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O Espirito e sua Idade

 

 

 

“ Quanto mais cresço, mais acho me sinto pequeno, não pelo corpo, mas pelo crescimento moral, espiritual e intelectual.” Cravo

 

 

 

  O mundo espiritual elege diferenças no que concerne ao mundo material de diversas formas. Entre elas, sem duvida, é a relação de espaço - tempo.

 

  Mas algo intrigante e por vezes,  duvida de muitos Seres, em relação aos espíritos, qual a idade deles? Será que envelhecem em idade? Qual a forma de poderrmos fazer dar resposta a essa condição dentro do plano material? O nosso espírito é jovem ou idoso?

 

  Muitos encarnados , na ansia de querer saber , fazem regressões, apenas pela apelação de quererem saber quem eram, ou se eram , principes ou reis, acreditem, que é verdade... Apenas buscam a curiosidade, mas não se preocupam com a essência do crescimento , do que é necessário fazer para tal. Enfim, no fundo é apenas reflexo de falta de identidade, pessoal.

 

  Não existe relação da idade do corpo com a idade do espirito, relacionar, seria ilógico,   Não podemos de maneira alguma saber a idade real de cada espírito encarnado, pois desconhecemos a suas várias vivencias anteriores e o tempo tido no próprio plano espiritual. Poderemos sim entender pela indicação evolutiva espiritual o possível ponto evolutivo da criança.Portanto, uma criança de hoje poderá ser muito mais velha em idade real que um idoso agora, e ser muito mais evoluída. Esta situação é simplesmente uma questão da necessidade reencarnatória individual e, portanto, de quanto tempo e quando se vai reencarnar. A idade real do indivíduo de hoje fica assim, é simplesmente denecessária, pois tratando-se da importância na vida real. Devemos isso, sim, fazer um esforço para melhorar a nossa atitude com o avanço da nossa idade terrena.

 

    Muito individuos(as) tem receio do envelhecimento e fazem de tudo para se manterem, em forma, a exemplo; plasticas, mudar cor de cabelo, ir para ginásios,como se isso fosse alterar a idade e o tempo de estadia que aqui ficam, mas é apenas apuro de ignorância moral. Claro que devemos zelar pelo corpo fisico, mas daí, a querer enganar o tempo e sua idade, é pura debilidade  de conhecimento. Todas as fases de idade são de extrema importância, desde a infãncia, adolescência, meia idade, e idoso. inegavelmente todas as fases são importantes para o espírito encarnado e a cada uma delas as dificuldades aparecidas terão de ser ultrapassadas da maneira ao alcance de cada Ser e consoante as suas capacidades de resposta a esses mesmos estágios de evolução! Sim, porque é aí que vamos assumindo a evolução pelas experiências, a espaços vividas em cada reencarnação. No plano terreno é desta forma, em outros planos as características da reencarnação podem ser completamente diferentes.

 

    A cada periodo das nossas vidas, vamos deixando rasto pelos sentimentos positivos e negativos vividos, emoções e ações, que na infãncia não valorizariamos, mas que chegados a adultos , verificamos a sua enorme importãncia na nossa vida e evolução consequentemente. O puzzle de todos espaços que vamos ultrapassando em cada vivência, começando pelo nascimento, os Pais, a Familia, a envolvência com a Sociedade e Humanidade, fará a relação do que conseguimos crescer, e pelo valor das nossas ações poderemos fazer uma anologia a um determinado reflexo do preterito, a exemplo; tendências, gostos, desejos, repulsas e sensibilidade para determinadas areas e atuação, isso sim, nos permite ajudar a conhecer-nos, bem como a forma como nos relacionamos com o próximo e afinidades.

 

 È importante compreendermos que cada espirito encarnado tem suas características evolutivas rasto esse que forma a sua personalidade ao longo do tempo.

 

   Não poderemos querer explicar se é coerente e racional que Seres nascidos e criados nnuma mesma massa familiar, portanto, no mesmo lar, com os mesmos ensinamentos e educação dos pais, os mesmos tratos e amor, eles serem o inverso em personalidades. A assimilação dos conceitos oferecidos á criança pelos progenitores ou por qualquer pessoa depende inexoravelmente do seu grau evolutivo. Afinidades, antipatias ou nenhum desses são importantes na aceitação ou na negação naturais das práticas do comportamento humano. Mesmo em casos de adoção o processo será o mesmo.Mesmo emcaso de ambandonos, não existe xausa sem efeito e ele tem sempre o eco da evolução moral , espiritual e intelectual. 

 

   O importante é aproveitar cada segundo desta passagem , de forma a podermos, cumprir objetivos, assumir crescimento e nunca desistir mesmo que em fases mais fragéis da vivência, a idade essa, será a soma da evolução em cada passagem pela terra, dando-te cada vez mais liberdade e conhecimento, responsabilidade e oportunidade de subir sempre mais alto.

 

Muita paz

 

 

 

Victor Passos

 

 

 

 


 

Demónios, loucos, deficientes mentais e o  Espiritismo

 

Na sociedade pretérita dos Eclesiastes e burgueses , mais amarrada à retorica  de aparência e pouca de clareza ou seja apegada às palavras brilhantes, tinha enorme receio dos poderes espirituais ocultos, no seio destas Castas a doença mental era vista como uma influência demoníaca, ou uma invasão de força perversa e em êxtase ativo.. .

 

 Os ditos dementes ou possessos de loucura, no reconhecimento da maioria dos Doutos, só servia para experienciarem as suas retoricas submetendo os doentes mentais a terapias brutais de tortura física e psicológica; sem pena , nem dó e tudo em nome de uma cura…que não passava do elo experiencial, tendo um único sentido a mortificação plena de um Ser.

 

Estes Seres com problemas psíquicos, eram marginalizados, mesmo liquidados, para que não fossem profanadas as suas Famílias no entender de alguns.

 

O Espiritismo à dois seculos, que tem nos oferecido pelo estudo logico e lucido, enumeras respostas, para vários problemas, aos quais apenas se ouvia o ruído, e entre estes estudo Allan Kardec explanou

 

Na Revue Spirite, artigos de enorme importância. Qual será a visão real do Espiritismo deste problema?!O que fazer para permitir uma maior ajuda às Famílias que tem no seio um doente mental?!

 

O enorme desconhecimento da doença, levou a tratamentos , iguais em forma e dor da loucura, operação em que se faz uma abertura em um osso, especialmente do crânio. O instrumento usado é um trépano ou seja a trepanação. Pensavam eles assim poder retirar a “pedra da loucura”  isto durante a Idade Média, e que segundo os testemunhos escritos sobre ela, consistia na extirpação de uma pedra que causava a loucura do homem. Acreditava-se que os loucos eram aqueles que tinham uma pedra na cabeça. que acreditavam existir nos cérebros dos doentes. O que acontecia de fato é que eram feitas verdadeiras mutilações que exauriam as forças dos doentes e, por vezes, acabavam por deixar os pacientes privados de certos movimentos. Arrazoa-se  que, durante o Renascimento, a loucura tinha o poder de impor uma ordem social bem como a capacidade de apontar para um verdade mais esclarecedora e profunda. Isso foi silenciado pela Razão do Esclarecimento. Isto nos diz “Foucault” e o mesmo também contempla o surgimento da sociedade moderna e os tratamentos,"humanitários" para o louco, como por exemplo no caso de Philip Pinel e Samuel Tuke. O tratamento de Tuke consistia em punir os loucos até que eles não mais desenvolvessem sua loucura. Similarmente, o tratamento de Pinel consistia numa extensa terapia de aversão, o que incluía métodos como banho de água fria e camisa de forças.

 

No entanto outros tratamentos foram experimentados, como; como eletro-choque, a eletroconvulso-terapia, as convulsões induzidas por metrazol, a indução a febre, enfim, as quais nunca foram bem sucedidas.

 

O século XIX, trouxe novas doutrinas de analise e terapia e o aparecimento da psicanálise e a contribuição de Freud, a psiquiatria como um dos braços da medicina pôde avançar em alguns pontos no tratamento da loucura, mas não suficientemente. Freud, com o desenvolvimento da teoria da libido, não conseguiu dar conta do complexo problema da deficiência mental. Jung então questionou a influência capital do aparelho genésico do desenvolvimento do ser, defendido por Freud.

 

Novas terapias;

 

Clorpromazina (1952) Inicio do uso de psicofarmacos com eficácia no controle dos sintomas psicóticos (alucinações e delírios), proporcionando uma perspectiva de reintegração dos doentes mentais graves (esquizofrênicos) no seu meio.

 

Antidepressivos tricíclicos (década de 50) – Imipramina, amitriptilina e outros foram os primeiros recursos medicamentosos disponíveis para o tratamento dos transtornos depressivos. Entretanto um grupo grande de pessoas com indicação de tratamento antidepressivo, não os tolerava pelos seus efeitos colaterais (visão turva, boca seca , náusea, alterações cardiovasculares, disfunção sexual entre outros).

 

Fluoxetina (1987) – Ampliou o horizonte de tratamento e pesquisa de novas drogas de Inibição de Recaptação da Serotonina eficazes nos transtornos depressivos e ansiosos. Intitulada inicialmente como a “droga da felicidade”, foi gradualmente sendo identificado melhor as suas possibilidades e limitações. Mas foi um novo divisor de águas no avanço científico das drogas que atuam no sistema serotonérgico.

 

Novos agentes antipsicóticos (década de 90) - O surgimento dos ditos anti psicóticos atípicos, nos últimos 15 anos, representaram um significativo avanço em relação aos anti psicóticos convencionais (por ex: clorpromazina, tioridazida, haloperidol, flufenazine). Já que as novas drogas estão associadas com menor distúrbio motor (efeitos extra-piramidais) e ampliam o seu espectro de eficácia, e o seu uso já se expandiu além do tratamento dos transtornos esquizofrênicos, sendo utilizado nos quadros de demência, transtornos do humor, transtornos de ansiedade, e transtornos do desenvolvimento. Entretanto estas medicações não são uma pílula mágica, porque além de apresentar efeitos colaterais complicados, como: ganho de peso, diabete mellitus, alteração da função cardíaca.

 

Mas na visão espirita, havendo uma causa existe um efeito, logo, não será pela letargia provocada pelas drogas entorpecentes que a solução passará, entendo que não é esta , nem passará por aqui a reparação dos problemas psíquicos.

 

Realmente, até hoje, as respostas dadas para a doença mental, são apenas opiniões , que não respostas concretas, primeiro porque este tipo de doença , não tem um conceito personalizado, do aparecimento da mesma, porque ela pode vir pela nascença, pode eclodir na idade e pode ter diversos focos de desequilíbrio que não permitem dar respostas concisas acerca da temática. Mas poderão dizer então encontras-te a cura para os problemas psíquicos?!Não, mas sei que existe demasiado apego , à busca material do problema e pouca procura em valores que poderão permitir , no mínimo atenuar o conceito em relação à doença e à forma de encarar mesma. Talvez por lamechices ou por receio de ocupação da sua área de estabilidade, todos os que participam no campo da doença mental, fazem orelhas moucas ao que a Codificação Espirita ditada pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, isso veio trazer mais claridade, revolucionando e desafiando mesmo os carrilhões da matéria e a essência da pessoa humana, o Espirito, a sua reencarnação, os seus objetivos em cada vivência, a lei de causa e efeito, o pretérito nas causas da vivência atual, bem como presente existencial de acordo com a provação e expiação.

 

A remanescência detém muitas das respostas para a demência , não alicerça  loucos, não estigmatiza o sentimento de culpa, mas oferece meios de libertar os recalcamentos projetados por memorias promiscuas de outras eras, permitindo dessa forma abalizar o arrependimento do espirito, bem como sua evolução nos diversos tramites que ou por compulsão ou por escolha própria se permitiu a adquirir. O acaso não existe , logo, terá sempre que existir, esse foco que representa nada menos que o merecimento de cada Ser, no somatório da coexistência.

 

Toda a génese da doença é de índole espiritual, e todo espirito em seu perispírito traz as marcas , seja esquizofrenia, demência, mongolismo ou outra neurose. Pode inclusive na ativa vivência, proporcionar determinados graus de comportamento que o levem a um estado degenerativo, que inclua essas mesmas, probabilidades, daí a ter sempre que exaurir qualquer situação ao estágio evolutivo e moral de cada Ser.

 

As investigações feitas no hospital Espírita, onde Dr. Mário Sérgio Silveira é adido ele e  os pesquisadores têm atribuído o fator "influência espiritual" como causa desencadeante em um grande número de casos de psicose.

 

Os critérios utilizados pela psiquiatria para analisar a psicose, além dos normas da psiquiatria clínica, trabalham com a visão psicodinâmica que a psicanálise nos oferece, numa visão estrutural. 0 inconsciente freudiano é estruturado como a linguagem, opera de acordo com as leis da linguagem, através da metáfora e da metonímia. Nesta perspetiva são três grandes estruturas. As neuroses, cujo mecanismo característico é o recalcamento, que funda o inconsciente, separando-o da consciência. Seria o armazenamento de todas as memórias passíveis de serem recuperadas. Aquelas que estão disponíveis de forma mais imediata. É o que chamamos pré-consciente, bastando para isso apenas evocá-Las.

 

A segunda estrutura são as perversões, referentes basicamente à questão da escolha do objeto sexual e da identidade sexual, cujo mecanismo é chamado "denegação".

 

E a terceira estrutura psíquica constitui-se do que chamamos genericamente "as psicoses". Isto significa que o sujeito não dispõe do recurso simbólico da linguagem, pelo menos no que diz respeito às questões essenciais, como a sexualidade, a maternidade, paternidade e a morte. O termo preclusão é emprestado da linguagem jurídica, que significa que uma prova não foi provida em tempo dentro de um processo, ficando, portanto, de fora. Na psicose, o que não foi admitido no simbólico, permanece fora e pode retornar do real na forma de alucinação. Esta é a teoria psicanalítica e tem ainda seu lugar dentre os conhecimentos que devemos considerar na compreensão de algo tão complexo como é o psiquismo humano

 

Notas: (Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 27, páginas 06-11)

 

Entendo ser necessário retirar orgulho, e abraçar a ciência nos vários parâmetros, sem preconceitos, tendo mesmo em conta que uma das provas da Humanidade passa por aí, onde se obriga a tomar consciência de que a união, sem melindre e abraçando todas as áreas de conhecimento, sejam espiritas ou não, possam se abraçar na solução das enfermidades que o Universo detém, e logo por aí estaremos a crescer, quer em moral, e arrepiando caminho para a universalidade da vida, onde valores de amor estejam acima , das filosofias, das cores, ou da religião que se professe.

 

Lembro também que em muitos hospitais na área  de psiquiatria, estão muitos irmãos (as), que são vitimas da falta de compreensão do seu problema, assim como em muitos casos se confunde mediunidade ostensiva com loucura….

 

É importante que se comece a refletir, mas a fazê-lo em conjunto, dando voz à realidade e retirando o preconceito do conceito espiritual. A espiritualidade, não existe para tirar o estatuto médico, mas para lhe dar apoio de forma a que muito mais se possa realizar em prole daqueles que não querendo assumir sua mediunidade, entram no mundo dos letárgicos pela medicação consumida  de forma a tentar calar aquilo que não se pode calar, a voz do espirito….

 

 

 

Bibliografia

 

 

 

FOUCAULT, M.J.P. História da loucura na idade clássica. São Paulo: Perspectiva, 1978.

 

FRANCO, D. P. (Jonna de Ângelis – Espírito). O ser consciente. Salvador: Centro Espírita Caminho da Redenção, 1993.

 

KARDEC, A. Revista Espírita. Sobradinho: Edicel. (1890, 1861, 1863, 1864 e 1865).

 

XAVIER, F.C. (Emmanuel – Espírito). Religião dos Espíritos.

 

XAVIER, F.C. (André Luiz – Espírito). Ação e reação. Rio de Janeiro: FEB, 1996.

 

Allan Kardec; Livros dos Espiritos

 

Allan Kardec; Genese

 

Allan Kardec; Evangelho segundo Espiritismo

 

Notas: (Extraído da Revista Cristã de Espiritismo nº 27, páginas 06-11)

 

 

 

Victor Manuel Pereira de Passos

 

 


 

 


 

A Nova Era – São Chegados os Tempos

 

Génese dos Novos Tempos

INTRODUÇÃO

“Na concessão genésica da mudança, estará sempre presente, a base moral, intelectual e espiritual,” cravo

O Espiritismo é acima de tudo, mais do que uma Filosofia, Religião e Ciência. É o Consolador prometido e tem em si uma concepção de consolidação dos valores da vida e lucidez de conceitos, permitindo-nos, desmistificar e esclarecer todo e qualquer fenómeno, retirando-lhe o acaso de circunstância o sobrenatural e o milagre, justificando-o pela razão e bom senso.

Essa mesma razão, ressalta de um Código de Esclarecimento, que nos foi legado pelos Espíritos Superiores e descodificado por Allan Kardec, e tendo como exemplo a Mestre Jesus.

Existe uma parte da Humanidade, que assumida pela materialidade, se entrega ao Nilismo, logo à negação de Deus e de tudo que se lhe consagra, tudo acaba aqui para eles! Mas se eles pensam dessa forma, existem também os que acreditando N`Ele, o tomam a seu jeito e ideologia, acreditando num céu e Inferno, mas mesmo alguns Irmãos sendo Espíritas, se sentem dúvios e entendem que a vinda dos novos tempos, será a mudança do Mundo na sua materialidade, na sua concessão fisica, e que o ano já lhe está consagrado!? Mas isso é puro engano, os novos tempos são chegados, mas numa visão que nada tem de catastrófico como se faz crer pelas asservativas da alusão à letra das Sagradas Escrituras.

Mas será que o Mundo vai acabar? É o juizo final? Mas se somos diferentes, para onde vamos?

No Livro Obras Postumas de Allan Kardec, numa das comunicações sobre a Regeneração da Humanidade extraí-se isto:

Todas as Escrituras encerram grandes verdades, sob o véu da alegoria, e extraviaram-se os comentadores, que ficaram restritos à letra. Faltou-lhes a chave para compreender o

verdadeiro sentido, a qual está nas descobertas da ciência e nas leis do mundo invisível, que o Espiritismo veio revelar. Doravante, com o auxílio desses novos conhecimentos, o que era obscuro se tornará claro e inteligível. “(25 de abril de 1866. Paris. Resumo das comunicações transmitidas pelos Srs. M... e T... em estado sonambúlico.)

A Doutrina Espírita veio trazer a lucidez a estas mudanças, vamos fazer uma visão espírita da “Génese dos Novos Tempos”.

A Génese dos Novos Tempos

“Em mensagem transmitida em 1862, constante de O Evangelho segundo o Espiritismo de Allan Kardec, o Espírito de Verdade observa; Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da Humanidade.”

Nós diremos que decorrem os processos da transformação, indo ao encontro dos novos tempos e que em nada irão derrogar a Lei, mas apenas dar-lhe sequência, pois a Lei do Progresso, tal como todas as Leis de Deus são imutáveis e infinitamente justas.

A Terra é um planeta de provas e expiações, na verdade o seu habitat tem na sua génese, um plano onde o mal suplanta o bem, pois o orgulho e egoísmo são factores acentuados em toda a Orbe e claro, daí o espectro das dores e aflições anunciadas. No entanto estas mesmas dores não podem ser vistas com mau augúrio, mas sim, como a preparação para dias melhores.

Podemos dizer que a génese dos novos tempos, tem alguns pólos estruturais, para que ela restabeleça a ordem da disposição moral, intelectual e espiritual de forma a fazer vencer a nova era, são; Reencarnação; Reforma Íntima; Reforço Espiritual.

Reencarnação

Ao contrário do que se possa pensar, não será a terra a mudar, mas o seu espaço fluídico moral. A terra fisicamente, se altera pelos elementos que a compõe, mas o estágio evolutivo de mudança são os espíritos que o fazem, no uso natural do seu livre-arbítrio.

A Reencarnação é ponto vital da viragem, como?! Através da emigração e imigração dos espíritos. Será esta mesma confluência de idas e voltas que renovará a estância terrena, onde todos terão as mesmas oportunidades, mas só aqueles que progredirem o seu status moral, assimilarão os novos tempos. Se juntarmos a esta situação os flagelos, onde se faz a aglutinação de uma determinada moldagem de espíritos, tendo com isso o interesse de apressar o resgaste dos valores morais, e levando em conta que o aprendizado se faz pelas várias experiências, tem enorme relevo porque permite o progresso social.

Após esses choques que dizimam populações, observam-se modificações, nas ideias de uma comunidade, e duma raça, isto pela ativação progressiva de espíritos encarnados e deencarnados. Allan Kardec, Cap XVIII - Sinais dos Tempos: Item 34, nos diz acerca dessa situação; “Opera-se um desses movimentos gerais destinados a realizar uma remodelação da humanidade.”

Reforma Intima

Aliado a este fator da reencarnação e de influênciação para a vinda de novos tempos a reforma íntima, “O progresso material de um planeta acompanha o progresso moral de seus habitantes (...) (no item 27 Génese de Allan Kardec cap XI)

O progresso de qualquer estágio passa pela reforma interior de cada Ser, porque mudando as mentalidades, se mudam os meios.

E falando dos meios, temos que ter em conta o livre-arbítrio, as opções escolhidas e como as colocar em pratica.

Passados vinte séculos, ainda existe muito antagonismo, religioso, político e social.

O homem foi moldado pela acção inquisitória do medo, revolta, egoísmo, orgulho e ignorância. A falta de equilibrio social, as diferenças, o ciúme e inveja, tomaram-lhes o pensamento e os tem feito peregrinar pela expiação e provação, mas as almas encontram aí a chave para a mudança! Como? Simplesmente pela necessidade de compartilhar, de se entre-ajudar, de valorizar as pequenas coisas em detrimento das maiores e fazer comungar a necessidade de se amarem mutuamente sem preconceitos, pois começa a aperceber-se, que todos precisam uns dos outros e que os valores do amor, passam pelo respeito pelo próximo, pela fraternidade e solidariedade. Isto é reforma íntima, e o Espiritismo tem na sua Filosofia todas as respostas para o encadeamento da sua esperança futura, pelo Evangelho redidivo, não pelas meras palavras, mas pelas acções.

Todos já notamos, os enúmeros grupos humanitários de apoio que se formaram, quer para defender o ambiente, quer as pessoas e os Países, o espaço civico éclodiu, todos se estão a unir, para fins de grandeza e cumplicidade no amor, sinal concreto de progresso, porque só a fraternidade, moldará uma ordem social justa que apoiada numa fé racionada, diluirá anátemas de toda a ordem, porque só o amor, fará mudar e logicamente, evoluir.

Esse contributo pela acção dos espíritos encarnados e desencarnados, vai restabelecer as escolhas, porque aqueles que não aceitarem a mudança, seguirão outros rumos, até que se renovem. Porém todos terão as suas oportunidades.

É nesta confluência genésica de comportamento, educação e acção pratica que os espíritos terão de se moldar, a fim de sua esperança culminar com a entrada na nova estância evolutiva.

Reforço Espiritual

Mas meus Irmãos outro fator muito importante, é a coligação e a vinda progressiva de espíritos mais evoluídos para ajudar a reequilibrar a ordem de valores deste plano físico, e através de seu ensinamento e exemplo, os seguiremos rumo à nova ordem da vida moral e espiritual.

Nada se resume ao acaso tudo tem um sentido perfeito como as leis que regem o Mundo que agora vive a mudança. A Doutrina Espírita é porta consoladora e luz para o entendimento para aqueles que a seguem e procuram. Mas também o dínamo para a evangelização geracional que se avizinha, pela luz do Consolador Prometido.

Conclusão

Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os espíritos que operam em favor da grande transição.

Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.(...) Joanna de ângelis. (Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ)

A revolução que está operar-se é antes moral do que material. Não se pense então que o Mundo se vai diluir.

A nova geração estará baseada nos princípios evangélicos, inseridos em nossa consciência como uma lei universal. Lei essa, de Justiça, Amor e Caridade, seja pela renovação dos espíritos ou pela vinda de outros para prencherem os lugares dos mais estagnados, e a estes lhes será dada continuidade de revitalização noutra estância de evolução, mesmo que à sua altura, mas ninguém será dado ao abandono.

A génese desta remodelação em curso, expressa-se pela maior fraternidade e solidariedade social.

O Espiritismo tem enorme responsabilidade, pela acção do esclarecimento e enquadramento no contexto moral, pela evangelização e pratica do amor sem fronteiras, onde a raça, o sexo o estatuto social, a inteligência, não serão apanágio para diferenças, mas para aproximação das almas.

O progresso moral garante a felicidade dos homens sobre a Terra.

O Espiritismo é garante do conhecimento, logo o movimento espírita, não deve reter-se nas suas casas espíritas, mas movimentar-se pelas Comunidades, pela divulgação e orientação das linhas de amor que Cristo nos legou, sem preconceitos e receios, pois meus irmãos, neste imenso Universo, criado por uma Suprema Inteligência que tudo concebeu para a felicidade nossa, em regime de paz e acordo, nesta orbe, os tempos são chegados, previstos pelo nosso Kardec, à luz dos Espíritos Bons, (A Gênese – Cap. XVIII), como adiante literalmente enunciado:

“Quando vos é dito que a Humanidade chegou a um período de transformação, e que a Terra deve se elevar na hierarquia dos mundos, não vejais nessas palavras nada de místico, mas, ao contrário, o cumprimento de uma das grandes leis fatais do Universo, contra as quais toda a má vontade humana se quebra.” (A Gênese, Cap. XVIII, item 8, Arago)

Ninguém ficará para trás, mas cada um terá que fazer a sua parte. Cravo

Bibliografia:

Obras Postumas de Allan Kardec “(25 de abril de 1866. Paris. Resumo das comunicações transmitidas pelos Srs. M... e T... em estado sonambúlico.)

Obra da Génese de Allan Kadec; Cap . s; XI; XVIII

Obra Evangelho segundo Espiritismo de Allan Kardec

Obra Livro Dos Espíritos de Allan Kardec

Joanna de Ângelis. (Pág. psicog. pelo médium Divaldo Pereira Franco, 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro, RJ)

 

Autor: Victor Manuel Pereira de Passos