrema importância, os Pais tem que começar a perceber isso, porque a forma de moldarmos a Humanidade para o bem e preprarmos o futuro, é pegar nas redeas educativas e desenvolver nas crianças o halito do amor pelo amor, na justiça e igualdade de direitos, de forma a fazermos a reforma intima e revigorar o conhece-te a ti mesmo, para alimentar o Universo de luz e esperança, na condução de valores de Amor e respeito duns pelos outros.

 

Os espiritos nos dizem, no sentido da evolução, moral,espiritual e inteletual, que o meio de destruirmos, a ignorância, o orgulho e egoismo, espada que dizima as almas e as leva à dor, é educando. Vejamos o sentido dessas palavras; Cap. XII – Perfeição Moral, Egoísmo.

 

 Item - 917. Qual é o meio de se destruir o egoísmo?

— “De todas as imperfeições humanas a mais difícil de desenraizar, é o egoísmo, porque se liga à influência da matéria, da qual o homem, ainda muito próximo da sua origem, não pode libertar-se. Tudo concorre para entreter essa influência; suas leis, sua organização social, sua educaçãoO egoísmo se enfraquecerá com a predominância da vida moral sobre a vida material, e sobretudo com a compreensão que o Espiritismo vos dá quanto ao vosso estado futuro real e não desfigurado pelas ficções alegóricas. O Espiritismo bem compreendido, quando estiver identificado com os costumes e as crenças, transformará os hábitos, as usanças e as relações sociais. O egoísmo se funda na importância da personalidade; ora, o Espiritismo bem compreendido, repito-o, faz ver as coisas de tão alto que o sentimento da personalidade desaparece de alguma forma perante a imensidade. Ao destruir essa importância, ou pelo menos ao fazer ver a personalidade naquilo que de fato ela é, combate necessariamente o egoísmo.

 

É o contato que o homem experimenta do egoísmo dos outros que o torna geralmente egoísta, porque sente a necessidade de se pôr na defensiva. Vendo que os outros pensam em si mesmos e não nele é levado a se ocupar de si mesmo mais que dos outros. Que o princípio da caridade e da fraternidade seja a base das instituições sociais, das relações legais de povo para povo e de homem para homem, e este pensará menos em si mesmo quando vir que os outros o fazem; sofrerá assim a influência moralizadora do exemplo e do contato. Em face do atual desdobramento do egoísmo é necessária uma verdadeira virtude para abdicar da própria personalidade em proveito dos outros que em geral não o reconhecem. É a esses, sobretudo, que possuem essa virtude, que está aberto o reino dos céus; a eles sobretudo está reservada a felicidade dos eleitos, pois em verdade vos digo que no dia do juízo quem quer que não tenha pensado senão em si mesmo será posto de lado e sofrerá no abandono”.

 

Já verificamos como é importante a evangelização infanto-juvenil, mas existem irmãos que se queixam de ser difícil levar a Codificação Espírita às crianças, aos jovens e mais adultos!

 

Sei que muitos companheiros de Filosofia condenam as Artes no seio espírita, e isso é puro engano, porque a Arte, tal como André Luiz diz;” A Arte deve ser o belo a criar o bom”, e isto diz muito, a musica, o teatro, pintura , escultura, são formas de eleição para uma pedagogia a nível infantil, a cativação pelas historias , pela ação da troca de efeitos pelo sorriso nas ações, permitem enormes ganhos com a pequenada, ou não fossem eles a alegria dos lares, e claro seguidos de exemplo dentro dos mesmos, será mais fácil, levar até eles a felicidade de se sentirem úteis, a exemplo, levá-los a uma ação de caridade, sensibilização para o meio ambiente, para os doentes, enfim  dar valor aos que o envolvem, retirando-lhes preconceitos,melindres e fazendo deles Seres com um amanhã mais limpo das mazelas, que estão destruindo o planeta e a vida feliz, mesmo que relativamente.

 

“Educar hoje , é preparar o amanhã, para restituir um futuro,melhor” cravo

 

Bibliografia;

 

O Livro dos Espíritos de Allan Kardec

Livro O Evangelho segundo Espiritismo de Allan Kardec

Citador.pt

 

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XIFÓPAGOS ESPÍRITOS EM RECONCILIAÇÃO

Victor Manuel Pereira de Passos

 


 
 

       Ao falarmos desta envolvência de Espíritos gémeos siameses, que muitos acham acima dos parâmetros da normalidade e compreensão humana, convém perceber o que são e que tipos de identificações terão na sua individualidade física.

       A revelação siamesa surgiu no século XIX, no ano de 1811, com o primeiro caso no mundo. O dos irmãos Chang e Eng Bunker, (origem do Sianesa, agora Tailândia – surge daí o nome siameses).

       Darvin Straus escreveu um romance baseado no caso tendo despertado nos leitores  pena e estupefação.

       Eles então, nessa altura, tornam-se famosos e, daí se aplicou a expressão "irmãos siameses" para se referir aos que nasciam ligados fisicamente por alguma parte do corpo.

       Estes gémeos foram levados para a Inglaterra, e depois para a América. Casaram com duas irmãs e tiveram 21 filhos no estado da Carolina do Norte, onde eram fazendeiros. Morreram no mesmo dia, com poucas horas de diferença, aos 63 anos, estabelecendo um recorde entre os gémeos siameses.

     Existem várias tipologias de uniões de fetos nascituros;

  -  Uns são Craniópagos com ligação pelo crânio;

  -  os Toracópagos presos pelo tórax; 

  -   os Isquiópagos amarrados pelos quadris;

  -   Xifopagos presos pelo apêndice xifoide…

     Estas ligações se podem fazer por vários órgãos ou partes segmentares do corpo.
     A percentagem  desta incidência nas gestações , varia entre 500.000 e 200 000. E a maior taxa é a dos Toracópagos, cerca de 40%.
    Gêmeos Siameses ocorrem  um a cada 100.000 nascimentos;

    Aproximadamente 40% a 60% dos casos de siameses nascem mortos;

    A taxa de sobrevivência de gémeos unidos é algo em torno de 5% e 25%;

    Na índia, durante o século XVI, os gémeos siameses eram queimados e na Europa eram sacrificados ao nascer, pois eram vistos como aberrações.

    E no conceito medico, são classificados entre  eles , em dois grupos,os “Parasitarios”, no qual um dos Seres é atrofiado e “anopluro”, no outro (“autosita”), que geralmente é bem desenvolvido e desenvolvido de forma regular.

 

   O gémeo “parasita” mostra-se obsoleto, isto é, não tem o processo embrionário completo... Há casos em que só existe uma cabeça “parasita” inserida na cabeça (“autosita”) do gémeo desenvolvido. 

    No ponto de vista médico, as causas desses casos de Teratologia em gémeos, na situação de “Craniopagus parasiticus” o que surge como hipotese de ocorrer é  da perfusão sanguínea a um dos gémeos unidos, e foi observado através da detecção de Hipolasia (desenvolvimento incompleto) das artérias umbilicais...enfim, faltando sangue para o incremento embrionário de um dos fetos, este ficará incompleto, daí a anomalia da teratologia...

   Espiritualmente  ‘um corpo apenas” não pode acolher “mais que um Espírito, além disso, não está demonstrado, cientificamente, que gémeas siamesas “necessitem uma da outra para viver”...     no caso, específico, de Maria Luana e Maria Luisa., a gêmea “anopluro” é que precisava da outra para viver e a outra (“autosita”) em nada necessita do “anopluro” para viver e sobreviver... Haveria, então, dois Espíritos? A resposta, neste caso específico de craniopagus parasiticus, é bem mais difícil do que em outros casos de gémeos siameses...

 

O que determina, essencialmente, a presença do Espírito num corpo fisico, é o Princípio Inteligente, porque “um corpo pode viver sem inteligência, mas a mesma apenas se faz presente com o apoio da materia “união com o espírito”, pois ela “fornece a vitalidade inteletual à matéria animalizada” ,

   L.E. Item 67. A vitalidade é um atributo permanente do agente vital, ou somente se desenvolve com o funcionamento dos órgãos?

— Só se desenvolve com o corpo. Não dissemos que esse agente, sem a matéria, não é vida? É necessária a união de ambos para produzir a vida.

 L.E. Item 71. A inteligência é um atributo do princípio vital?

    — Não; pois as plantas vivem e não pensam, não tendo mais do que vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, pois um corpo pode viver sem inteligência, mas a inteligência não pode manifestar-se senão por meio dos órgãos materiais: somente a união com o espírito dá inteligência à matéria animalizada.

     A inteligência é uma faculdade especial, própria de certas classes de seres orgânicos, aos quais dá, com o pensamento de sua individualidade, assim como os meios de estabelecer, a vontade de agir, a consciência de sua existência e relações com o mundo exterior e de prover às suas necessidades.

Podemos fazer a seguinte distinção:

    1º) os seres inanimados, formados somente de matéria, sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos;

    2º) os seres animados não-pensantes, formados de matéria e dotados de vitalidade, mas desprovidos de inteligência;

    3º) os seres animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo ainda um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar.

 Desta forma,verificamos que, no “anopluro não  terá a presença da Inteligência, porém estariamos na presença de um natimorto, como diz L.E;

356-Há crianças natimortas que não foram destinadas à encarnação de um Espírito?

— Sim, há as que jamais tiveram um Espírito destinado aos seus corpos: nada devia cumprir-se nelas. É somente pelos pais que essa criança nasce.

356-a. Um ser dessa natureza pode chegar ao tempo normal de nascimento?

— Sim, algumas vezes, mas então não vive.

No contexto de afinidade , visto não existir casualidade em nenhuma situação vivencial, no L.E., Cap.IV, Tema…Parecenças Físicas e Morais, mais concretamente nos itens: 211,212 e 213, os espíritos Superiores nos explicam que ;


- Os Espíritos simpáticos aproximam-se por analogia de sentimentos e sentem-se felizes por estar juntos.


- A semelhança entre as almas é tal, que faz com que nos pareçam em muitos casos uma só.


- Não é regra que sejam simpáticos os espíritos de gémeos. Acontece também que Espíritos maus entendem lutar juntos no palco da vida.

Existem também situações   causais que ainda não estão fundadas. As hipóteses genéticas e fatores teratogénicos, como drogas, idade e nutrição materna, possíveis doenças da mãe..

Do ponto de vista reencarnatório, que razões levariam a justiça divina a permitir tais lastimavéis anomalias fisicas? Por que estes seres necessitariam permanecer jungidos biologicamente, compartilhando órgãos e funções orgânicas, o que é de mais íntimo e pessoal no espíritono corpo fisico?

Espíritos afins ou simpáticos (no caso dos siameses, a experiência poderá ser uma prova ou expiação  agressiva  no aspecto que ambos aceitam cumprir juntos), ou ser solução derradeira para causar a reaproximação entre espíritos muito  adversos entre si.

É natural concluir serem os gémeos unidos por reencarnações expiatórias, resultantes de aversões e ódios seculares. Aqui a simbiose orgânica e  mesmo a herança genética cuida de harmonizar vibrações mutuamente aversivas. Estando num "mesmo envolucro" reencarnatório e compartilhando partes do corpo físico, os espíritos hão de acordar, sob pena de perecerem ou de se mutilarem. No entanto estão subordinados a jazerem unidos, na vida corrente e na extensão da morte do corpo fisico. Outras razões possíveis seriam casos de espíritos que levaram a simbiose psíquica às últimas conseqüências, reparando agora, na carne, a patologia da função egoística ou, ainda, aqueles espíritos desprovidos de senso de limites, que invadiam patologicamente os limites e direitos naturais do próximo. Psicopatas insensíveis e destituídos de qualquer princípio ético estão incluídos nesta categoria.

      Todo o espirito faz o seu destino e detem apenas o que merece, ou melhor, daquilo  que se lhe oferece aquilo que necessita, este é o objetivo da reencarnação , o aperfeiçoamento espiritual,moral e inteletual.
     E  o veridico educacional, para a Humanidade, tem na dor, elo indispensável ao aprendizado, despertando a Consciência individual e coletiva para os valores reais do espírito, alicerçados nos princípios de ordem moral e na sabedoria que transcende a simples aquisição de conhecimentos intelectivos.  
    Dentro destes apêndices os Xifopagos que são aquilo que todos chamamos de gémeos siameses, no contexto espiritual.
 Aqui a envolvência espiritual no importante é o papel dos Progenitores, pois não pode ser retirado, do concluio da provação, especialmente a Mãe. Logo na embriogenese em que o  óvulo inicia a multiplicação, existe presença de dois Espíritos, durante a gestação permanecem unidos originando a ligação física.
  O Espiritismo pela sua Ciência diz-nos que estes irmãos estão como que algemados no seu campo mental, pela sintonia e energias perniciosas que libertam , nas suas individualidades e que são recalcamentos, onde ódios, revoltas e vinganças,amores e desamores que  se fazem recíprocas, mantendo uma envolvência tão nefasta que pode se prolongar por muito tempo. Daí a lei pela imposição se fazer presente pelo estágio compulsório, afim de diminuir a retracção mutua, pelo anestesiar da Justiça da Lei de causa e efeito.
   Os recalcamentos são muitos, porém dessa forma se tenta restabelecer as divergências, e ao mesmo tempo revitalizar-lhes a vontade de restabelecimento, porque em qualquer projeto evolutivo a vontade de cada um tem que se fazer ao serviço, senão corre o risco de cair em areias movediças.
  Neste objetivo como disse em cima os Pais não estão inocentes do processo , pois por consequência de valores e interesses com uma finalidade, terão nos hemisférios pretéritos envolvência energética nos seus campos mentais, e que terão oportunidade nesta vivência de refazer os desencontros  e torná-los retoma de valores de amor, concórdia , respeito, reequilibrando suas identidades de forma a matar as cobranças, e tomar o rumo do perdão mutuo, porque de objetivo será a reconciliação e reconhecimento dos valores de amor, na mais sublime humildade, onde não hajam , réus , mas irmãos em busca da renovação moral, espiritual e intelectual.
Lembrando que nem todas as causas, nem casos são iguais, porém , não podemos retirar também dentro delas o processo obsessivo que ultrapassa as barreiras da matéria.
No âmbito terapêutico, a fluidoterapia, com prece constante, serão um tónico importante na recuperação dos intervenientes, bem como a toga da vontade , perseverançae duma fé racionada
Claro que a solução para a vida eterna passará sempre em todas as circunstâncias pelo AMOR sem condição e em humildade.


Bibliografia;
                       Livro Dos Espíritos por Allan Kardec
                       Parte 2 – Capitulo ; Parecenças físicas e morais, itens; (211;212;213)
                       Livro Gestação Sublime Intercâmbio – Drº Ricardo di Benardi
                       Revista Espirita Allan Kardec- Fonte; Luis António Paiva
                       Texto publicado no "Jornal de Espiritismo" e oferecido por um membro da AME Porto que é responsável pelo espaço jornalístico da coluna "Medicina e Espiritualidade"

                       Revista Espírita Allan Kardec



NOS MEANDROS ESQUIZOFRENIA VISÃO ESPIRITUAL

Victor Manuel Pereira de Passos

 

A Esquizofrenia é um disturbio que envolve varias psicopatias e disfunções de indole mental que podem interligar-se.

Nas suas formas encontramos uma ruptura da orla psiquica, ou seja apresentações de distonias das funções inerentes ao psiquismo, que intuiem a distorção de persinalidade e a perda do sentido real adjacente da vida normalizada.

No entanto existem também fatores que são transmitidos pela sucessão remanescente dum preterito de antecedentes vivenciais, aquilo que são as enfermidades viroticas e seus efeitos psicossociais, sócio-economicos, afetivos e traumaticos marcantes.

Nesta ambivalência o enfermo mergulha numa coexistência alienatória, procurando nela viver sua libertação de ilusão conscia de complexo culporio, que lhe vai tomando o rumo comportamental numa dimensão só sua e fora do ambito real , digamos, isola-se num mundo muito seu , abstrato ao teor de envolvência que gerou a sua convivência, fecha-se no seu casulo consciencial, que não o da realidade.

Em tempos remotos, o trato com estes enfermos era aterrorizador em vez de apaziguador, considerados “loucos e perigosos” eram colocados em camisas de forças, isolavam-os em celas , tal qual de prisioneiros se tratasse, o uso de chouqes eletricos e por vezes violência,eram os meios usados para incutir o medo , forma de facilitar o trato com os mais excitados, enfim entoação à intimidação , que apenas iria realçar maior revolta no interior da mente atingida por esta terapia rudimentar , que no fundo reduzia-se ao destituir por falta de conhecimento, de vidas , que muito poderiam ainda alimentar de evolução e apenas ficariam na inercia do tempo em sofrimento. Claro que nada existe ao acaso e a Lei de causa e efeito nos presenteia em todos momentos com oportunidades de crescimento da alma, claro que na ordem de valores existirá sempre um sentido de renovação nestes episodios , mas que o tempo permitiram vir a ser também pela sumula do tempo , caminhos para aprendizado no culto da evolução de defesa e terapia em favor da doença.

Os tempos pela marca da reencarnação foram trazendo novas , através dos fenomenos de Jung e apoiados nas teorias de Freud, Blender Broca , Bleuler e outros.

Freud traz a psicanalise e Jung a psicologia analitica , uma inovação enorme para a complexibilidade da enfermidade, mas que apesar diferirem na analise projecionista, tem um cunho de grande evolução;

Carl Gustav Jung o qual se distingue da psicanálise iniciada por Freud, por uma noção mais alargada da libido e pela introdução do conceito deinconsciente coletivo.

“Diferentemente de Freud, Jung via o inconsciente não apenas como um repositório das memórias e das pulsões reprimidas, mas também como um sistema passado de geração em geração, vivo em constante atividade, contendo todo o esquecido e também neoformações criativas organizadas segundo funções coletivas e herdadas. O inconsciente coletivo que propõe não é, apesar das incessantes incompreensões de seus críticos, composto por memórias herdadas, mas sim por pré-disposições funcionais de organização do psiquismo.”

Esta evolução afirma-se pela ligação que Jung colocava aos fenomenos espirituais, os quais Feud como ateu, não partilhava, mas fica o registro de que os Hospicios deixaram de existir para “ loucos” mas para doentes com personalidades complexas a necessitar de analise e estudo permanente, tendo a complexibilidade de atendimento e terapia melhorado .

As alternativas alteraram de tal forma que inclusive, a presença em casa com a Familia em determinadas fases do restabelecimento se realizavam, para com isso criar o elo emocional de aproximidade, incentivando dessa forma o próprio doente dando-lhe confiança. Claro que cada caso é um caso, mas no geral do processo a terapia de grupo tem sempre um forte componente de empenhamento maior e um cariz de emoção que se faz sentir como tonico recuperador.

“E a pedagogia de aproximação, se tornou um barometro de grandeza maior, tal qual através do dialogo que temos em doutrinação nos trabalhos espirituais.” Eles necessitam de doutinação, dialogo, amor, atenção e auto-confiança”, lembro o “ conhece-te a ti mesmo”.

 O reflexo dos fantasmas, da melancolia, do medo e revolta, não se curam com hostilidade mas com a voz da tolerância , amor e da renuncia, porque não existe espirito à face da terra e na erraticidade que não precise disso!?(estando ao mesmo nivel).

O transtorno esquizofrenico, a alienação mental e distorção da realidade traz nestes Seres vinculos de transitoridade revoltosos, porque não conseguem assimilar com fluidez as emoções, os sentimentos, fechando-se no seu mundo que é preciso abrir, porém muito desse espaço consciencial é tomado pela obsessão multifacetada e abre-se pelo vacuo do inconsciente através de ideoplastias constantes que necessitam de ser tomadas em conta e com plena relevância, um exame analitico, não resolve, ele carece de um acompanhamento psicoterapeutico e espiritual, tudo orque como sabemos ele já é uma disfunção do espirito , visto ser o nucleo da doença, porém é necessario tratar do perispirito por ser ele o responsavel por a distonia organica e psiquica , a qual acompanhada com influência perniciosa de espiritos de menor indole requerendo constante envolvência fluidica benfeitora de forma a toldar o seu pensamento com boas vibrações, a fluidoterapia tem aí o seu papel importante.

Quando falamos em adolescentes forma-se uma reformulação da sintomologia, mas identificando-se pela associação ao medo , preocupação em demasia com o corpo, obsessões bem vincadas pela marca de fragilidades enormes de conduta , e envolvendo os próprios familiares nessa teia de reajuste (Hiponcondria), demasiado apego aos ditames da doença, basta um simples adormecimento do dedo para se mostrar completamente desiquilibrados, outros fatores que se ajustam as estes casos, vinculação a estupefacientes e alcool recriam a delusão( falsa crença), perda de lucidez, aprisionamento a conflitos conscienciais e a caustificação dos mesmos pela ideoplastia do terror, que faz empedrenir o coração e manifestar a violência no cerne do coração.

Aqui é a reeducação no foro moral que se torna implacavel à na formula da provação compulsoria.

Hoje os meios são mais generosos fruto do estudo constante e da evolução humana,

o desenvolvimento de várias medicações e intervenções psico-sociais tem melhorado muito a perspectiva de pacientes com esquizofrenia. Os antipsicóticos já controlam os sintomas do transtorno sem causar tantos efeitos adversos estigmatizantes. Orientação e outras intervenções psico-sociais podem ajudar os pacientes e seus familiares a aprenderem a controlar o transtorno mais efetivamente, reduzir a perturbação social e ocupacional, melhorarando a reintegração social de pessoas com esquizofrenia. 
Estes são os três componentes principais do tratamento da esquizofrenia:

  • Medicamentos para aliviar os sintomas e prevenir recaídas;
  • Educação e intervenções psico-sociais para ajudar os pacientes e seus familiares a solucionar problemas, lidar com o estresse, enfrentar a doença e suas complicações, e ajudar a prevenir recaídas;
  • Reabilitação social para ajudar os pacientes a se reintegrarem na comunidade recuperando a atividade educacional ou ocupacional.

Os médicos devem respeitar os princípios descritos na Declaração da World Psychiatric Association de Madrid, publicada em 1996, “que salientou a importância de se manter a par dos desenvolvimentos científicos, transmitindo informações atualizadas e aceitando o paciente como um parceiro no processo terapêutico”. Também é importante que as várias técnicas de tratamento sejam oferecidas de uma forma integrada, por exemplo, usando os princípios de equipes de tratamento (Kanter 1989). Isso garante que todos os esforços estejam focalizados sobre as mesmas metas e que o paciente e seus familiares identifiquem uma linha terapêutica comum nos planos de tratamento. Finalmente, os médicos devem incentivar seus pacientes e familiares a participarem de grupos de apoio, que podem fornecer ajuda e orientações valiosas para enfrentar melhor a doença. 
Educação em termos práticos nas intervenções psico-sociais tem de ter como sentido reduzir sintomas positivos e negativos, melhorar a aderência ao tratamento, prevenir recaídas, melhorar as habilidades sociais e de comunicação. A intervenção psico-social é o complemento ideal para as terapias medicamentosas. 
Os problemas enfrentados por pessoas com esquizofrenia são sociais, emocionais, pessoais, clínicos e de discriminação.

Não adianta rigorosas técnicas médicas e de reabilitação social, sem medicação combinada e reabilitação, daí no complio social poder ser revitalizado no aproveitamento à espiritualidade pelo estigma da auto - estima, do apoio moral e da energia recuperativa perispiritual pela transfusão fluidica reforçando o fulcro ativo dos medicamentos utilizados e pela água fluidificada e pela força da fé fervorosa e desanuviamento pela prece consoladora, forças maiores que adestradas à vontade são um solvente expressivo para a vida destes Irmãos ser de maior qualidade.

 

Bibliografia

World Psychiatric Association Section of Old Age Psychiatry Consensus Statement on Ethics and Capacity in older people with mental disorders”http://www.hcnet.usp.br/ipq/revista/vol37/n4/169.htm 

European Dementia Consensus Network Consensus Statements. Disponível em: http://edcon-dementia.net/en/consensusoverview.php. Acesso em: 30 jun 2010.

“ Autismo “ Uma Leitura Espiritual” Herminio Miranda

Wikipedia

Livro Dos Mediuns de Allan Kardec

“Memorias de um suicida “por YVONNE A. PEREIRA